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Monte Vinson: o ponto culminante do deserto gelado


Por Helena Coelho, especial para o Webventure | 17/03/2010 - Atualizada às 10:48

Helena no cume do Monte Vinson
Helena no cume do Monte Vinson
Foto: Arquivo Pessoal
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A montanhista Helena Coelho faz a primeira cordada brasileira no Monte Vinson e relata os cuidados com o meio ambiente na montanha mais alta do continente.

Já havia ido algumas vezes à Antártica como alpinista do Clube Alpino Paulista para dar suporte ao Programa Antártico Brasileiro – Ilha Rei George, Ilha Nelson, Ilha Elefante, Baía Esperança. Em fevereiro passado, tive inclusive a maravilhosa oportunidade de instalar GPS e sensores de pressão atmosférica para monitoramento em três icebergs dentro do projeto Garcia – Projeto SOS Climate Southern Ocean Studies for understanding Global Climate Issues.

Em todas essas experiências, o contato com os cientistas brasileiros, com os participantes da Marinha Brasileira, com os glaciares, com os animais sempre me trouxe satisfação ainda mais por estar nesses ambientes pouco tocados e onde a política de preservação é bem fortemente seguida.

Algumas atitudes antárticas são particularmente interessantes: os refúgios não podem ter chaves; ou seja, qualquer pessoa pode utilizá-lo, mas tem que avisar ao país cujo refúgio pertence se usou comida, por exemplo, para ser reposta. E todo lixo tem que ser trazido de volta. Só isso já faz da Antártica um lugar especial.

Sonho - Como montanhista (escaladora), ainda tinha um sonho que parecia irrealizável no continente gelado: a escalada ao Monte Vinson que, com 4897 m de altitude, é a montanha mais alta do continente antártico. Isso porque toda a logística que envolve uma ida à Antártica devido aos meios de transporte é bastante cara.

Foi aí que Cid Ferrari, também sócio do Clube Alpino Paulista, comentou que gostaria muito de ir para lá, no seu projeto de escalar os cumes mais altos de cada continente, e que gostaria que eu fosse junto com ele para dar suporte. Fiquei muito feliz. Voltar à Antártica e para escalar! Começamos a checar a logística e verificamos que somente em dois não seria permitido fazer uma expedição brasileira. A solução foi juntar com uma expedição americana. Como eles já me conheciam do Himalaia me aceitaram como guia.


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