Conheça os tipos de mochila e saiba arrumar a mala para uma aventura


Por Alexandre Koda | 25/12/2007 - Atualizada às 07:00

Além de todas as preocupações na hora de preparar uma viagem ou expedição, é preciso tomar cuidado com o uso da mochila e a melhor forma de arrumá-la. Makoto Ishibe, escalador profissional e empresário, passa algumas orientações básicas sobre como organizar o equipamento para uma exploração, faz alguns comentários sobre os tipos de mochila para cada ocasião, assim como a regulagem correspondente.

A escolha dos equipamentos sempre depende do orçamento disponível, além de uma série de variáveis como o clima da região, a duração da viagem, entre outros. Makoto diz que cada exploração exige determinados equipamentos e que é preciso tomar alguns cuidados na hora de organizá-los.

De uma forma geral, ao realizar a subida de uma trilha deve-se manter o centro de gravidade baixo, com os equipamentos pesados no fundo da mochila. “Mesmo que o praticante tenha que ficar um pouco mais arqueado, precisa colocar os equipamentos pesados encostados nas costas”, comenta Ishibe. Já na hora de realizar a descida, a mochila estará mais leve, pois houve consumo de comida e combustível e a configuração deve ser outra. “Pode-se colocar o centro de gravidade alto, pois não vai ter problema de equilíbrio e pode-se andar muito mais ereto, aumentando o conforto”, explica o escalador.

Porém, essas dicas valem apenas se as trilhas a serem encaradas na subida e na descida forem diferentes, se vai haver uma travessia de montanha onde a subida exige muita técnica e a descida seja mais tranqüila. Caso contrário, a mochila não deve sofrer alterações na hora de ser arrumada. Para exemplificar, o escalador faz uma comparação com a condução de carros: “as pessoas perguntam qual marcha deve ser usada na subida de uma estrada, em relação à descida no mesmo local. Tecnicamente deve-se usar as mesmas marchas para as mesmas curvas e na trilha não é diferente”.

Equipamento certo - Um equipamento que auxilia bastante é o trekking pole (bastão de caminhada) que se for bem utilizado pode reduzir de cinco a sete quilos a carga das pernas. “Ele dá um apoio frontal que alivia o stress do tronco (principalmente lombar) e alivia muito o stress das articulações das pernas”, diz Ishibe.

Mas e as mochilas? Como escolher a mochila correta com tantas marcas e modelos no mercado? Antes de começar a falar sobre o assunto, Makoto diz que é necessário estudar bem a viagem pretendida e conversar com especialistas sobre o assunto. Muitas vezes os aventureiros vão às lojas do ramo, pedem informações para os vendedores e acabam comprando equipamentos errados ou que não seriam necessários.

Além de escalador, Makoto também é sócio de uma loja de material esportivo, a Half Dome. Certa vez houve um caso de uma pessoa que comprou luvas para realizar uma exploração em kilimanjaro e posteriormente voltou reclamando que elas não esquentaram a mão e ficaram molhadas.

“Falei para ele que por melhor que seja o material, se não for feito um uso adequado, não vai funcionar. Como ele estava em uma região com granizo e neve que em contato com o calor do corpo virava água, deveria ter dois pares”, comenta. Para ele, é preciso, antes de tudo, estudar sobre o assunto e os equipamentos.


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