Léo Gontijo voando na Serra da Moeda (MG)
Foto: Arquivo pessoal
Leonardo Gontijo no caminho do Aconcágua
Foto: Arquivo Pessoal
Leleo, filho de Gontijo
Foto: Arquivo Pessoal
Leonardo Gontijo
Foto: Arquivo Pessoal
Leléo e Léo: filho e pai na Plaza de Mulas
Foto: Arquivo pessoal
No final de janeiro, o médico mineiro Leonardo Gontijo, seu filho e mais dois aventureiros partiram para o Aconcágua para uma tarefa nada simples: subir até um certo ponto da montanha mais alta das Américas e saltar de parapente. O objetivo não foi concluído, mas cada expedição é uma aventura diferente para este grupo de amigos. Gontijo foi capitão da equipe Brasil 500 Anos, de corrida de aventura, e um dos primeiros brasileiros a fazer este esporte, no Eco-Challenge Marrocos 1997. Acompanhe o relato.Estivemos por 12 dias em Mendoza, no Parque Aconcágua, porém devido às péssimas condições climatológicas só pudemos chegar ate 5500m em Nido de Condores. Conforme planejamos levamos o parapente, que não saiu da sua mochila. Neve intensa, ventos fortes e temperatura de – 5°C dentro da barraca em Plaza de Mulas e de –9°C na barraca em Nido.
No cume chegou a – 47°C !!! Com ventos de 75 km/h. Isto é que foi um carnaval quente. Quando surgia uma rápida abertura no tempo, subíamos um pouco, mas estava perigoso nos perdermos na volta por absoluta falta de visibilidade. Nos restou esperar por uma melhora, que não veio, então descemos e voltamos para casa. Todos bem graças a Deus.
Como era fim de temporada já não tinha mais internet em mulas por isto fiquei sem contato nossas famílias. Aprendi que é melhor não achar que fim de janeiro ainda e verão por aquelas bandas, e valeu a experiência e os lindíssimos trechos de trekking!
O plano - Fomos no dia 18 para Mendoza na Argentina e lá começamos a sondar diversos detalhes que não adiantava ver por aqui. Levamos só um parapente, o que já e uma big tarefa considerando o oxigênio disponível por lá.
Minha idéia era que a montanha decidisse se ia nos deixar subir ou não e pretendi respeita-la. Principalmente porque o Leleo, meu filho, estava junto. Deveriam voar por lá só o Richard e o Uriel. O Richard insistiu em decolar do cume, mas por ali nem tudo e como a gente quer.
Se tudo estivesse bem, poderia mandar notícias até mais ou menos 4300m. Acima disto não teria jeito, mas nem isso deu.