Os acampamentos das faces Norte e Sul até o cume do Everest


Por Bruna Didario | 07/09/2010 - Atualizada às 10:55

Animais só encontrados próximo ao acampamento base
Animais só encontrados próximo ao acampamento base
Foto: Arquivo Pessoal/ Rodrigo Raineri
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A montanha mais alta e mais conhecida do mundo, com 8.848 metros de altitude, o Everest possui acampamentos para as expedições que decidem alcançar seu cume. Existem duas vias muito procuradas por serem as mais seguras para os montanhistas: a Norte e a Sul. Ao todo, são dez acampamentos para organizar a expedição e chegar em segurança ao topo.

Apesar da tensão e de toda a concentração, um tempo para aproveitar a montanha sempre é válida. “O legal dos acampamentos é que estão nas encostas da montanha, as paisagens são maravilhosas. Quando você para para derreter a neve e olha pela janelinha, é sensacional”, contou o montanhista.

Pelo lado Norte são seis acampamentos: Base, Intermediário, Avançado, Campo 1, Campo 2 e Campo 3. “Chegamos até o Acampamento Base de carro, enquanto os turistas param antes e chegam caminhando. Saímos do Nepal, atravessamos a cordilheira do Himalaia, e chegamos ao platô tibetano. De lá, acompanha-se a cordilheira pelo norte e aproxima-se da montanha”.

Rodrigo Raineri, com uma conquista de cume em 2008 e duas tentativas em 2005 e 2006, conta o que cada acampamento tem e como aproveitá-los da melhor forma:

Acampamento Base (5.200 metros) - somente pedra, gelo e também muita poeira. Mais para baixo ainda tem vegetação, população e animais. Ao contrário para cima, que só é possível ver animais de montanha, os Yaks. Isso já saindo da rota principal. Há muitas barracas dos nepaleses, que dão apoio às expedições, e são mini-pousadas mesmo, com estrutura. Tem os chineses guarda-parque e as pessoas que levam da base até o avançado em dois dias.

Acampamento Intermediário (5.800 metros) - não tem nada, é utilizado somente para dormir.

Acampamento Avançado (6.400 metros) - lá montamos as barracas grandes, de refeitório, cozinha e banheiro (que tem um tambor embaixo que recolhe os dejetos). Ainda tem as barracas ‘chiques’, com chuveiro.

Campo 1 (7.100 metros) - é um vale, com uma greta, e tentamos ficar entre os buracos por conta dos fortes ventos.

Campo 2 (entre 7.500 a 7.800 metros) - com platôs pequenos, as barracas não têm local fixo. Ficam na aresta da montanha.

Campo 3 (8.300 metros) - os menores platôs, há metros do topo da montanha. Local de planejamento já em busca do ataque ao cume.

De acordo com Rodrigo, é a rota mais segura do Everest, e até 2008 não havia relato de óbito por conta de avalanche. “É um ataque longo e bastante complicado, pois é muito íngreme”, explicou. No caminho, os chineses colocaram escadas de alumínio para facilitar a passagem dos montanhistas. “Qualquer obstáculo que você perde 20 minutos é muito em uma escalada”.


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