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PEREGRINOSRP: CAMINHADA DE RIBEIRÃO BONITO A BROTA
PREPARAÇÃO: Como é do conhecimento de todos, um grupo de Araraquara e Trabiju fez o “Caminho da Fé” juntamente com alguns dos nossos companheiros dos peregrinosrp, capitaneados pelo Ovídio Mora. Pois bem, disso resultou uma grande amizade, a ponto de alguns membros desse grupo terem caminhado conosco em Cajuru, no último dia 29 de agosto. Nessa ocasião, fizeram o convite para que percorrêssemos, a pé, o trajeto Ribeirão Bonito a Brotas. Como já havíamos cogitado fazer uma caminhada em Brotas, aceitamos o convite de pronto e marcamos para o sábado seguinte ( 05/setembro), ficando quebrada a nossa regra de que não caminharíamos em vésperas de feriado. Assim é que estabelecemos, através dos companheiros Ovídio Mora e Ademir Martins, contatos, quase diários, com o casal amigo Bernardete e Sérgio, viabilizando a nossa caminhada. Houve um certo “suspense” sobre as condições do tempo, pois havia previsão de chuvas. Realmente choveu bem na sexta-feira ( 04), mas uma chuva calma, refrescante, sem vento e com nenhum raio, o que nos deu a tranqüilidade para o passeio do dia seguinte. Não tivemos, previamente, o roteiro a ser cumprido. Sobre o custo, fizemos uma previsão de R$ 30,00, para o transporte, e foi informado que o almoço custaria cerca de R$ 20,00. SAÍDA DE RIBEIRÃO PRETO: Deu-se, no sábado – 05 de setembro de 2.009, por volta das 4,20 horas, defronte à UNAERP (avenida Costábile Romano, 2201). Seríamos transportados, e apoiado em todo o percurso, pela “van” Renault “máster”, de placas DZV-5853, dirigida pelo proprietário Luiz Garcia, o qual demonstrou ser um profissional competente, muito tranqüilo e bastante colaborativo. Acertamos com o transportador que todo o trajeto de ida a Ribeirão Bonito, de Ribeirão Bonito a Brotas e a volta seria por volta de 350 Kms., ao preço de R1,30 por kms., perfazendo o total de R$ 455,00. Como nós estávamos em 15 pessoas e acabou sendo cobrado de cada um R$ 32,00, tivemos uma arrecadação de R$ 480,00, possibilitando uma “gorjeta” de R$ 25,00 para o motorista. PARTICIPANTES: Dos peregrinos, marcaram a presença, mais uma vez: Ovídio Mora, Célia Mora, Ademir Martins, Octavio Verri, Fábio Ângelo, Emerson Moreira, Edlamar Moreira, Feliciano de Oliveira, Célia de Oliveira, Ruy Salgado e Ana Lúcia Silva. Pela segunda vez, tivemos o prazer da presença do casal Lucinéia Paolino e Rivael ( Vavá) Paolino, Manoel Penna Barros Cruz e Rodrigo Moreira ( a força jovem). E tivemos a imensa alegria do reencontro com os nossos anfitriões Bernardete José Gussi,Sérgio Dakuzaku, Maria Carolina Tirico e o César Sargentini ( Pinduca). A CHEGADA EM RIBEIRÃO BONITO: Fizemos o trajeto Ribeirão Preto-São Carlos ( SP-255). Trafegamos um pequeno trecho da Washington Luiz ( SP-310) e logo adentramos a rodovia que demanda Ribeirão Bonito ( SP-215). Como estava previsto, a chegada deu-se às 6,00 horas na Praça da Matriz, em Ribeirão Bonito, local em que fomos recepcionados pelos organizadores da caminhada. Em seguida às fotos de praxe, defronte à Igreja dedicada ao Bom Jesus da Cana Verde, dirigimo-nos para a Padaria Bom Jesus, muito bem montada, praticamente uma delicatessen, situada uma quadra abaixo, local onde fizemos um lanche. Ribeirão Bonito localiza-se na região central do Estado de São Paulo, a 32 kilometros do marco que determina o centro geográfico do Estado. Tem uma área de 472 quilômetros quadrados, e uma população de 11.228 habitantes de acordo com o censo do ano 2000. Faz parte da zona