Piloto de moto Marieta Rodrigues com as filhas em Palmas (TO), no fim da quarta etapa.
Foto: Luciana de Oliveira / www.webventure.com.br
Nem a dor da fratura no ombro tirou o ânimo de Glauco Feitosa para pilotar a moto até o final do Rally.
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Wagner Agostinho estreou nos Caminhões, como apoio da Mercedes na prova.
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Psicanalista Janete Pinheiro ajuda na revisão do carro durante a etapa-maratona, no primeiro dia do Rally.
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Imagine como é estar pela primeira vez numa prova com as proporções do Rally dos Sertões, num percurso totalmente desconhecido e muitas vezes tendo ali os primeiros contatos com veículos e equipamentos de navegação. Essa foi a experiência dos estreantes na prova.
A tocantinense Marieta Rodrigues fez o seu primeiro Sertões em cima de uma moto, proeza que só outras duas pilotos realizaram nesta edição: a “veterana” Moara Sacilotti e a japonesa Konomi Yamaura. Mãe de três filhas, Marieta planejou por 9 meses sua participação no rali. “É muito bom estar na prova, mas é muito difícil também”, disse, emocionada, ao chegar a Palmas, sua cidade, e ser recebida pelos familiares e amigos e as três filhas após a quarta etapa.
Superando até a dor - Quem também teve o privilégio de festejar em casa a sua estréia na maior prova off-road da América Latina foi Glauco Feitosa, outro piloto de moto, natural de São Luís (MA). A estréia dele só foi confirmada a menos de uma semana da largada da prova. E a vontade de chegar ao fim do percurso, na capital maranhense, foi tão grande, que Glauco prosseguiu mesmo com uma fratura no ombro direito. “Foi muito difícil, para acelerar eu precisava ajudar com a outra mão a levar a direita até o acelerador da moto”, contou após completar a etapa final do Sertões.
E num rali tão surpreendente, é possível um estreante se ver ultrapassando seus próprios ídolos. A dupla paulista Antonio Della Torre Neto e Marcos Doniseti Berteli, que participou do Rally num Troller, viveu uma experiência dessas na etapa Porangatu-Palmas, quando ajudou os veteranos Klever Kolberg e Lourival Roldan, com o carro quebrado no meio do caminho, e conquistou a gratidão desses dois que estavam entre os favoritos ao título.
Mesma atitude tiveram André Ramos e Ricardo Lopes, da categoria Imprensa, criada nesta edição. Os dois jornalistas ajudaram a dupla campeã dos Carros, Guilherme Spinelli/Marcelo Vívolo, a sair de um rio na última especial, em tempo de confirmar o título.
Medo? - Nos caminhões, Wagner Agostinho, técnico em mecânica da Mercedes Benz há 20 anos, nunca havia participado de um rali. Veio para cá com a missão de ser apoio dentro da prova para Carlos/Guido Salvini e André Azevedo/Róbson Pereira, que conduzem caminhões da marca. “Minha missão é ser a sombra deles”, anunciou no início do Rally. “É uma emoção diferente, eu nunca participei, embora acompanhe bastante esses veículos nos ralis”, contou. O maior medo que viveu na prova? “O medo do desconhecido, de não saber o que vem pela frente, receber a planilha só um dia antes...”
A psicanalista Janete Pinheiro, de Brasília (DF), também estreante no Rally ao lado do marido, o piloto Rubens Pinheiro, acredita que não há nada de louco em quem entra de cabeça numa experiência como o Rally. "É muito saudável", diz. "É uma válvula de escape da nossa rotina de todo dia."