Vulcão Osorno: gelo e muito frio no Chile não intimidaram
Foto: Arquivo pessoal
Roberta, minutos de encarar o Petrohue
Foto: Rodrigo Pedreira
Delhate do rio cor verde esmeralda
Foto: Rodrigo Pedreira
Saltos do Petrohue
Foto: Rodrigo Pedreira
Canoísta e atleta do rafting, Roberta Borsari acaba de voltar de uma viagem de férias ao Chile. Muito mais do que lembranças de turista, ela traz na bagagem de volta as emoções de descer rios chilenos. E convida os internautas do Webventure a embarcar nessas aventuras.Não dá pra descrever o que é a sensação de descer um rio com fortes e
gélidas correntes de água verde esmeralda... mas vou tentar. Foi o que encontrei no Rio Petrohue! No Parque Nacional Perez Gonzales, na região de Puerto Varas, a mil quilômetros da capital Santiago, nasce um dos rios mais bonitos do Chile. Especial pela cor da sua água e pelo visual que oferece, ele nasce na Lagoa de Todos os Santos e próximo ao vulcão Osorno.
Um pouco mais adiante, encontra-se um dos pontos turísticos da região: os Saltos do Petrohue. Trata-se de uma formação de rochas e caminhos de lavas deixados por uma das erupções do Osorno, formando saltos e corredeiras incríveis que ninguém se aventura a descer... a não ser há alguns anos, quando um americano (louco), campeão mundial de caiaque na época, conseguiu este feito. O cara virou uma lenda no lugar, pois você olha, olha, olha e não consegue imaginar como ele conseguiu. Depois disso, o rio tem seções classe 4 (bem diferentes das classes 4 daqui) seguidas de seções também animadas, de classes 3 e 2.
Rios de degelo - Minha aventura começou ao chegar à cidade de Puerto Varas. Como fomos no inverno (eu e meu namorado Rodrigo), estava ciente de que seria mais difícil descer rios. Nesta época do ano, eles estão muito cheios (devido às chuvas) e gélidos (são rios de degelo). A água fica com uma média de 8 graus e, após 15 minutos com o corpo dentro dela, é cada vez mais provável o corpo humano sofrer hipotermia. Ou seja: nadar não é uma boa idéia!
Com a boa vontade de algumas pessoas e de companhias locais, cheguamos ao Ludo, simpático francês, dono da Kokayak (
www.paddlechile.com), empresa de ecoturismo especializada em descidas de rios e escalada nos vulcões da região (que são pelo menos cinco). Com algumas conversas, conseguimos nos ententer no sentido de eu ter noção do que iria enfrentar e o guia de ter uma idéia da minha experiência em canoagem.
Escolhido um trecho do rio, teria de descê-lo inteiro sem fazer portagem (que é não descer a corredeira pela água, mas passá-la pela margem), pois como os rios estavam muitos cheios não havia margem (é mole?). Mais um detalhe: elas podem chegar a 1 km de distância.