A jornalista de Sorocaba (SP) Rita Bragatto, que sofreu a perda do marido Eduardo Alvarenga da Silva, após terem realizado a subida ao monte Aconcágua, na Argentina, relata aqui sua versão deste triste episódio que aconteceu no dia 6 de janeiro de 2005 na alta montanha e que comoveu todo o país.Estar na montanha é estar mais perto de DeusNão tenho qualquer intenção de causar polêmica. Nada trará meu marido de volta. A morte do Eduardo foi uma fatalidade e minha intenção é contar um pouco do desfecho desta viagem, que foi uma das mais bonitas que fizemos juntos, e também alertar futuros montanhistas e sugerir melhorias para contribuir para o profissionalismo no esporte.
Eduardo e eu nunca fomos aventureiros, no sentido ruim da palavra. Temos uma história séria de montanhismo, marcada por experiências importantes, e que não podem ser reduzidas a uma visão errônea dos fatos.
Se não fôssemos competentes, não teríamos atingido o cume do Aconcágua, principalmente, em nossa primeira tentativa. Para se ter uma idéia, apenas 30% das pessoas que tentam o ataque ao cume conseguem fazê-lo com sucesso.