fisiográfica de Araraquara, tendo como limites São Carlos, Brotas, Dourado, Boa Esperança do Sul, Trabiju, Araraquara e Ibaté. É sede da comarca a qual pertencem os seguintes municípios: Dourado, Boa Esperança do Sul, Trabijú, além do distrito de Guarapiranga, que pertence a Ribeirão Bonito. ALTITUDE: 585,2m; LONGITUDE:48º 10’; LATITUDE: 22º 4’. A respeito de sua história, tomamos conhecimento que foi fundada pelos irmãos Antônio, Thomaz e Ignácio Alves Costa, como resultado de uma doação de terras para a construção de uma capela ao Senhor Bom Jesus. Consta que no dia 6 de agosto da década de cinqüenta, do século 19, procedendo a uma derrubada de árvores, na região de Ouro Fino, em Minas Gerais, Antônio foi atingido por um tronco e ficou logo doente. Lembrado das palavras dos irmãos de que não seria bom trabalhar no dia 6, dia do Bom Jesus, prometeu que, se salvasse, ofereceria ao Santo, terras de sua propriedade para a construção, em sua honra, de uma capela, o que realmente cumpriu, quando, em 1862 aportaram por estas regiões, dando origem à primeira paróquia. A capela, que anos mais tarde foi destruída para dar lugar á atual imponente igreja matriz, foi batizada de Bom Jesus da Cana Verde. O povoado, que se origem à volta da capela, cresceu rapidamente, tanto que, a 8 de março de 1882, através da lei provincial nº 16, foi elevado à categoria de freguesia e distrito de paz de Ribeirão Bonito. Em 5 de março de 1890, pelo decretado nº 24; tornou-se município e, em 10 de setembro de 1892, pela lei nº 103, ficou comarca, que hoje abriga os municípios de Boa Esperança do Sul, Dourado e a sede, Ribeirão Bonito. Uma série progressiva de bons fatos vieram sucedendo: a Cia. Paulista de Estrada de Ferro inaugura sua estação a 10 de maio de 1894; em 1899 inaugura-se o sistema de abastecimento de água domiciliar; em 1911 instala-se o sistema de iluminação elétrica; em 1913 inaugura-se o sistema de esgoto sanitário. No que diz respeito à sua geografia, Ribeirão Bonito está situada junto à Serra de Dourado, cuja altitude é estimada em 1.100m (ponto máximo).Do alto dessa serra avistam-se o municípios de São Carlos, Araraquara e Brotas. No coração do município situa-se o Morro Bom Jesus, cuja a altitude é de 600 m. Existe, ainda, o Morro do Passarelli com 715 m de altitude. Estes acidentes decorrem de extensões da Serra Geral. ROTEIRO: Após o café, subimos na “van” e rumamos para a saída da cidade, no sentido rodovia SP- 215. Logo ali começava a estrada de terra que demanda aos lugares conhecidos por Nova Brasília, Serra Alta e Gramado, atingindo, ao final, a cidade de Brotas. Como está sendo construído um novo trevo de acesso à cidade, o jipe Bandeirante ( Toyota), dirigido pelo Sérgio, e a nossa “van” tiveram que nos deixar no local das obras, onde se iniciava a estrada, mas que não possibilitava o tráfego de veículo, dando uma volta um pouco mais à frente, no sentido Dourado. Nesse momento, por volta das 6,45 horas, começava a clarear e percebíamos que o tempo estaria nublado e com uma temperatura em torno de 22 graus, portanto bastante ideal para a finalidade a qual nos propusemos. A pista de terra estava seca, bem conservada e apresentava quase nenhum tráfego de veículos. O grupo estava bastante homogêneo no que diz respeito às condições físicas e, assim, o pessoal passou a caminhar praticamente em um único pelotão, com bastante disposição e com um ótimo humor e, pela ordem, passamos pelas entradas das Fazendas Santa Cruz, São Luiz, Sítio Triângulo, Pesque e Pague Tuiuiú. Notamos que o padrão de terra variou