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Penélope Charmosa diz que ganhou respeito




Apelidada de Penéplope Charmos, a musa das corridas no desenho animado, a paulista Moara Sacilotti diz que passou a ser mais respeitada por ter chegado ao fim do percurso em sua estreia no Rally dos Sertões, no ano passado. Única motoqueira da prova, ela fala dos planos para a edição 99 e confessa que ainda existe discriminação.

Webventure – No ano passado, muita gente desacreditou em você. Isso já acabou?

Moara Sacilotti –Eu ganhei respeito por ter completado a prova. Mas pra falar a verdade, ainda tem gente que acha que eu vou a passeio.

Webventure – E o que você responde a eles?

Moara – Nada. Eu acelero…

Webventure – Em relação a estrutura e preparação você tem várias novidades neste ano. Quais são elas?

Moara – Pois é, no ano passado eu contratei a Planet Motor para me dar assistência técnica e, para minha surpresa, eles resolveram me contratar como piloto neste ano. Tenho ainda o apoio da Circuit e da Oakley. Meu pai está no time, além do Carlos Gavardo, o espanhol. Mas vai ser como no ano passado, eu corro durante o dia e à noite eles cuidam da minha moto, enquanto eu descanso.

Webventure – Qual é o seu objetivo na prova?

Moara – Quero terminar o rali, outra vez. Não penso em batalhar por uma determinada posição ou pelo título. Minha curtição é andar de moto, curtir toda aquela paisagem.

Webventure – Apesar de bonitos, os cenários do rali são bastante exigentes para se correr, ainda mais na moto. Qual é o pior trecho pra você?

Moara – O começo, pegando a Serra da Canastra, é só pedra e eu não gosto muito. Depois, quando se chega em Palmas (TO), no deserto do Jalapão, é areia pura, também difícil pra guiar. Mas não dá pra querer facilidade, por isso estou me preparando muito bem fisicamente.

Webventure – Ao contrário dos homens, que gostam da velocidade e da competição, você disse que sua melhor impressão do Rally foi a amizade das pessoas que conheceu nas cidades por onde passou… você pretende reencontrar alguém?

Moara – Com certeza, já fizemos contato com a dona Cris, de Carolina (MA), e ela vai hospedar meu pai e eu outra vez. Isso é o melhor da história toda.

Este texto foi escrito por: Luciana de Oliveira