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Volta ao mundo: ainda no Brasil, velejador teve problemas no barco


Por Matias Eli, especial para o Webventure | 26/02/2010 - Atualizada às 12:01

Matias teve problemas no barco até chegar em Salvador
Matias teve problemas no barco até chegar em Salvador
Foto: Matias Eli/ Arquivo pessoal
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Do Rio de Janeiro (RJ) a Salvador (BA) - Depois de mais alguns acertos no barco, segui sozinho para o Rio de Janeiro. Lá encontrei o Rafa, que iria me acompanhar até Salvador. Na travessia Rio-Búzios deu pra sentir qual seria o tom da viajem até o destino. Vento e corrente contra e muitos problemas técnicos, principalmente com o motor que parava de funcionar religiosamente após 10 horas de uso. Os filtros de combustível ficavam impregnados de uma borra fedorenta que entupia tudo e fazia o motor parar por falta de combustível.

Ao chegar a Búzios, tentamos consertar o problema. Trocamos os filtros e o pescador e mais uma vez e “xingamos” muito a qualidade do combustível brasileiro. Não funcionou. Continuaríamos tendo problemas até nossa chegada em Salvador, quando o mistério do combustível sujo seria finalmente solucionado com o auxilio da minha filha Marina, de apenas dois anos de idade.

Problemas - Passados alguns dias em Búzios, levantamos âncora e seguimos viajem para Vitória. Na travessia do cabo de São Tome, o vento de 20 a 27 nós vinha da proa e o mar com ondas grandes e desencontradas fazia nossa travessia muito desconfortável. Para piorar ainda mais a situação, uma pane elétrica fez parar de funcionar nosso GPS, piloto automático e cartas de navegação eletrônicas (chart ploter). O Rafa e eu nos revezávamos no leme do Bravo até que três dias depois, num estado deplorável e sem motor, chegamos na cidade de Vitória.

Ao entrar no porto, o vento parou e como estávamos sem motor, passamos por momentos de tensão ao tentar desviar dos bancos de areia e do trânsito de navios que passam por ali. Em Vitória encontramos com o Jadir, que vinha trazendo um Petterson 33 a reboque desde o Caribe numa das viagens mais doidas que eu já tive notícia. Lá também limpamos o tanque de combustível e entramos em contato (pelo telefone) com um técnico da Raymarine, que me ajudou restabelecer o GPS e o piloto automático.


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