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Trilhas com cachoeiras e muita beleza atraem turistas em Roraima


Por Alexandre Koda | 09/12/2009 - Atualizada às 08:32

Cachoeira do Paiva é uma das atrações
Cachoeira do Paiva é uma das atrações
Foto: Alexandre Koda/ www.webventure.com.br
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Para os amantes da natureza, há muitas trilhas e cachoeiras ao redor da Vila do Paiva, em Tepequém, local distante cerca de 220 quilômetros da capital de Roraima, Boa Vista. Também é possível voar de parapente motorizado e saltar de paraquedas, atrações que devem ser contratadas em Boa Vista com uma operadora local.

A Cachoeira do Paiva é uma queda d’água de acesso simples pela mata aberta, enquanto a Trilha do Platô leva até o topo de uma montanha de onde se tem uma bela vista da região.

Tanto no salto de paraquedas, quanto no voo de parapente, é possível perceber do alto que a região foi muito castigada durante a época do garimpo, já que diversas partes do terreno apresentam erosões que formam imensas crateras. Ao mesmo tempo, avistam-se três grandes serras com mata praticamente intocada pelo homem.

Cachoeira do Paiva - A Trilha começa em uma região de terreno arenoso, com mata aberta, vegetação rasteira e nível de dificuldade baixo, ideal para iniciantes. Na época de inverno, quando ocorrem as chuvas fortes, a maior dificuldade é atravessar os igarapés, já que a água cobre a maior parte das pedras, que ficam ainda mais escorregadias com o limbo.

No meio do caminho vale a pena desviar um pouco da trilha principal e subir algumas rochas até chegar ao alto de um pequeno monte, local onde é possível avistar a densa vegetação, com rios sinuosos e mata intocada, já que pertence a uma reserva indígena.

Ao voltar pelo caminho original, o trecho de acesso à queda d’água talvez seja a parte mais complicada dos quase quatro quilômetros do percurso, já que há uma descida íngreme com poucas árvores para servir de anteparo. Como é um local muito visitado, foi instalada uma corda em dois grandes troncos, para auxiliar o trekking até o riacho.

A água cristalina e de temperatura não muito fria, convida para um banho relaxante, ótima oportunidade para recuperar as energias dos cerca de 40 minutos de caminhada. Quem quiser pode ainda seguir um pouco mais para cima num caminho de pedras, atravessar a parte rasa do igarapé e aproveitar uma massagem natural da cachoeira do Paiva, que não é muito alta, mas fica volumosa na época das cheias.

O retorno acontece pelo mesmo local de ida e uma placa ao lado da trilha lembra o viajante de algo muito importante: “leve de volta todo o lixo produzido”. Levar água para se hidratar durante o trajeto é muito importante, além de alimentos de fácil consumo, como frutas, ou barrinhas de cereal.


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