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COLUNA: Cicloturismo pelos desertos da Jordânia


Por Fabio Zander | 01/09/2011 - Atualizada às 07:00

Deserto da Jordânia
Deserto da Jordânia
Foto: Arquivo pessoal
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Quando a agência para a qual eu trabalho como guia de bike me convidou para assumir e guiar uma viagem pela Jordânia, no Oriente Médio, juntamente com outro guia, não pensei duas vezes para aceitar. A princípio com aquela pulga atrás da orelha, pois sempre lia ou ouvia notícias sobre a Jordânia envolvida em conflitos ou violência, comecei a pesquisar e ler mais a respeito. Então, percebi que a coisa não é bem assim e que nós criamos muitos pré-conceitos sobre os lugares que não conhecemos bem.

Fizemos a viagem em um grupo de 22 ciclistas, entre eles dois guias e um estudante de medicina. Atravessamos o deserto da Jordânia de norte a sul, percorrendo cânions, nadando no Mar Morto, visitando a cidade perdida de Petra, conhecendo a vida e a cultura dos beduínos e acampando no deserto. Tudo em cima de uma bicicleta, e não a camelo, como fariam muitos que vão à Jordânia. Foram 11 dias de viagem e sete etapas em cima do selim. Pedalamos aproximadamente 300 quilômetros (90% em cascalho e areia e 10% em asfalto) e 4.600 metros de ascensão total.

A aventura já começou no aeroporto de Zurique, na Suíça, onde nos encontramos em meio a um caos desmontando e colocando as bicicletas nas caixas antes do embarque. O check-in até que foi tranquilo. O nosso maior medo era o excesso de peso. Cada um tem direito a 20 quilos (bicicleta + mala). A princípio, cada um teria direito a 25 quilos, mas necessitamos utilizar 5 quilos de cada participante, para levarmos equipamentos como peças de reposição, ferramentas, caixa de primeiros-socorros, comida, etc.

O voo partiu às 13h30, chegando a Amman, capital da Jordânia, aproximadamente às 18h30. No aeroporto fomos recebidos pelo Hanna, o agente local que chefia a equipe de apoio para a nossa pedalada. Do aeroporto seguimos direto ao hotel, na cidade de Madaba. Logo depois do jantar montamos as bicicletas para a partida na manhã seguinte cedo.

Dividimos o grupo em dois. Thomas, o outro guia, seguiria com o primeiro grupo (mais forte) eu com o segundo (mais fraco), na companhia do médico. Eu saia para pedalar com o meu grupo meia hora depois da partida de Thomas.


Fabio Zander


O paulistano realiza, há 15 anos, viagens e expedições de bicicleta pelo mundo, já tendo conhecido 35 países (www.zander.com.br). Ele trabalha como guia de viagem e ministra palestras sobre o assunto em instituições de ensino, empresas e eventos. Em 2011, abriu sua própria agência, a Zander Bike Tours (www.zanderbiketours.com), especializada em trips de bike pela Europa e Cuba.

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