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Motos fazem prova de mais de 9h no Piocerá


Por Thiago Padovanni | 25/01/2007 - Atualizada às 21:03



Quedas foram constantes
Quedas foram constantes
Foto: Thiago Padovanni/ www.webventure.com.br
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Direto de Quixeramobim (CE) - Pingos de chuva na saída das motos para a largada fez todo mundo correr em Tianguá (CE), onde terminou a etapa de ontem (24) e começou a de hoje (25). “Foi cansativo devido a grande distância, não pela dificuldade em si, mas sim pela distância. Fiquei 9h20 em cima da moto. E os solavancos cansam mais ainda”, contou o piloto Alexandre Lacerda.

No primeiro trecho, uma densa neblina dificultava a visão dos pilotos. O tempo indicava que não ia mudar. A cada quilômetro percorrido, a neblina tornava-se ainda mais densa. Parecia que iria ficar assim o dia todo, pelo menos espantava o calor. Mas só parecia... Como num piscar de olhos, as nuvens se dissiparam e o forte calor tomou novamente conta da região.

Na etapa de hoje, que teve quase 350 quilômetros, os pilotos passaram pelo seco sertão nordestino, uma região com vegetação seca e muita poeira. “Foi sossegado. Muita pedra, sofrido, mas vencemos a etapa. Agora é se preparar para amanhã. Superei todas as dificuldades de hoje”, comentou o piloto Luis Carlos de Sousa Santos, o Alemão, enquanto tomava uma cervejinha na praça de Quixeramobim.

Marcapasso - Antes da metade da prova os pilotos de moto enfrentaram um grande desafio: descer a Serra dos Macacos, re-batizada informalmente pela organização de Serra do Marcapasso. O nome é uma homenagem ao diretor de prova, Ehrlich Cordão. Em novembro do ano passado ele fazia o levantamento das trilhas dessa região de moto. O desgaste na serra foi tão grande que ele passou mal e precisou ser socorrido. Resultado da aventura: a colocação de um aparelho marcapasso, o qual usa até hoje com acompanhamento médico. Em virtude do fato, o trecho recebeu carinhosamente o nome de Serra do Marcapasso.

“A descida do Marcapasso foi o trecho mais difícil, mas foi curto, então deu para passar. Se fosse longo seria terrível. Tombei umas duas vezes, mas todo mundo caiu. Mas era curta então deu para sobreviver. Atrasei cerca de cinco minutos que deu para repor depois”, afirmou o piloto Alexandre Lacerda.

É uma região íngreme com 2.800 metros de descida e um desnível de 830 metros por entre pedras e trechos estreitos, por onde passa apenas uma moto. Inúmeros pilotos caíram, alguns mais de uma vez, mas nenhum com gravidade. A equipe médica ficou de plantão em três locais da descida para socorrer os pilotos.

O piloto e agropecuarista André Siqueira veio do Tocantins com outros 20 pilotos e está em seu quinto Piocerá. Ele corre por hobbie e aproveita as férias para vir para a prova. “O lazer que me dou todo ano é o Piocerá, são minhas férias”, afirma. O piloto também sofreu no trecho de serra: “levei uns três tombos, mas normal. Quem não cai? Só os tops não caíram, o restante cai mesmo. Como trabalhamos com o tempo, não podemos cair. Quando caímos, perdemos tempo”, comenta.


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