Contato com a natureza é o primeiro motivo para começar a velejar
Foto: Divulgação/ VOR
Mundial de Laser em Fortaleza
Foto: Daniel Costa/ www.webventure.com.br
Na estréia como colunista do Webventure, Ricardo Dubeux escreve para os que querem o primeiro contato com a arte de velejar. Nomenclatura, história e dicas estão no texto a seguir. Boa leitura, e bons ventosCaro amigo leitor, inicio aqui minha participação como colunista deste renomado site, com a humilde pretensão de tentar passar um pouco da cultura do iatismo, esporte que pratico desde os meus cinco anos de idade, por meio do qual aprendi que na vida devemos ser sempre realistas, sem esperar que o vento mude e sim ajustar as velas, para que possamos tocar o nosso barco em busca da felicidade e de um mundo melhor, mais natural, mais puro e cristalino.
Sou um verdadeiro apaixonado, não apenas pelo iatismo, mas, principalmente, por todos os esportes outdoor. Esportes estes que favorecem um convívio real, direto e verdadeiro com a natureza.
Em varias situações encontrei pessoas optando por barcos a motor apenas porque afirmam ser mais fácil. Acreditam que basta ligar o motor e operar o barco como se de um automóvel se tratasse. Por que a lancha? Eles facilmente responderiam: “Gosto de lancha, porque gosto de velocidade; porque quero pescar no mar; porque não sei velejar; porque não tenho tempo; porque acho mais cômodo; porque quero chegar mais rápido; porque navego exatamente na direção que quero; porque tudo o que quero é chegar rápido para confraternizar com amigos.
Não vou polemizar, pois, “gosto não se discute...” Particularmente adoro lanchas, mas mesmo com todas as vantagens acima, opto ainda por um barco à vela.
Vela - Por que o barco à vela? Tenho vários motivos para fazer deste esporte minha paixão, mas gosto de barco à vela porque adoro velejar; porque o contato com o mar é diferente; porque num veleiro existe menos manutenção; porque é mais ativo, emocionante e mais participativo; porque quero exercitar-me; porque quero competir em regatas; porque não gosto do ruído do motor; porque tecnicamente é mais excitante. E sobretudo porque velejar é uma arte.
Assim como escrever um livro, uma poesia, cantar, dançar ou criar uma obra de arte, considero o ato de velejar uma arte do ser humano, comparando até mesmo com nosso ritmo e estilo de vida.
Ricardo Dubeux
Formado em Engenharia Civil, ele veleja desde os cinco anos de idade. Idealizador, Produtor e Apresentador do Programa Ação e Aventura das Rádios Transamérica FM de Recife/PE e João Pessoa/PB e Radi 98 FM - Natal/RN durante o periodo de 2004 à 2006. Atual Presidente da ANEA- Associaçao do Nordeste de Esportes de Aventura, seis vezes campeão Pernambucano de Hobie Cat 14, campeão do ranking Brasileiro de Hobie Cat 14, vice-campeão Brasileiro de Hobie Cat 14 e Supercat 17, campeão Sul Brasileiro de Hobie Cat 16, terceiro lugar no Campeonato Mundial de Hobie Cat 14. Entre uma aventura e outra, Ricardo Dubeux abastece o site Ação e Aventura (www.acaoeaventura.com.br).