Clemar em atendimento no Ecomotion/Pró 2003
Foto: Tico Utiyama
Rafael Campos, da Quasar Lontra, cuida dos pés no Ecomotion/Pró 2003
Foto: Tom Papp/ www.webventure.com.br
Uma bolha pode tirar o atleta de qualquer prova, dependendo da extensão da lesão. Aqui no Brasil as corridas de aventura começaram em 1998. Hoje o perfil do atleta é completamente diferente dos mesmos atletas de nove anos atrás. Nesse tempo os pés eram o principal problema, com lesões gravíssimas na pele dos pés. Bolhas e lacerações enormes.
Hoje, em função dos tênis e das meias, e, principalmente, dos cuidados que eles têm, essas lesões são muito mais raras, mas às vezes são importantes. É preciso saber o que pode fazer quando começa a surgir uma bolha, para que não se transforme em uma coisa dramática,
Um corte se resolve tranqüilamente, de uma certa forma, durante a prova. Vai curar depois, mas o sangue estanca na hora. Já uma bolha não. O pé para a corrida de aventura é igual a roda para o rali. Não tem como contornar a situação. Ao furar um pneu e ter uma lesão no pé, não tem como progredir.
O melhor remédio é a prevenção. Mas no esporte outdoor, muitas situações são inevitáveis, depende muito de sorte também. Hoje se tem bandagens e curativos especiais, que ajudam. Mas mesmo sem ter isso existem formas de se evitar.