Lucas Brun não imaginava o que vinha pela frente antes da VOR
Foto: Divulgação/ Team ABN Amro
Os tripulantes do TWO eram conhecidos como "garotos"
Foto: Divulgação/ Team ABN Amro
O brasileiro a dar a volta ao mundo a bordo do ABN Amro 2, Lucas Brun, comentou no início de julho sobre sua participação na prova. Ele falou sobre a experiência de competir em uma Volvo Ocean Race, sobre o apelido de “garotos” dado a ele e seus companheiros e o que mudou após a prova.
Lucas veleja desde que era criança, começou a competir na classe Optimist e em outros barcos pequenos, mas sempre acompanhava seu pai nas provas oceânicas. Entre seus principais feitos estão a participação no Campeonato Brasileiro na classe 40.7, em 2003; oitavo lugar no Mumm 30 Canadá, em 2004; participação na campanha olímpica de 2004 na classe 470 e participação como proeiro do Team Pegasus 2004.
Aos 23 anos de idade ele começou a regata animado com a oportunidade. Durante as velejadas de treino com os Volvo open 60, antes do início da Volvo Ocean Race, ele comentava sobre as novidades.
“Recentemente tivemos 30 nós de vento real quando estávamos navegando no contra vento e o barco se comportando de forma magnífica! Foi ainda mais divertido no caminho de volta, surfando a 28 nós de velocidade. Uma pena que o vento diminuiu e não pudemos passar a barreira dos 30 nós”, afirmou o brasileiro durante treinos em agosto de 2005.
Após dar a volta ao mundo e bater o recorde de singradura (563 milhas náuticas percorridas em 24 horas) Lucas fala sobre como é estar nessa competição. “Não tem nada que prepare você para isso, você pode achar que está preparado, mas quando chegar lá vai dar tudo errado. É igual perder a virgindade, todo mundo acha que sabe o que está fazendo, mas na hora sai tudo da forma errada. No final fica tudo muito bom”.