durante o trajeto. Na região da cidade, próxima à entrada, a terra é vermelha, depois pegamos uma grande parte de terra arenosa. Notamos que também no município de Ribeirão Bonito se planta cana, mas não na sua totalidade. Observamos que ele é relativamente acidentado, decorrentes de extensões da Serra Geral, como mencionado acima, dificultando, de certa forma a mecanização agrícola, a não ser nas partes inferiores das encostas, o que faz com que haja ainda remanescentes florestais nos aclives e a manutenção de pastos, possibilitando uma paisagem agradável aos olhos.A estrada, enquanto estivemos no Município de Ribeirão Bonito, apresentou-se toda sombreada, visto que, nas margens, restaram muitas árvores e plantas. Enquanto caminhávamos, vislumbrávamos as propriedades com áreas de mato e de pastagens, com gado vacum e cavalar, que nos evocava aqueles bons momentos, em 2007, quando fizemos o “Caminho da Fé”, como se estivéssemos em trechos da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Além das pastagens e dos canaviais, víamos também laranjais. Em determinada altura do percurso, atingimos um bairro rural, com uma dezena de casas, conhecido por Nova Brasília, sobre o qual se alega ter sido, no passado, um quilombo. Neste local, o grupo se fartou de amoras, dada a quantidade de amoreiras ali existentes e que estavam bem ao lado da estrada. Indo à frente, chegamos em uma encruzilhada, onde havia seta indicativa, indicando para a pista da direita, o Hotel Fazenda “Serra da Cachoeira”. Fomos nesse sentido, passando por fazenda de gado e, após uma descida, apresentou-se um acentuado aclive que contornou um morro, possibilitando-nos ver, à direita, uma ampla mata e o barulho de uma cachoeira. Estávamos prestes a chegar ao Hotel Fazenda “Serra da Cachoeira”, cuja entrada alcançamos logo depois de passar sobre a ponte do ribeirão da Pedra. Adentramos o local e ali soubemos que era de propriedade de Cinthia Pessa, pessoa esta que conhecíamos de Ribeirão Preto, onde exercera a profissão de dentista e cuja filha Bel, fora amiga de nossa filha Marina. Vindo ao nosso encontro, a proprietária mostrou-se bastante solícita e atendeu ao nosso pedido de usar as instalações sanitárias. Ao depois, permitiu que conhecêssemos as instalações de sua pousada e indicou a trilha que nos levou a conhecer a bela cachoeira, distante cerca de 30 metros da sede. Explicou-nos que a sua propriedade, no passado, fazia parte de uma outra bem maior, denominada Fazenda Serra Alta, de propriedade de seu avô Stéfano Pessa, e que fora grande produtora de café. Além da pousada, na propriedade, está sendo feito, experimentalmente, o plantio de alimentos orgânicos, com curso ministrado por técnicos do Senar. Deixando o local, reiniciamos a caminhada passando pela fazenda Rancho Fundo e também pelo Sítio São Sebastião, de propriedade de Zezinho Garcia. Este produtor rural estava na estrada e veio ao nosso encontro. Estávamos o Verri, o Manoel Barros Cruz, o Sérgio e o motorista da “van”, Sr. Luiz. Elogiamos o seu laranjal e confessamos que quase tivemos o impulso de pegar algumas laranjas no pé. Disse-nos que não havia problema que se pegasse uma ou outra. Explicou que a variedade da fruta era a “valência”, a qual, apesar de aparentar estar madura, ainda está muito ácida e que a colheita só se dará em novembro. Como estávamos ficando para trás do grupo, eu e o Manuel apressamo-nos, deixando ali os dois motoristas de apoio, os quais permaneceram mais tempo conversando com o sitiante e, depois, nos disseram ter recebido uma verdadeira aula de