Haka contou com muitos desafios na última etapa
Foto: Divulgação/ Alexandre Janotti
As previsões de grandes disputas na última etapa do Haka Race, que aconteceu no último sábado (04), em Bertioga (SP), foram confirmadas. Em meio a ventos fortes, as 132 equipes que largaram para as competições de 25 e 50 quilômetros realizaram brigas de tirar o fôlego.
Os participantes tiveram que superar lama, atravessar pequenos rios e ainda cumprir um rapel de cerca de 30 metros no costão da praia de São Lourenço. Com a previsão de tempo fechado confirmada, o que deixou o mar muito agitado, a organização da prova resolveu abrir a possibilidade aos competidores da Sport de realizarem o trecho de seis quilômetros pelo mar carregando o caiaque ao longo da praia.
“Pouco antes do momento da largada, decidimos permitir que as equipes não fizessem esse trecho de caiaque para garantir a segurança daqueles que se sentissem menos aptos a remar num mar agitado”, explicou Leonardo Barbosa, organizador do Haka Race. As categorias Pró e Solo, que competiam na prova mais longa, no entanto, não tiveram a mesma opção e precisaram encarar o mar agitado, num trecho de 10 quilômetros.
Outro obstáculo que dificultou bastante a vida das equipes foi o trekking de quatro quilômetros. Em uma estrada de manutenção de oleoduto paralela à rodovia Rio-Santos, a lama fez com que muitos dos atletas ficassem atolados até os joelhos. Para os participantes da Pró, mais 20 metros de natação desafiaram a resistência logo após o lamaçal.
Corrida pela vitória - Apesar de todas as dificuldades impostas ao longo da competição, as equipes mostraram muita velocidade e força durante as aventuras impostas. Corridas emocionantes e duelos quilômetro a quilômetro não faltaram durante todo o evento, principalmente na Solo. Na disputa pelo terceiro lugar, Marcelo Sinoca e Rafael Melges acabaram decidindo suas colocações após um sprint na praia. Melhor para Sinoca, que conquistou o último lugar no pódio da categoria.
“No balanço geral, podemos dizer que a temporada 2010 foi positiva para o Haka Race. Nas quatro provas realizadas ao longo do ano, houve acertos e erros, mas o mais importante é que conseguimos corrigir algumas falhas e aperfeiçoar o circuito”, avaliou Barbosa após a última prova do ano.