Um dos atributos mais importantes e valorizados nas profissões atuais é o conhecimento de uma segunda língua, de preferência, o inglês. Para os pilotos e navegadores de rali isso não é diferente, principalmente se a equipe participa de provas internacionais. O navegador Rodrigo König, por exemplo, começou a fazer aulas da língua inglesa visando o Rally Dakar 2010, que acontece entre os dias 1 e 17 de janeiro, na Argentina e no Chile.
“Eu estudei na CNA, que está me ajudando com o inglês, já que dizem que no Dakar é fundamental você conhecer uma segunda língua, porque ou se fala francês ou inglês lá e, dentro da prova, a navegação via rádio e a comunicação com a organização da prova será toda em inglês”, explicou König.
O navegador brasileiro correrá pela primeira vez o maior rali do mundo ao lado do também estreante Sergio Williams. A dupla usará um Troller na disputa, que teve que ser cadastrado como Jeep para que a participação se tornasse viável.
“Nós iremos de Troller, mas, infelizmente, tivemos um péssimo contato com a fabricante durante os últimos meses, e acabou que nós acabamos inscrevendo o carro como Jeep Protótipo. Nós fizemos algumas alterações no carro, então ele não é um Troller em si. Ele tem a carcaça do Troller, mas tem modificações que nós adaptamos”, contou o navegador.
Batalha pelas primeiras colocações - O Dakar é conhecido pela grande dificuldade e disputa durante toda a competição. Para equipes menores, sempre há a expectativa de surpresas, mas os pilotos reconhecem que a batalha com as equipes de fábrica é algo extremamente complicado.
“Nós iremos com uma equipe própria, então não temos recursos como as equipes top que irão participar. É uma das coisas que não é positiva. O objetivo é terminar o rali, porque, na verdade, esperar algo a mais do que isso é difícil”, disse König. “No entanto, como nós iremos sem responsabilidade de resultado, isso nos favorece porque nós correremos mais tranquilos”, completou.
Em 2010, a prova será, na maior parte, feita através da navegação por GPS, algo não muito comum às disputas de rali no Brasil. No entanto, Rodrigo não se assusta, já que ele já teve contato com esse tipo de equipamento.
“Eu já participei de provas da Mitsubishi nas quais nós navegamos por GPS. E como me disseram que no Dakar se utiliza muito de navegação via GPS, eu vou tentar me basear mais na navegação por GPS do que na própria planilha”, explicou.