produção de laranjas. Um pouco além, passamos pela Fazenda Água Boa, sobre a qual o Zezinho Garcia nos informara pertencer a uma empresária do bairro do Brás, em São Paulo. Realmente, uma bela propriedade, com vários piquetes bem cercados e com um excelente pasto de braquiária, bem verde, contendo uma bezerrada bem nutrida. Também verificamos que ali existe engorda de bois em confinamento. Em seguida, passamos defronte a outra bela propriedade rural, de nome Fazenda Bela Vista do Gramado, pertencente a Ernesto Zarzur, onde, em um coqueiro observamos três graciosas araras, comendo coquinhos, sendo duas de peito amarelo e uma de peito vermelho.Esta parece ter sido uma das últimas propriedades do município de Ribeirão Bonito, uma vez que assim que ultrapassamos o ribeirão Rastera, já nos deparamos com a entrada da Fazenda Shangri-Lá, no Município de Brotas. Nesta parte, a estrada era bem larga, com aplicação de cascalho e apresentando um trânsito um pouco maior de veículos , sendo que o terreno era mais plano e que a área já está sendo ocupada pela cana-de-açucar. Tanto é que, logo à frente, nos deparamos com um triminhão Scania, da Paraíso Bioenergia, carregado de cana, que estava encalhado e que havia 2 grandes tratores Case, MXM-180, tentando tirá-lo do buraco feito no solo arenoso, sem qualquer sucesso.Mais à frente, cruzamos com um caminhão transportando uma motoniveladora, certamente utilizada para o desencalhe. Prosseguindo a caminhada, por um longo tempo, caminhamos tendo, à esquerda, um eucaliptal até que novamente ultrapassamos o córrego Rastera, próximo à Fazenda Santa Luzia, em cujas terras, situada à esquerda da estrada, podemos verificar uma grande extensão de pasto. Á direita, a terra, em grande extensão, à perder de vista, já estava ocupada por cana-de-açucar recentemente cortada. Enfrentamos, a seguir, uma longa subida e, por fim, chegamos à rodovia SP-225 ( Itirapina-Jaú), na periferia de Brotas. ALMOÇO: O relógio marcava 13,00 horas e tínhamos percorrido cerca de 27 Kms. O tempo não estava totalmente aberto, mas estava muito quente. Subimos na “van” e nos dirigimos para o Posto Ruff, conhecido como Posto do Cássio, situado na rodovia SP-255, sentido Itirapina-Jaú, bem defronte à entrada de Brotas, e onde está a Churrascaria Nossa Senhora Aparecida, arrendada por paranaenses. Ali nos refrescamos, sendo que alguns tomaram uma chuveirada e fomos almoçar. Perguntamos, e ficamos sabendo que tínhamos três opções de preços e comida. 1. Apenas buffet = R$ 13,90; 2. Mini-rodízio= buffet+8 tipos de carnes, ao preço de R$ 15,90; 3. Rodízio completo= buffet+ 10 tipos de carne e queijo no espeto, ao preço de R$ 19,90; Qualquer dessas opções significava comida demais, a saber: Somente o buffet tinha, como saladas: alface, tomate, pepino, repolho, beterraba, maionese, ervilha, chuchu e acelga; de quentes: salchicha, arroz à grega; arroz branco, feijão, carne assada; carne cozida com batata; peixe ( piramutaba); sobremesa: pudim e doce de abóbora; Sorvemos uma supergelada cerveja e a maioria fez a 2ª. Opção e acertou porque passou tanta carne, mais do que os 8 tipos e pagamos os R$ 15,90. VISITA A BROTAS: Finalizado o almoço, por volta das 15 horas, novamente subimos na “van” e nos dirigimos para a cidade de Brotas, na qual adentramos pela avenida marginal ao rio Jacaré-Pepira, indo direto para o “Parque dos Saltos”. Graças à sua geografia ( com destacadas “cuestas basálticas”) , a esse rio e ao parque, Brotas transformou-se em um respeitável centro turístico, com grande afluência de público em ocasiões