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Um rali dentro do rali: os bastidores de uma equipe de apoio


Por Daniel Costa | 10/02/2012 - Atualizada às 13:06

Equipe Bike Box em ação no último Rally dos Sertões
Equipe Bike Box em ação no último Rally dos Sertões
Foto: Vinicius Branca / Webventure
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Quem vê uma foto de rali, principalmente dos pilotos de moto, tem a impressão de ser um esporte individual. Mas o trabalho em equipe é fundamental para o bom desempenho de qualquer competidor, e é aí que entram em cena as equipes de apoio. Responsáveis pela manutenção do veículo e bem estar dos competidores, elas fazem um rali à parte ao seguirem seus atletas – muitas vezes clientes – de cidade em cidade ao longo de todo o evento.

Às vésperas da estreia do Campeonato Brasileiro de Rali Cross-Country, com o Rally do Velho Chico neste próximo dia 11 de fevereiro, em Alagoas, o Webventure conversou com algumas equipes de apoio para descobrir os bastidores deste trabalho. A prova acontece nos arredores da capital Maceió e é organizada pela Federação Alagoana de Motociclismo em parceria com o blogueiro Webventure Deco Muniz.

Já na estrada em direção à Maceió, José Koizumi, mais conhecido como Avê, é um dos pioneiros neste serviço. Em 1992, ele largou a carreira de piloto de enduro para se dedicar unicamente ao serviço de apoio. “Hoje, quando um piloto meu ganha, também me sinto campeão”, diz Avê, que já teve em sua equipe o pentacampeão brasileiro Jean Azevedo, em 2001.

O chefe da equipe Bike Box será responsável por seis motos durante o Velho Chico, mas já chegou a ter 23 motocicletas sob sua responsabilidade, na época de enduros. “Antes do dinheiro, vem a paixão pelo esporte e a alegria de poder estar nas provas. Quem pensa na grana sai rápido do mercado, porque são muitos sacrifícios envolvidos, como deixar a família por um longo período”, analisa Avê, que esteve presente em todas as edições do Rally dos Sertões como apoio.

O serviço de apoio envolve mecânicos, peças de reposição, veículos para socorro dentro da trilha, caminhões e, em alguns eventos, até motor-homes que garantem casa, comida e roupa lavada aos pilotos. Tudo isso tem um custo que varia conforme a distância e a duração do evento, ficando entre 700 e 25 mil reais.

Quem não tem como bancar essa verba, ainda consegue se virar por conta própria. É o caso da equipe Vive Liso – o nome não é por acaso –, que vai estrear no cross-country no Velho Chico e vem de várias provas de enduro, como o Cerapió. George Hamilton é um dos pilotos. Ele coloca seu próprio carro, além de um amigo mecânico, como únicos apoios da equipe. “A estrutura é pequena e não temos patrocínio, mas a gente faz tudo que pode, porque adoramos”, explica o estreante.


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