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Gerente de hotel fala sobre a situação em Bariloche


Rua de Bariloche sendo limpa das cinzas (foto: Arquivo pessoal)

Maria Sol Canalda, gerente do Galileo Boutique Hotel, em Bariloche, conta como a erupção do vulcão Puyehue, no Chile, está afetando uma das mais importantes cidades turísticas da Argentina, Bariloche, que se localiza a 200 quilômetros da montanha.

Como está a situação no momento?
Está tranquilo, mas com pouca atividade comercial. As lojas estão abrindo com horário reduzido, mas supermercados e restaurantes estão funcionando normalmente. As ruas da cidade estão sendo limpas das cinzas e a prefeitura pediu para não utilizarmos carros. As autoridades decidiram fechar o aeroporto da até o dia 21 de junho.

Como a população está lidando com o problema? E os turistas?
A população não tem mais problemas do que ocasionais cortes de eletricidade [curto-circuitos provocados pelas cinzas ocasionaram apagões]. Os serviços de água e combustível estão normais. Já os turistas que tinham viagens programadas para até o dia 21 devem reprogramar seus voos e estadias nos hotéis. As pessoas que estavam na cidade quando o problema começou já foram transportadas de ônibus para Buenos Aires.

Quais serão as consequências para o turismo, em sua opinião?
As consequências são apenas em curto prazo. Não achamos que seremos afetados na alta temporada de esqui [que começa dia 21]. Assim que o aeroporto abrir, tudo volta ao normal. Já tínhamos pelo menos cinco centímetros de neve nas pistas. Quem quiser, poderá vir de ônibus. Uma boa consequência será que no verão as praias terão “areia” novinha de cinzas, e não de pedra como antes!

Este texto foi escrito por: Amanda Nero