tais como férias, feriados prolongados e finais de semana. Em diversos locais, na zona rural, são praticados esportes radicais, tais como rapel, escalada, arvorismo. No rio Jacaré-Pepira, onde foi desenvolvido um notável programa de preservação das matas ciliares e de despoluição de suas águas, pratica-se o “rafting” e o “bóia-cross”, atividades náuticas muito apreciadas. O Parque dos Saltos foi idealizado e concebido no local, um pouco abaixo do centro, onde existe notável cachoeira, no passado, utilizada para produção de energia elétrica, sendo que, nos dias de hoje, fizeram notáveis investimentos, tais como mirantes, reforma da Casa de Máquinas, Ponte Pênsil, escadas de acesso. O rio Jacaré-Pepira pertence à bacia do rio Tietê, nascendo na divisa dos municípios de Brotas e São Pedro na Serra de Itaqueri a uma altitude de 960 metros sobre o nível do mar.Quando banha a cidade de Brotas está a 661 metros e desemboca no rio Tietê, na divisa dos municípios de Itaju e Ibitinga, na altitude de 450 metros. Tem aproximadamente 174 quilômetros de extensão e, nesse relativo comprimento, tem uma queda de 510 metros, sendo, portanto, cheio de corredeiras e cachoeiras. BROTAS: O nome vem das origens da fundadora de Brotas. Sendo Dona Francisca Ribeiro dos Reis descendente de portugueses católicos e devota de Nossa Senhora das Brotas, teria prestado uma homenagem à Santa, dando seu nome à cidade. Na Capela de Santa Cruz existe uma imagem do século XIX da referida Santa. Por volta de 1839, foi construída uma capela dando origem à primitiva povoação local. O território inicialmente, pertencia à sesmarias da região de Araraquara e era cortado pelas trilhas de expansão de Minas para o interior do Estado. Os primeiros a se fixarem na região foram famílias mineiras. Brotas tornou-se distrito de Araraquara em 1841, sendo em 1853 transferido para Rio Claro e tornou-se município em 22 de agosto de 1859. O aniversário da cidade é comemorado no dia 03 de maio, por ocasião de uma antiga comemoração católica, a de Santa Cruz. Brotas teve sua fase de maior desenvolvimento, na década de vinte e trinta, época da expansão do café para o interior paulista. Viveu em função desta atividade econômica até sua crise definitiva. É marcante a presença de imigrantes italianos e seus descendentes que tiveram influência nos rumos políticos da cidade. A crise do café trouxe um período de estagnação econômica ao município que na época perdeu população para os grandes centros urbanos. A taxa anual de crescimento da população tornou-se positiva à partir da década de oitenta. Atualmente, o município ainda possui uma economia predominantemente agrícola., onde destaca-se também a agroindústria da cana, que hoje gera a maior parte da mão-de-obra. Considerando-se a tradição agropecuária e os recursos naturais do município, cachoeiras, matas preservadas e serras, a atual administração municipal junto com a população tem desenvolvido uma economia turística, com base no ecoturismo (turismo rural, turismo aventura, como caminhadas, esportes de aventura e várias atividades praticadas junto à natureza ), que visa uma alternativa de desenvolvimento sustentável para o município. O RETORNO: Por volta das 16,00 horas, estávamos defronte a Igreja Matriz dedicada à Santa Cruz, onde posamos para a tradicional foto. Em seguida, por sugestão do Manuel Barros, fomos para uma sorveteria estabelecida na rua principal, com o nome de “Bejupri”, onde nos refrescamos com deliciosos gelados. Saímos dali para a volta às 16,40 horas, pegando a rodovia SP-225, no sentido