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Atletas de elite contam como treinaram para o XTerra


Sabrina no XTerra Manaus de 2010 (foto: Alexandre Koda / Webrun)

Correr, pedalar e nadar nas entranhas da Floresta Amazônica. Perguntamos para dois triatletas fora de estrada, Sabrina Gobbo e Felipe Moletta , como eles se prepararam para a etapa internacional do XTerra 2011, que rola no próximo dia 11 de junho, em Manaus (AM).

Formada em biologia e cursando doutorado em ecologia, Sabrina, 33 anos, é também treinadora de ciclismo e funcional (ginástica que trabalha diferentes músculos de forma lúdica e dinâmica). Em 2010, ela ficou em terceiro no ranking final feminino do circuito anual e em quinto em Manaus.

Já o paranaense Felipe, 25 anos, é tenente do corpo de bombeiros e também finalizou em terceiro lugar o ranking masculino de 2010. Será a primeira vez dele na etapa da Amazônia.

Como é o treino para uma competição como o XTerra?
Sabrina: Eu pedalo cerca de três vezes por semana, corro três ou quatro e nado uma. Eu aboli a planilha! [risos]. Não estou treinando certinho, faço o que estou com vontade. Mas o funcional eu não largo. São exercícios de mobilidade, estabilidade, potência e força.
Felipe: Não mudei o treinamento, é o mesmo de sempre. Só priorizei a bike porque não estava bem nesta modalidade. Então, estou pedalando umas quatro ou cinco vezes por semana. E correndo e nadando quatro vezes. De vez em quando, faço um treino de montanha: vou pedalando até a base, subo e desço correndo, e volto de bicicleta.

Qual é a modalidade mais difícil em um triathlon?
Sabrina: Não sei dizer, mas a que vou melhor é a bicicleta. Antes eu sofria mais com a corrida, mas melhorei. Acho mais complicado a transição de modalidade sair da bike e ir para a corrida.
Felipe: A mais difícil é a natação. Melhorei bastante, mas ainda sofro muito porque comecei a nadar tarde, aos 19 anos. Eu sabia nadar, mas nunca havia treinado.

Quais são os principais desafios em uma competição na Floresta Amazônica?
Sabrina: Dizem que tem uma abelha e uma formiga que precisamos ter cuidado, um peixe que entra na uretra [o candiru, atraído pela urina] e a piranha. Mas tem também muita lenda, e passamos tão rápido… nós é que assustamos os bichos!
Felipe: Acho que a maior dificuldade será a surpresa, o fato de não conhecermos o percurso. E o pessoal que fez prova no ano passado conta que chove muito. Pedalar na lama será difícil.

Como você começou a competir triathlon?
Sabrina: Eu pratico esporte desde pequena. Triathlon eu comecei em 2007, no XTerra de Angra dos Reis. Uma amiga, a Carla Prada [que também compete esse ano em Manaus], me convidou e me emprestou uma mountain bike. Na verdade, eu tinha feito a prova em 2006, mas em equipe de revezamento.
Felipe: Fiquei sabendo do XTerra por meio da minha noiva, que me mostrou o site da primeira etapa no Brasil, em 2005, que aconteceu em Ilhabela (SP). Aí eu me inscrevi.

Qual é a sua expectativa para a semana que vem?
Sabrina: Não estou esperando muito. Minha expectativa é a de completar a prova.
Felipe: Procuro não ter muita expectativa. Espero fazer uma boa prova e que não aconteça nada com o meu equipamento em Angra, no ano passado, meu pneu furou duas vezes.

Este texto foi escrito por: Amanda Nero