Chegada de trem à Vila da Serra do Navio
Foto: Bruna Didario/ www.webventure.com.br
Galpão da antiga ICOMI
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Escavadeira Marion transportava manganês
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Uma vila que nasceu em junho de 1992 para atender a demanda de trabalhadores da região. Assim nasceu a Vila da Serra do Navio, cerca de 220 quilômetros de distância da capital do Amapá e que possui até os dias de hoje uma riqueza mineral muito explorada: o manganês, metal utilizado na liga para formação do aço. Mesmo com o ar industrial, a cidade está localizada em uma grande parte da floresta amazônica preservada e conta com belezas naturais de encher os olhos.
O trajeto de Macapá até a Serra do Navio é possível ser feito de trem. São cerca de seis horas de viagem em 194 quilômetros de estrada férrea, que passa pelas cidades de Santana, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari até chegar ao destino final. Pelo percurso trechos de mata atlântica da floresta amazônica misturada com montanhas e montanhas de manganês e as pequenas vilas a beira da ferrovia.
Os moradores da região também podem usar esse tipo de transporte para se deslocar com preços acessíveis. Para chegar à Vila da Serra do Navio, uma estrada de terra entre os morros é o caminho mais fácil e na chegada, é possível ver todos os equipamentos da antiga ICOMI abandonados e enferrujando com o tempo. Em 2009, o Governo Estadual e a Prefeitura da Serra do Navio estão com a guarda dos bens deixados pela companhia. A prefeita da cidade, Francimar Santos explicou que uma parte da fábrica abandonada ainda não pode ser retirada. “Ainda há uma parte que não temos a guarda, então não podemos mexer. Está nas mãos de advogados, queremos o melhor para a Serra do Navio”, declarou a prefeita.
A cidade - A calmaria lembra os condomínios fechados dos filmes norte-americanos, o projeto das casas térreas com extensos jardins na porta da frente. Idealizado no início da década de 90, a ICOMI (Indústria e Comércio de Minério) se instalou na Serra do Navio para iniciar o programa de extração e exportação do manganês. A companhia norte-americana, para viabilizar mão-de-obra, construiu as casas para os funcionários e suas famílias, um total de 3 mil pessoas. Mas, anos depois, em 1997, a indústria encerrou suas atividades na região e abandonou o investimento na região, por ter esgotado a reserva do minério. Na época, a política na cidade não era tão fortalecida.