Público da feira se mostrou mais inteirado sobre aventura
Foto: Arquivo Webventure
Crianças também tiveram oportunidade de experimentar a escalada
Foto: Romena Coelho / Arquivo Webventure
Na primeira semana de outubro, houve, em São Paulo, a terceira
Adventure Sports Fair, um grande evento para todos nós que somos ligados aos esportes de ação. A feira se mostrou importante ponto de encontro de antigos companheiros do mundo dos esportes de ação e de gente superjovem e entusiasmada se iniciando no caminho. E trouxe um público mais atento, mais objetivo na procura de equipamentos e de produtos, observação esta feita a partir das questões formuladas pelas pessoas nas palestras, nos estandes e nos corredores.
Essa objetividade dos visitantes mostrou que, além dos esportes de ação terem aumentado em número de interessados, aumentou em muito também a quantidade de pessoas que já leram sobre o assunto, praticaram alguma das modalidade e têm interesse em saber muito mais sobre equipamentos, calçados, roupas e locais para a realização dos esportes.
Iniciados - É um público mais exigente, que não se extasia apenas vendo as belas paisagens ou equipamentos antes estranhos, mas que já tem informação prévia sobre o assunto e procura se aprofundar. Caso se proponha a ir para a montanha, já quer saber se conhecemos alguém que esteja indo para tal lugar ou se indicamos alguma empresa que faça isso, onde pode fazer um curso sobre esse esporte, locais indicados para iniciar a prática, qual o equipamento mais adequado para a empreitada... E já vem com perguntas sobre as marcas “x” ou “y” e que tipo ou características seriam as mais adequadas.
Para nós, essa foi uma mudança qualitativa em relação a anos anteriores. Não se trata mais de simplesmente fazer divulgação dos esportes de ação, mas sim de qualificá-los com roteiros, equipamentos, pessoal, etc. Nós deixamos de ser apenas divulgadores para sermos tratados como consultores, mesmo não tendo essa pretensão.
Helena Coelho
Helena Coelho, colunista do Webventure, é guia de trekking e escalada há mais de 30 anos em montanhas do Brasil e do mundo. Escalou os mais altos cumes dos Andes, o Mont Blanc e o Elbrus (Europa), o Kilimanjaro (África) e o McKinley (América do Norte). Foi a primeira mulher brasileira a trabalhar na Antártica como alpinista de apoio ao Programa Antártico Brasileiro. Participou de várias escaladas na Cordilheira do Himalaia, chegando a 8.400 metros de altitude do Everest (que tem 8.848) sem o uso de cilindros de oxigênio e sem o auxílio de sherpas. Helena e seu marido Paulo Coelho têm o apoio de Curtlo e Sportslab.