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Fernanda Oliveira fala sobre o Pré-Olímpico da China


13/08/2007 - Atualizada às 15:09

O barco das brasileiras precisa ser regulado para o vento fraco
O barco das brasileiras precisa ser regulado para o vento fraco
Foto: Divulgação
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A dupla brasileira da classe 470 Fernanda Oliveira e Isabel Swam já está na China para a disputa da Pré-Olímpica de Qingdao 2007, cidade que fica 700 quilômetros ao sul de Pequim. Fernandinha fala sobre o evento, que será disputado na mesma raia da Olimpíada e na mesma época da competição (entre os dias 15 e 24 de agosto) e servirá como bom teste para as duas velejadoras.

A vaga para a Olimpíada foi assegurada após a sétima colocação no Mundial de Cascais em julho desse ano e agora será necessário passar por uma série de eliminatórias no Brasil e no exterior para saber quem representará o Brasil. Esse evento da China não é classificatório para os Jogos Olímpicos e a próxima eliminatória é na Austrália, no Campeonato Mundial em Janeiro. Fernanda comenta sobre os desafios do fuso horário (12 horas de diferença) e da alimentação.

Segundo ela, os primeiros dias em um novo local servem como adaptação e, no caso da China, é necessário segurar o sono durante o dia e se esforçar para dormir à noite. “São muitas horas de diferença para o fuso brasileiro e a primeira semana é de adaptação. Se ocupar bastante durante o dia é bom também, pois à noite estaremos mais cansadas”.

Pelo fato de a dupla já ter competido no local ano passado, alguns obstáculos já serão ultrapassados com mais facilidade, mas o quesito alimentação continua a preocupar. “A pimenta é o que temos de estar mais atentas, pois é utilizada em todos alimentos e o tempero é muito forte. No último ano, tivemos trabalho para encontrar lugares para comer e acabávamos usando o bufê do hotel que servia comida internacional”, ressaltou a timoneira que sempre leva barras de cereal e procura beber muita água.

Barco e instalações - Além do problema com a adaptação fisiológica, Fernandinha e Isabel terão que adaptar o barco ao vento fraco, condição que devem encontrar na raia chinesa. “Precisamos tentar fazer com que esse barco tenha todas as regulagens e os ajustes para velejar no vento fraco, mas também esteja pronto para o vento mais forte”.

Os chineses parecem não ter economizado gastos na estrutura que receberá os velejadores e o evento será uma boa oportunidade para testar a parte de terra. “A Marina é gigante, muitas rampas, banheiros, área de alimentação, de reuniões, secretarias. Os prédios onde ficaremos instaladas não estavam prontos no ano passado. Agora deve estar tudo certo. A Pré-Olímpica vai realmente simular os Jogos de 2008”, comentou a velejadora de 26 anos.

Durante a competição as brasileiras terão pela frente as holandesas, francesas, australianas, israelenses e americanas como principais adversárias no vento forte, mas devem aparecer algumas surpresas no vento fraco. “Nos primeiros dias choveu muito e prejudicou o treinamento e a adaptação ao local da competição”, diz a gaúcha que pretende chegar entre as 10 primeiras.


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