Belíssimo fim do dia em Araguaína (TO).
Foto: Luciana de Oliveira / www.webventure.com.br
Parada ao deixarmos o estado de Goiás.
Foto: Luciana de Oliveira / www.webventure.com.br
Nós na TR4, nossa "casa" durante o Rally.
Foto: Luciana de Oliveira / www.webventure.com.br
Todo dia Denir fazia "milagre" para acomodar tanta bagagem.
Foto: Luciana de Oliveira / www.webventure.com.br
Olha aí o nosso "piloto".
Foto: Arquivo pessoal
O Sertões verde de 2003,
Foto: Luciana de Oliveira / www.webventure.com.br
A aventura de estar no Rally dos Sertões não se restringe a pilotos e navegadores. Muita gente trabalha nos bastidores da prova para que ela aconteça. E há os que levam a prova a todo mundo que não pode estar participando deste superevento – este é o papel da imprensa. A gente sempre fala da competição, mas fica a curiosidade de saber como é cobrir um evento desses. Daí o motivo desta matéria.
Foram rotinas diferentes para nós, repórteres, dependendo da missão de cada um. Alguns amanheciam dentro dos trechos cronometrados e só saiam de lá quando o último veículo passasse, caso dos fotógrafos de ação. Outros sobrevoavam a prova. E para mim, repórter desta cobertura oficial, e outros jornalistas de revistas e jornais, a rotina era praticamente escolher entre o início e o final de cada etapa, onde encontraríamos os competidores para entrevistá-los.
Nossa “casa” - Ir até o fim das especiais não era simples como parece. Entre a cidade onde havíamos dormido e esse local onde terminava o trecho cronometrado, às vezes havia 400, 500 km a serem encarados no asfalto ou na terra. A imprensa convidada do Rally viajava em turmas de dois a três jornalistas, mais um motorista da organização, num veículo também cedido por ela. No meu caso, encarei os nove dias de prova – tirando o prólogo, em Goiânia – ao lado das repórteres Ana Lúcia Moraes, da revista Fora de Estrada, uma amiga desde que comecei nesta área; e Ísis Moretti, da 4x4 & Cia, que estava em seu primeiro Sertões.
Não tínhamos apenas um motorista, mas um amigo, nosso “piloto” Denir Serafim. E uma Mitsubishi Pajero TR4 foi a nossa “casa” nesses nove dias, abarrotada com as nossas bagagens que incluíam as malas de roupas, barracas, sacos de dormir e um notebook e câmera para cada uma.
Na estrada - A nossa rotina era levantar cedo e partir para o destino escolhido na noite anterior em comum acordo entre os quatro. Na maioria das vezes fomos para o fim das especiais, onde era possível ouvir os competidores fazendo um balanço do dia. As horas e horas rodando até aquele local eram embaladas por três elementos: o bom bate-papo, muita música e, claro, aquelas cochiladas inevitáveis.
Fazíamos sempre algumas paradas em postos de gasolina para abastecer e dar aquela esticada. Ali sempre encontrávamos com equipes de apoio conduzindo caminhões e motorhomes até a cidade-destino do dia. Nas viagens mais longas esse tempo era usado para adiantar matérias e o posto virava nossa “redação” improvisada.