|
Parque Estadual de Intervales- Capão Bonito
Parque Estadual de Intervales
Classificação: nossa segunda casa Pois é, é nossa segunda casa, como a Júlia fala desde pequenininha, e nunca escrevi como se deve sobre Intervales. O ideal de vida para ela, por muito tempo, era ter a nossa casa transportada para o Parque (como em Up, o desenho da Pixar). http://www.fflorestal.sp.gov.br/hotsites/hotsite/index.php?hotsite=09af34607a8f4d9334fb1f0ac3c291a7. Talvez por exatamente nos sentirmos realmente em casa, e ter receio de não conseguir transcrever o que sentimos de fato por este lugar. Freqüentamos o Parque há 10 anos, foi a primeira caminhada efetiva com a Júlia. A primeira mesmo, foi um teste da e com a cadeirinha, na verdade, em São Fco. Xavier. Voltamos praticamente todos os anos, e é como já disse em outro post, o lugar favorito da nossa Ogroturminha. Chegamos a fretar um micro-ônibus até, para ir para lá, mas é uma experiência que eu não recomendaria (pelo tempo que levou e porque a mobilidade dentro do parque fica comprometida). Aqui consolidamos várias amizades (terminamos com algumas também...), Esclareço, as amizades perdidas, no sentido que quem procura ar condicionado, piscina aquecida, sauna , monitores para você deixar seus filhos o dia inteiro, com comodidades e mordomias de resorts realmente não vai encontrar aqui. Intervales, para nós, é a essência do que vamos buscar nas viagens que fazemos. Um lugar simples, despretencioso, com trilhas para todos os gostos e preparos físicos, cachoeiras e grutas. Mas o que nos traz de volta ano após ano, é a calorosa acolhida do pessoal da recepção (nossas amigas Zarife , Mara e Irene), os guias,o pessoal veterano, que viram a Júlia crescer (S. Eliseu, Faustino, Luis e S. Zé e a nova geração, Robson, Neno, Jairo, Betinho) extremamente atenciosos, cuidadosos e informados e a comida caseira, tipicamente brasileira, farta e saborosíssima da amiga Luci, tudo isso num custo acessível e justo, e o melhor, numa distância de aproximadamente 280 km de São Paulo. Vamos lá, para a parte técnica: Como chegar: O melhor acesso se dá pela Rodovia Castelo Branco (SP 280) até Tatuí, depois pela Rodovia SP127 até Capão Bonito e pela Rodovia SP 181 até Ribeirão Grande, onde são encontradas placas indicativas. A partir daí, são 25 km de estrada de terra, bem conservada, até a entrada do Parque. A hospedagem: existem três hospedarias atualmente ,a Pica Pau e a Esquilo, com o valor aproximado de R$ 55,00 a diária e a Onça Pintada, de aproximadamente R$ 35,00. Existem valores diferenciados para crianças. Mas reserve com bastante antecedência. Você reserva a hospedagem com a Fundação Florestal. A alimentação: O pacote contempla pensão completa, e no caso de você ficar na trilha o dia inteiro, reserva no dia anterior, um lanche de trilha (bem farto) no lugar do almoço.O preço das refeições gira em torno de R$15,00 e o café da manhã R$7,00, self service. O pacote de alimentação você reserva com a Coopervales. Passeios: Não vou detalhar muito, mas existem para todos os gostos, idades e preparos físicos. Cachoeiras: do Mirante, Roda d’água, da Água comprida, do Arcão; Grutas: Colorida, dos Meninos, do Fogo, da Santa, Jane Mansfield, da Mãozinha, do Fendão, do Minotauro, Luminosa e Paiva. Trilhas: autoguiada, Caçadinha, Mirante da Anta, Mirante Velho. Praticamente já fizemos todos os passeios, mas a Gruta do Fendão é passeio obrigatório, toda vez que visitamos o Parque, pelo menos para a Júlia. Como diz nossa amiga Adriana, é a máquina de lavar da alma. Outro grande atrativo do Parque são a flora e fauna local. Várias vezes encontramos pesquisadores de diversas localidades, e invariavelmente encontramos os observadores de pássaros, de vários locais do mundo. O Parque conta com mais de 300 espécies de aves. Recomendada para crianças: possui pensão completa, você pode levar um potinho no jantar e fazer uma “marmitinha”, com alimentos que não estraguem até o dia seguinte. (a Júlia adorava essa “bóia-fria”, comendo no colo do João, enquanto nós devorávamos o lanche de trilha), os guias são super atenciosos e te indicam quais passeios podem ser feitos com crianças ou não,além de te ajudarem durante o passeio.No começo, fazíamos só as trilhas e cachoeiras, todas com a cadeirinha de “bardear” a Júlia, como eles diziam e com o tempo, ela começou a fazer as trilhas mais compridas e as grutas. |