Em algumas regatas, nas olímpicas, por exemplo, onde os veleiros são iguais e todos os competidores estão praticamente sob as mesmas condições de vento, o que difere o vencedor do resto é a decisão de quando e como realizar as manobras.
Isso se reflete também nas provas de oceano, como a Volvo Ocean Race. Navegadores quebram a cabeça para escolher o melhor momento da manobra e os outros tripulantes podem ser até acordados no meio do sono para realizar uma mudança de vela, por exemplo, pois a operação exige todos os tripulantes no convés.
O veleiro pode navegar em qualquer direção, até contra o vento, menos diretamente contra ele. Para realizar essa tarefa, geralmente a tripulação escolhe um ângulo de 45 graus em relação ao vento. O barco veleja na diagonal, fazendo um zigue-zague até o ponto escolhido. A quantidade de manobras a serem feitas e o ângulo usado formam a tática de cada equipe para vencer uma regata.
Manobras - Existem duas manobras principais em um veleiro, Cambada por Davante e Cambada em Roda, ambas para mudar o curso da velejada. A nomenclatura depende de onde está vindo o vento.
Se o veleiro está contra o vento, a mudança de direção chama-se Cambada por Davante, ou Bordo. Se estiver com vento a favor, essa manobra chama-se Cambada em Roda, ou Gybe, do inglês.
Isso exige o trabalho de todos os tripulantes e principalmente muita concentração e sincronia, para que tudo saia corretamente. É também um momento de tensão a bordo, ainda mais em uma regata. É comum no mundo da vela dizer que é possível reconhecer uma boa tripulação quando a manobra é silenciosa. Sinal de que cada um está certo do que fazer e confia no trabalho de cada companheiro.
A prática de Esportes de Aventura envolve risco de vida! Você deve estar sempre acompanhado de algum guia experiente ou realizar cursos que o qualifiquem para isso.