Itirapina/Via Washington Luiz. Percebemos nesse trajeto que a rodovia SP-225, já está duplicada de Brotas até a Washington Luiz, e que passa por um lindo cenário na região de Itirapina, com um relevo apresentando formações de arenito bastante interessantes. Atingimos a região de São Carlos, em uma viagem super tranqüila e chegamos a Ribeirão Preto às 18,40 horas, completando, assim, uma agradável jornada.. PÉROLAS: 1. Já pela 2ª vez, sendo portanto reincidente, o peregrinorp Otto Guimarães não comparece para embarque, sem dar, ademais, qualquer satisfação. Pura e simplesmente não acorda, não aparece e tudo fica por isso mesmo. Contudo, mal sabe ele que tem dado uma sorte danada. Quando da primeira vez, por ocasião da caminhada de Cássia dos Coqueiros ao sítio da Josefina, graças à sua ausência, foi possível levar, no banco que sobrou, a geladeira com água, uma vez que a “van” não tinha espaço para tanto. Agora aconteceu fato semelhante. Foram relacionados, para embarque, 16 caminhantes. Contudo, quando fomos verificar, a “van” só poderia levar 15 passageiros. E o Otto não aparecia. Ao invés de ficarmos preocupados e chateados com o retardatário, aguardamos o período de tolerância, por respeito à regra, e demos graças a Deus que o Otto não deu as caras...Boa Otto, parece que, em seu sono profundo, você percebe as coisas!!!!; 2. O César Sargentini, o “Pinduca”, de Araraquara, e que foi um dos anfitriões da caminhada, é um grande cozinheiro, sabendo fazer pães como ninguém e, além de ser um excelente “gourmand” , fala francês. Pois bem, quando estávamos numa encruzilhada, e em dúvida sobre qual direção tomar, se seguir na linha reta ou dobrar à direita, comandou o “Pinduca”: - “ Frères: “Toute à droit, à droit”, deixando todos de “bouche ouverte”!!!. 3. Os peregrinosrp não tem um uniforme e, geralmente, os seus membros não se preocupam muito com o modo de se vestir, combinando blusa com calça e coisa desse jaez. Procuram, sim, vestir-se de forma a se sentirem bem, considerando a dureza da jornada, as condições do tempo e coisas tais. Desta vez, porém, o casal Dila e Emerson esnobaram. Da cabeça aos pés estavam impecáveis, esbanjando elegância. É brincadeira, gente!!!.; 4. Em certo trecho da caminhada, apareceu um belo laranjal, com os frutos chamando a atenção. O Verri comentou, em voz alta, que até dava vontade de pegar umas laranjas, no que, de pronto, a Bernardete, com aquela franqueza que lhe é peculiar, o advertiu: - Oia, Verri, isso aí tem dono!!! E foi só dobrar uma curva, há poucos metros adiante, e, lá, estava o dono, o Zezinho Garcia!!! Como diz o vulgo: -Que língua!!! 5. O Ovídio sempre leva consigo o pedômetro, que marca os passos e, por conseguinte, a quilometragem. Quem foi com ele, desta última vez que fizeram o “Caminho da Fé”, conta que ele ficou meio desacreditado porque andava-se muito e ele parecia sempre falar que faltavam menos quilômetros, e o destino nunca chegava, a ponto da esposa e companheira, Célia, um dia, “explodir” e, ao ser informada que faltava tanto, gritar: - Cê Jura!!!!. Agora, toda vez que se pergunta a quilometragem e o Ovídio responde, e o pessoal, principalmente aquele de Trabiju, retruca: - Cê jura!!!!; 6. Como o tênis lhe estava incomodando, a Lucinéia o tirou, passando a caminhar descalça. O piso arenoso estava lisinho e ela estava se sentido muito bem, até o ponto em que atingimos a estrada de Brotas, larga, mais movimentada e.... cheia de pedras. Preocupados, perguntamos a ela se as pedras não lhe estavam machucando e ela, tranqüila, respondeu: Que nada, elas estão