Visual das trilhas em Zermatt, na Suíça.
Foto: Helena Coelho
Paulo após cruzar o glaciar Monte Rosa.
Foto: Helena Coelho
Monte Mattehorn.
Foto: Helena Coelho
Viajar quando se tem o objetivo de escalar alguma montanha é sempre gratificante. Ainda mais quando você pode encontrar lá amigos que não vê há algum tempo. Foi isso que aconteceu no mês de setembro passado, quando aproveitamos que o Paulo foi apresentar um trabalho científico num congresso na Alemanha. Passamos duas semanas em Zermatt, Suíça, um verdadeiro paraíso para quem gosta da vida em montanha.
Ainda havia muitos esquiadores e snowborders na parte alta das montanhas, muitos caminhantes de todas as idades nas mais variadas trilhas e muitos escaladores ávidos por subir alguma montanha nevada com mais de 4 mil metros de altitude.
Um verão que choveu demais, fazendo os donos de lojas, hotéis, etc, reclamarem de que a temporada não foi boa. Não que não estivessem cheios os restaurantes, os trens, os teleféricos. Mas, devido o mau tempo, a multidão estava menos numerosa.
Os amigos - Nós contribuímos para aumentar o número de turistas em Zermatt. Fomos nós dois daqui e marcamos um encontro com antigos amigos, brasileiros ou não, que vivem agora na Europa. Estavam lá o Klaus - alemão nascido na Bahia, a Annette, a Andrea Mattos - que foi a primeira pessoa do Brasil a chegar no cume do Monte Huascarán, no Peru, e isso foi em 1988 -, o Ozzi, o Rafaello. É demais, não?
Bom, esses amigos todos pertencem ao CAI - Clube Andino Independente - que foi fundado pela turma, uns anos atrás, cansada da comercialização da montanha. E, no final da nossa temporada, ainda encontramos, por acaso, o Pedro, um dos bons montanhistas do Rio, que também estava lá para escalar.
Helena Coelho
Helena Guiro Pacheco Pinto Coelho, 53 anos, colunista do Webventure, é guia de trekking, escala há mais de 30 anos em montanhas do Brasil e na Cordilheira dos Andes. Escalou os mais altos cumes desta cordilheira - na Argentina, cinco vezes o Aconcágua; no Peru, o Huascaran; no Chile, o Vulcão Ojos del Salado; e na Bolívia, o Illimani. Também escalou o Mont Blanc e o Elbrus (Europa), Kilimanjaro (África) e o McKinley (América do Norte). Foi a primeira mulher brasileira a trabalhar na Antártica como alpinista de apoio ao “Programa Antártico Brasileiro”. Participou de várias escaladas no Himalaia, chegando a 8.400m de altitude no Everest (8.844m) sem uso de cilindros de oxigênio e sem auxílio de sherpas. Helena e Paulo Coelho têm o apoio Iram, Curtlo, Hi-Tec, By, Sportslab.