Cratera antes da erupção, em 2004
Foto: Gert Seewald
Detalhe mostra expansão da nuvem de cinzas pelo continente
Foto: CPTEC/INPE/DSA
O diretor de turismo da província de Osorno, Marcelo Moraga Vidal, contou ao
Webventure que os turistas e a população localizada na região onde fica o Puyehue, em erupção, já estão seguros. “O mais difícil mesmo é chegar à região”, diz.
Cerca de 4 mil pessoas tiveram de ser evacuadas num raio de 30 quilômetros da montanha, que começou a cuspir fogo no sábado (4). Marcelo também disse que o mais preocupante no momento é a previsão de chuvas até sábado (11), que podem causar avalanches e arrastar o material vulcânico expelido.
Estações de esqui chilenas como Portillo e Valle Nevado, bastante visitadas no meio do ano por brasileiros, não foram até agora afetadas pelas cinzas. Por meio de uma nota, a secretária de turismo Jacqueline Plass informou que o Chile está em alerta vermelho de nível 6 (erupção moderada) em poucos municípios.
O Puyehue fica em um complexo de vulcões na Cordilheira dos Andes. A última vez que ele acordou foi há 51 anos, logo após o grande terremoto de Valdivia. (Veja na galeria ao lado foto da cratera do Puyehue, tirada pelo montanhista Gert Seewald em março de 2004.)
“Quanto tempo levará para a situação se normalizar ninguém sabe. Em 1960, foram duas semanas. Em 1921, meses”, conta Marcelo. As últimas informações são de que a coluna de fumaça vertical, que chegou a 12 quilômetros, já está com 7 metros.