massageando os meus pés!!! Na lata!!!. 7. Como é do conhecimento de todos, existem turistas do mundo inteiro que vêm ao Brasil, para a prática do “Birdwatching, ou seja, contemplar pássaros. Mutatis , mutandis, foi o que foi visto, quando atingimos a área da Fazenda Bela Vista do Gramado, ainda em Ribeirão Bonito, pois, ali, encostados na cerca, estava um punhado de gente estranha, vestidos à la “Indiana Jones” ( nós) , se deslumbrando, como se nunca haviam visto, três araras se deliciando com os frutos de um coqueiro. Coisa de gringo!!! 8. Ao contemplar aquele baita triminhão encalhado, sendo puxado por dois tremendos tratores, sem sair do lugar, o Verri entendeu de dar uma de “consultor”, talvez embalado por aquela experiência do encalhe do micro-ônibus, obtida no “Feitosa”. Desta forma, aproximou-se dos “home”, que já estavam “por aqui” e indagou se queriam “u´a mãozinha” . Só pelo olhar, percebeu que a proposta não fora aceita. E olha que o Verri estava bem intencionado, uma vez que, além da “mãozinha”, iria propor que o caminhão fosse puxado pelo Jipe “Toyota”do Sergio!!!; 9. Ao chegarmos defronte a Igreja de Brotas, para a fotografia de praxe, nos deparamos com uma “kombi” de aluguel estacionada bem à frente da porta de entrada, o que não seria um “fundo” ideal. Logo o Verri prontificou-se a dar um jeito. Adentrou ao templo e, por mais que procurasse pelo motorista, o qual, julgava o Verri, estar carregando algum objeto ou mesmo as flores que estavam sendo utilizadas na decoração para um casamento, não o encontrava. Viu, ao lado da nave, um casal ensaiando, ele no teclado, ela no canto, e dele se aproximou, indagando se sabiam o paradeiro do “chato da Kombi que estacionara bem defronte à porta da Igreja”. No que o músico respondeu: - É minha, vou já retirá-la!!! AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Ao Sérgio, à Bernardete, à Carolina e ao César Pinduca, pelo convite, pela escolha do trajeto, por todos considerado magnífico, e pela companhia que nos fizeram durante a caminhada. Nosso muito obrigado!!! Temos a certeza que estaremos juntos em outras empreitadas. NOSSA PRÓXIMA CAMINHADA: Estamos fazendo as primeiras consultas para tornar viável a próxima caminhada, marcada para o dia 26 de setembro, em ANALÂNDIA-SP, distante de Ribeirão Preto cerca de 136 Kms. Situada na região geomorfológica de Corumbataí/São Pedro, Analândia tem sido um dos mais procurados destinos turísticos da região central do Estado de São Paulo, tendo como principais atrações os “Morros do Cuscuzeiro e do Camelo” , muito utilizados em esportes radicais, como rapel, parapente e escalada; o Grande Canyon e cachoeiras, com destaque para a “Cachoeira da Bocaina”. Via e-mail, estamos entrando em contato com o Departamento de Turismo local, para que nos forneça um roteiro, no próprio município, e que, na distância de 25 Kms, abranja o maior número dessas atrações turísticas, para que possamos cumpri-lo em cerca de 7 horas e, depois, pararmos para o almoço e retorno, como de costume. Esperamos que essa escolha seja do agrado de todos. Em princípio, cogitamos em sair de Ribeirão Preto, às 4,00 ( quatro) horas, com o retorno por volta das 18,30 horas. De qualquer forma, no decorrer dos dias, daremos maiores informações, para a adesão dos companheiros peregrinosrp e eventuais convidados, possibilitando, assim, a definição do meio de transporte adequado e o seu preço. MAIORES INFORMAÇÕES COM OCTÁVIO VERRI FILHO – octaverri@hotmail.com ![]() Lista de Relatos de Brotas
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