Foto: James Blake/Volvo Ocean Race

Disputa indefinida nos recifes e corais da Oceania

Carolina Abrantes/ Aventura, Vela

Equipes passam pelo Mar de Coral e precisam desviar de obstáculos

A regata de Volta ao Mundo está em sua sexta etapa e os seis barcos na disputa passam pelo Mar de Coral, na Oceania. Quatro equipes seguem com chances reais de vitória na perna da Volvo Ocean Race de Hong Kong a Auckland (Nova Zelândia), que deve ter sua conclusão na semana que vem.

Foto: James Blake/Volvo Ocean Race

Foto: James Blake/Volvo Ocean Race

Em terceiro na última atualização da tarde desta quinta-feira (22), o team AkzoNobel segue vivo na disputa pela vitória da etapa. A brasileira Martine Grael disse que foram muitas as dificuldades de navegação enfrentadas na passagem pelos Doldrums – área de calmaria na passagem pelos hemisférios,

“Desde que começamos a perna tivemos muitas decisões táticas, bem fora do rumo que estamos indo, que é a Nova Zelândia. Devido aos sistemas de alta e baixa pressão, acabamos de passar pelas águas do Doldrums, e por isso ainda não sabemos se saímos ou não. Os ventos estão muito fracos, quase não andamos para frente, além de muito calor”, disse Martine Grael.

A liderança provisória da sexta etapa da Volvo Ocean Race é do Turn the Tide on Plastic, seguido pelo Team Brunel. Em quarto, o Sun Hung Kai / Scallywag tenta recuperar a ponta.

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”Agora, vamos passar por uma transição, para pegar os ventos alísios. Então, estamos tentando manter a liderança, contra os barcos mais a leste que a gente e todos os modelos não estão batendo muito. Com sorte, conseguiremos sair na frente”, completou a brasileira, campeã olímpica na Rio 2016.

No Mar de Coral, as equipes da Volvo Ocean Race passam no meio da segunda maior barreira de coral do mundo, principalmente na cadeia das ilhas do Pacífico Sul e da Nova Caledônia.

Foto: Rich Edwards/Volvo Ocean Race

Foto: Rich Edwards/Volvo Ocean Race

“A cerca de 120 milhas, há um recife no topo da Nova Caledônia”, explicou Dee Caffari (TTOP), a primeira mulher a fazer uma volta ao mundo sem escalas e em solitário.

”Agora até Auckland cada minuto conta. Os nossos adversários que estão atrás de nós vão fazer algo semelhante, mas os que estão mais para oeste vão contornar pelo lado de fora. Teremos que ver quem ganha com esta opção – amanhã saberemos”.

Quase 70 milhas atrás dos líderes, o MAPFRE e o Dongfeng Race Team estão juntos novamente, depois de se terem separado na véspera. Apesar de estarem atrás com uma distância considerável, nenhuma equipe está fora da regata, pois segundo as previsões há oportunidades para recuperar nos últimos dias da etapa.

”A moral a bordo é boa, e todos esperamos uma oportunidade para recuperar algumas milhas a médio prazo”, disse o navegador do MAPFRE, Juan Vila. “A frente da Austrália Oriental pode trazer algumas oportunidades, e a passagem para a Nova Zelândia pode não ser tão direta quanto pensamos”, completa.

Last modified: fevereiro 22, 2018

Carolina Abrantes
Carolina Abrantes
Estudante de jornalismo, já metida a repórter. Encantada pelo mundo dos esportes e pela forma como eles podem mudar a vida das pessoas.