O belo Hidden Peak, com 8.068m de altitude, a 11ª maior montanha do mundo, vista do nosso acampamento 1 (5.950m). Nosso acampamento 2 está no alto da cascata de gelo que se observa à sua esquerda.
Foto: Arquivo Pessoal/ Waldemar Niclevicz
O argentino Hernan Wik superando a cascata de gelo rumo ao acampamento 2, onde deixamos fixa uma corda
Foto: Arquivo Pessoal/ Waldemar Niclevicz
Os colombianos Darwin e Lucho e meu caro companheiro de expedição Irivan superando o Corredor Japonês. O mais difícil foi enfrentar o forte vento gelado.
Foto: Arquivo Pessoal/ Waldemar Niclevicz
Lucho em plena escalada do Corredor Japonês. Bem abaixo do glaciar, é possível observar pequenos pontos coloridos: nossas barracas no acampamento dois.
Foto: Arquivo Pessoal/ Waldemar Niclevicz
O brasileiro Waldemar Niclevicz relata a investida à parte mais técnica do Hidden Peak. Acompanhe.
Voltamos ontem para o acampamento base após montar o acampamento 2 a 6.500 metros de altitude, fixar 200 metros de cordas novas e recuperar outros 200 metros de cordas velhas de anos anteriores no Corredor Japonês, onde atingimos a marca dos 7.000m de altitude.
A equipe sul-americana está de parabéns por ter realizado todo esse trabalho sozinha, chamando a atenção de outras expedições que começam a se dirigir ao Hidden Peak, em razão do nosso progresso.
Tivemos dificuldades até chegar ao local do acampamento 2, em razão de gretas gigantescas e grandes blocos de gelo. Na parte final desse trecho, acabamos fixando uma corda para vencer um lance vertical de 30 metros.
Investidas - Passamos três noites no acampamento 2, de onde fizemos duas investidas para superar o Corredor Japonês, a parte mais técnica de toda a escalada. Fixar cordas nesses 600 metros de altura é extremamente importante, mais para a descida do que para a subida, que pode acontecer em situação extrema de mau tempo.
Enquanto trabalhávamos no Corredor Japonês, no dia 11 de julho, observamos com entusiasmo colegas chegando ao cume do Gasherbrum II de 8.035m. Um total de 11 alpinistas (cinco franceses, quatro poloneses e dois espanhóis) me fizeram recordar a emoção que senti ao superar essa bela montanha em 1999.
Lógico que morremos de vontade de atacar o cume do Hidden Peak, mas, devido à força do vento e também por respeito ao nosso organismo, que ainda não estava perfeitamente adaptado ao ar rarefeito, voltamos ao acampamento base sabendo que após um merecido descanso precisaremos apenas de uma trégua da natureza para realizarmos esse grande sonho.
Vejam nas fotos que eu fiz um pouco da beleza das montanhas e do resultado do esforço da nossa competente equipe.
Contamos com a oração de todos para o nosso ataque final.