Lucas Brun com seus companheiros do ABN 2
Foto: Divulgação/ Team ABN Amro
Andrew Lewis, sempre com casos pra contar
Foto: Divulgação/ Team ABN Amro
Nick Bice sempre dava umas dicas técnicas para Lucas
Foto: Divulgação/ Team ABN Amro
Conviver com as mesmas pessoas durante tanto tempo e em um espaço reduzido não é uma tarefa fácil. Lucas Brun, tripulante do ABN Amro 2 durante a Volvo Ocean Race, revelou como era o relacionamento a bordo e com quem teve mais afinidade.
“Geralmente conversava mais com as pessoas do meu turno. Tinha o Nick Bice que me dava uma orientação técnica e o Andrew Lewis que conversava mais de bobeira, contar histórias. Não tem uma preferência única, é o grupo, o time todo. Muitas horas ficavam os 10 sentados no deque conversando.”
A bordo com um comandante francês, um navegador inglês e tripulantes de diversas nacionalidades, como Nova Zelândia, Holanda, Estados Unidos e Austrália, ele fala sobre como evitar que o barco se torne uma Torre de Babel.
Organização - “A língua oficial é inglês, mas cada barco cria sua própria forma de se comunicar, cada um cria sua gíria. Você vive 20 dias do lado das mesmas pessoas e cria um dialeto, o dialeto ABN 2. Eu poderia ficar aqui horas falando e ninguém entenderia nada (risos)”.
Os garotos, ou os “moleques” do ABN 2, como gosta de se referir Lucas, entraram nessa prova não só para competir, mas para viver uma verdadeira aventura, já que era a primeira vez que davam uma volta ao mundo. A diferença de ânimos entre eles e os integrantes do ABN 1, já com algumas voltas ao mundo na bagagem, fica evidenciada nas palavras do jovem velejador.
“Todo mundo adorava ficar junto da garotada. O pessoal (do ABN 1) tinha família e aquilo era como se fosse um trabalho, pra nós era tudo aventura. Tinha gente que estava de saco cheio, queria ir embora, mas teve um pessoal que se divertiu”, resumiu o brasileiro.