Karina durante a conquista
Foto: Arquivo pessoal
Karina em autorretrato, na quinta parada
Foto: Arqiuvo pessoal
Karina colocando uma proteção
Foto: Arquivo pessoal
Cliff posicionado para ser usado
Foto: Arquivo pessoal
Croqui da Transbaú
Foto: Arquivo pessoal
Karina na via
Foto: Arquivo pessoal
Pôr do sol visto do platô de bivaque
Foto: Arquivo pessoal
Parte dos equipamentos utilizados
Foto: Arquivo pessoal
Visual da região
Foto: Arquivo pessoal
Rapel depois do árduo trabalho
Foto: Arquivo pessoal
Comemoração com os amigos, depois do feito
Foto: Arquivo pessoal
A montanhista Karina Filgueiras, de 44 anos, terminou de abrir, no último dia 7 de agosto (domingo), a via mais longa de escalada livre já feita em solitário por uma mulher no Brasil. A Transbaú fica na face norte da Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí (SP).
A rota tem 280 metros de extensão (a mais alta do lado norte – a maior do Baú tem 350 metros, se somadas as Domingos Giobbi e Das Abelhas). A Transbaú tem grau de dificuldade geral 5ºsup, crux (lance mais difícil) em 7a e exposição de queda E3 (D3 5°sup VIIa E3).
“Fiz porque era uma ideia minha, um sonho. Eu queria saber como seria minha relação com a montanha sem interferências”, conta Karina. A preparação mais a escalada em si duraram três semanas. Primeira, Karina transportou água, alimentos e equipamentos até à base da parede, em várias viagens, ao longo pouco mais de uma semana. Neste período, também observou a parede de rocha com um binóculo.
Já a via em si foi realizada em duas partes: uma primeira investida de três dias até a terceira parada (quando fixou cordas neste primeiro trecho) e outra, quatro dias depois, de mais quatro dias até o cume. “Achei que teria de fixar grampos, mas acabei encontrando fissuras onde pude usar muitos móveis. Não precisei deixar quase nada na rocha”, contou ao
Webventure.
Karina também disse que um dos momentos tensos foi achar que não conseguiria passar por dois tetos. “Mas quando cheguei pertinho, vi que havia fissuras para colocar a mão e me puxar para cima. Isto foi um presente”, diz. No último dia, também teve um momento de desanimo. “Mas, mandei todos os monstros para casa porque, apesar de estar cansada, estava muito perto do fim para desistir”.
Ela disse que não sentiu medo de enfrentar sozinha o paredão, mas ficou apreensiva no começo. “Eu nunca tinha vivenciado a escalada em solitário, mas logo depois de começar, fui tomada por uma paz e uma alegria”. Karina é escaladora desde seus 18 anos de idade.