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Minha Aventura: Expedição Licancabur - Brasil, Argentina, Chile e Bolívia


Por Márcia Colevati, especial para o Webventure | 23/12/2009 - Atualizada às 13:55

Planejamento começou antes da viagem
Planejamento começou antes da viagem
Foto: Arquivo pessoal/ Márcia Colevati
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A expedição começou a ser discutida um ano antes, assim que concluímos a Expedição Jalapão. Muita conversa, pesquisa, dicas, orientações e conselhos de amigos e anônimos.

Com documentos, equipos e apetrechos prontos partimos em 04/10/09 da Rod. Castelo Branco às 8h da matina. Rodamos 1069 km em 11 horas bem tranquilas e, às 21h, nos hospedamos em Foz do Iguaçu.

De Foz partimos para Resistência (ARG), aduana tranquila, pedágios baratos, só em Posadas que um guarda rodoviário nos parou e só fomos liberados depois do café (quebra mato e engates proibidos). Muito estranho entrar na Argentina e logo de cara ver um monte de carros antigos/ velhos (em mau estado) rodando pela cidade. A alimentação também é estranha, pouca comida e pouca opção, a nossa é muito mais farta e saborosa.

De Resistência seguimos para Salta, ai o bicho pega, passar pelo Chaco é muito chato, são 800 km de retão, algumas plantações (poucas), criação de gado confinado, cabras e carneiros. Vilarejos pobres, vários fornos para fazer carvão, mas em nenhum momento encontramos pedintes pela estrada. Chegamos à noitinha em Salta.

De Salta seguimos até Susquez, passando por Purmamarca, a vegetação vai escasseando, rios largos, porém secos, suas águas vem do degelo dos Andes, estradas sinuosas, “cierros multicolores”. Paramos várias vezes para fazer fotos, o anoitecer nos Andes é maravilhoso, chegamos a 3.600m de altitude. Não encontramos vagas para dormir em Susquez, todas as pousadas ocupadas, muitos trabalhadores na região. Decidimos acampar, mas o frentista de um posto de combustível nos ofereceu um quartinho 3x3, disse que era mais seguro, à noite a temperatura fica negativa, aceitamos na hora.

De Susquez seguimos para São Pedro do Atacama, às 11hs passamos pela aduana argentina e entramos em solo chileno, muito tranquilo. Chegamos a 4.825m de altitude, uma pequena dorzinha de cabeça nos incomodava. Começaram a aparecer lhamas e guanacos, parecemos crianças fazendo fotos. Avistamos ao longe salares e lagunas. Vencemos os Andes e às 13h30 chegamos a São Pedro do Atacama na aduana chilena (2.400 m altitude). Nossa primeira meta alcançada no quinto dia de viagem. A cidade é grande é bem eSão Pedro do Atacamalhada, só o centrinho é que é mantido rústico, ruas de terra, casas de adobe, muros altos formando um labirinto estreito. Clima muito seco, desde Purmamarca que nossos narizes começaram a secar, garganta arder, lábios racharem e foram só piorando, protetores e hidratantes a todo o momento. Hospedamos-nos, almoçamos, visitamos a Vila, e preparamos o dia seguinte. O peso chileno tem muitos zeros.

Diversão - Nosso primeiro passeio foi o Salar do Atacama, Laguna de Chaxa, Parque Nacional Los Flamencos (2.500,00 p.p), cheiro de enxofre, aves lindas e atendimento/ instalações excelentes. Seguimos para as Lagunas Altiplanicas Miscanty e Miñiques (2.000,00 p.p). O caminho até chegar nelas já é maravilhoso, montanhas, pedras, areias e lhamas. Subimos uma montanha e do outro lado estão as irmãs maravilhosas, azuis com vulcão ao fundo em tom pastel, parece uma gravura. Fotos, fotos e mais fotos. Fizemos um lanche no meio “do nada” e voltamos pra vila.

Para visitar os gêiseres, levantamos às 4hs da madruga, chegamos às 6hs ao El Tatio (3.500,00 p.p), no caminho os vidros do carro congelaram mesmo com o ar quente ligado, às 6 horas faziam -8ºC, os dedos doem, a roupa fica dura, mas o visual é fantástico. Fissuras no chão deixam escapar água borbulhando e fumaça branca, neste período entre 6 e 7 da manhã é o período de maior atividade dos gêiseres. Um rio subterrâneo gelado entra em contato com rochas quentes formando este maravilhoso espetáculo. Preparamos um café quente pra nos aquecer e matar a fome, brincamos muito em meio à fumaça e seguimos para as Termas de Puritama.

As Termas de Puritama (10.000,00 p.p) está em um canyon, as águas quentes (30ºC) do Rio Puritama vai correndo formando poços onde foram construídos diques para banho, o local é administrado por um hotel que disponibiliza a visitação a todo publico (pagante é claro). As águas têm cheiro forte de enxofre e dizem que faz bem pra saúde. Banho, lanche e voltamos pra vila.

Às 17 horas saímos para assistir ao espetáculo “pôr do sol” no Valle de La Luna. Todo final de tarde há uma multidão neste local, um circuito com vários locais para visitação e o mirante onde todos sobem por um caminho íngreme e coberto de areia, eu dava um passo pra frente e dois pra trás, mas cheguei ao topo. Parece a torre de babel, um monte de gente de países diferentes tentando conversar um com outro, foi muito legal que levei minha canga bandeira do Brasil, todos olham e dizem “brasilianos” com um sorriso, até que futebol serve pra alguma coisa. Fotos, volta pra vila, jantar e cama.



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