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Investigação aponta para covardia no assassinato

Redação Webventure/ Outros, Vela

A polícia prendeu hoje os suspeitos do assalto e assassinato do navegador neo-zelandês Peter Blake, ocorrido anteontem (04/12), no rio Amazonas, no Amapá. Eles mantêm a versão de que atiraram em Blake porque ele teria reagido com um fuzil. Blake morreu com dois tiros nas costas disparados à queima-roupa.

Os sete homens fazem parte de um grupo conhecido na Amazônia como “ratos d’água”, especializado em invadir e saquear embarcações. Eles disseram que já estavam indo embora com o produto do roubo quando a tripulação do Seamaster decidiu reagir ao assalto, atirando nos bandidos.

Com os suspeitos, foram apreendidos relógios, CDs, armas e R$ 1.500 que teriam sido tirados da tripulação. Na Polícia Federal, os criminosos disseram que não sabiam quem eles eram quando praticaram o assalto. A polícia busca agora um oitavo participante.

O corpo do velejador está na polícia técnica do Amapá e só poderá ser liberado pela família – ele era casado e tinha dois filhos. O acesso à embarcação de Blake está interditado. A Polícia Federal vai tomar novos depoimentos hoje. A embaixadora da Nova Zelândia no Brasil, Denise Almao está no Amapá acompanhando as investigações.

Imagem abalada – O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou hoje que se preocupa com repercussão negativa no exterior da morte do velejador neozelandês Peter Blake, que foi assassinato durante expedição oficial na Amazônia. Segundo o ministro, a Amazônia é um destino turístico cada vez mais procurado.

Há uma semana, a região, mais especificamente no estado do Pará, foi sede da maior corrida de aventura da América Latina, a Expedição Mata Atlântica, com mais de 200 atletas envolvidos, inclusive equipes estrangeiras e uma da Nova Zelândia.

Este texto foi escrito por: Webventure

Last modified: dezembro 7, 2001

Redação Webventure
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