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Regata: a emoção de competir no mar


Passagem pela boia em uma Barla-Sota (foto: Divulgação/ Fevesp)

As competições de vela chamam-se regatas. Elas se dividem nas classes dependendo do tamanho do barco e das características dos tripulantes. No Brasil existem 26 classes válidas pela Federação Brasileira de Vela e Motor. Porém, as mais difundidas são a Laser, a Optimist (iniciantes) além da Oceânica.

A Laser (barco de até 4,5 metros, com uma vela) tomou grandes proporções no país pelo sucesso do velejador Robert Scheidt. O Paulista é tetracampeão mundial na classe, venceu o Pan-Americano de Santo Domingos e foi ouro em Atenas. Em 2005, Scheidt passou a se dedicar mais para a categoria Star, um barco um pouco maior, com duas velas.

Existem também os Hobbie Cats, veleiros rápidos, mas pouco ágeis nas manobras por terem dois cascos paraleleos, no estilo catamarã. Foram inspirados nas canoas havaianas. São baratos e versáteis na comparação com outras classes.

A classe Oceano abriga as maiores regatas do mundo, como a America’s Cup e a Volvo Ocean Race. São veleiros de vários tamanhos, geralmente tripulados por mais de uma pessoa. Mesmo assim, existem algumas regatas em que apenas uma pessoa se aventura por veleiro. Alguns barcos de Cruzeiro (passeio) podem competir nesta classe.

Para avaliar o vencedor de uma regata, existem algumas formas de pontuação aprovadas pela Federação Internacional de Vela (Isaf). Geralmente as classes se misturam nas provas, mas a pontuação segue única para cada classe. Por exemplo, para cada primeiro colocado de cada categoria é dado um ponto, que vai aumentando conforme os outros competidores vão chegando. Quem acumular menos pontos no final das etapas é o vencedor.

Outra forma chama-se tempo corrigido, geralmente usada para regatas de longa distância quando barcos diferentes competem entre si. É levado em consideração o tamanho do barco, peso, área vélica e o tempo para concluir o percurso. “Nesse caso, um barco que chega na frente nem sempre é o vencedor. O que é medido é a performance de cada veleiro, na proporção de tamanho”, explica Ricardo Lobato, Juiz da Isaf.

As regatas podem ser classificadas como de Percurso ou Barla-Sota. Como o nome diz, a percurso faz um trajeto determinado entre uma cidade e outra, ou vai até um acidente geográfico e volta. Já as Barla-Sotas são balizadas por bóias ou outra marcação na água. Geralmente três passagens por essas marcações encerram a disputa.

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