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Mirsky e Brun, os velejadores brasileiros do Team ABN Amro, contam sobre a vitória em Portugal

Redação Webventure/ Vela

André Mirsky (foto: Marco Yamin)
André Mirsky (foto: Marco Yamin)

Ouça a entrevista exclusiva dos dois velejadores brasileiros que vão para o barco 2 do ABN Amro na Volvo Ocean Race!

Lucas Brun e André Mirsky. Os dois brasileiros escolhidos com o melhor perfil, melhor aptidão, melhor currículo para correr no barco 2 do ABN Amro a maior regata oceânica de volta ao mundo, a Volvo Ocean Race, estão fazendo as malas no Brasil para definitivamente se estabelecerem em Portugal, onde iniciarão os treinos e preparativos para largarem em novembro na competição.

A seleção dos oito velejadores amadores para o barco do ABN Amro foi comemorada em Portugal, na marina de Portimão, região do Algarve, e em especificamente em outros quatro países: Brasil, EUA, Holanda e Austrália.

Desses países, saíram na sexta passada (25/3) os oito velejadores escolhidos: Lucas Brun e André Mirsky (Brasil), Luke Molloy e Phil Harmer (Austrália), Simeon Tienpont e Gerd-Jan Poortman (Holanda), e Andrew Lewis e George Peet (EUA).

O time, ou sindicato, está completo com os profissionais Sebastien “Jojo” Josse (França), Simon “SiFi” Fischer (Grã-Bretanha), Nick Bice da Austrália e Scott Beavis da Nova Zelândia se revezarão durante a competição para comandar os selecionados.

A regata tem início em 5 de novembro, mas o time se muda na semana que vem, com parentes se necessário, e todas as despesas pagas para residirem durante esse tempo na vila do ABN Amro, em Portimão.

Para Lucas e André, os brasileiros selecionados, o trabalho mal começou. Os dois, que passaram por testes que iam desde o dormir pouco, com turnos de velejadas de 24 horas, sob os olhos atentos dos juízes Maurice Paardenkooper and Hans Horrevoets. Foram averiguados espírito de equipe, conhecimentos gerais de navegação em vela e técnica do esporte.

“O dia mais difícil para mim foi o primeiro dia, da segunda parte, quando estávamos começando a nos habituar a velejar 24 horas por dia”, confessou Lucas. Já para André, a parte mais difícil foi o último dia, quando terminaram mesmo a seleção. “O cansaço por causa dos turnos, pois o pessoal puxou mesmo. Nós descansávamos seis horas e velejávamos 12. Ainda mais que o descanso não era contínuo; ficávamos ou no barco ou com atenções à mídia. Precisávamos também comer e dormir”, explica André. O fator da mudança de temperatura, ou seja, o frio intenso, também contribui para o cansaço psicológico, disse André.

Nesta semana, os atletas estão no Brasil e preparam-se para mudar temporariamente para Portugal, já na semana que vem. Edgardo Vieytes, o terceiro candidato que disputou com Lucas e André uma das vagas, continua nos outros projetos do Team ABN Amro.

Este texto foi escrito por: Cristina Degani

Last modified: março 30, 2005

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