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Relato: Carbono Zero conta como foi participação na Expedição Carcará


Por Renato Gurgel, especial para o Webventure | 08/06/2010 - Atualizada às 11:36



Equipe Carbono Zero 1 no trekking
Equipe Carbono Zero 1 no trekking
Foto: Thiago Padovanni/ www.webventure.com.br
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Há muito se fala na Expedição Carcará de 500km, uma prova para entrar na história das corridas de aventura do Brasil. E logo veio o desejo de todos que fazem parte da Carbono Zero UNICRED Deuter de correr e a idéia de fazer uma festa com duas equipes competitivas. Então, foram 30 dias de pelo menos 10 e-mail por dia, 4 listas de material obrigatório em uma planilha no Google doc´s entre 8 atletas e 4 apoios de 5 Estados (Piauí, Brasília, Maceió, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte) e muita, mais muita expectativa.

As equipes ficaram assim: Charles Sá, Helio, Miguel e a Deborah com a Carbono Zero UNICRED DEUTER 01 ; e Renato, Ricardo Sá, Vitor Hugo e Juliana Bezerra com a Carbono Zero UNICRED DEUTER 02. Já em Assu (RN), após receber os 9 mapas, era hora de traçar rotas, fazer estratégias que nem sempre dão certo. E nessa prova, em especial, foram quase todas furadas e preparar o coração para a largada.

A largada alucinada de todos os atletas em uma corrida pela cidade de Itajá até as margens da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, e eu, com meu capacete com um moicano colorido (sim, porque depois do Ecomotion 2009, que outro atleta fez um moicano no cabelo, eu tinha que inovar). Tudo bem que correr com o capacete não é uma boa idéia mais eu tinha que ser visto, pelo menos na largada... Chegando às margens da barragem para pegar os barcos, larguei o capacete, peguei os remos e fomos bem rápidos para a água. Logo, o Ricardo e eu abrimos uma vantagem da outra dupla da equipe, e então paramos de remar para saber se estava tudo em ordem (antes de ir para Assu, ainda em Natal, vi um remo de alumínio na casa do Ricardo e disse para ele levar, pois seria melhor que os da organização, já que só tínhamos 3 de carbono para levar). O Hugo ficou com esse remo de alumínio, e quando estavam chegando próximos das águas da barragem, Hugo foi logo falando “esse remo é muito pesado, não dá para remar com ele”. Então, assumi a responsabilidade e passei meu remo para o Hugo. Fui com esse maldito remo, logo vi que estava cheio de água e com um furo próximo a pá, chacoalhei para tentar tirar a água que tava dentro dele, mas acredito que estava com pelo menos 2,5kg... A minha única idéia na hora era remar ate o PC 02 com esperança de ter algum remo da organização por lá, que na minha opinião são os melhores, a partir de hoje.

Chegando no PC 02, o Vescio estava lá e desci do barco desesperado para pegar um outro remo. Ele foi logo falando que não tinha... Meleca, entrei no barco e fomos embora. É início de prova, somos atletas bem adaptáveis ao meio em que nos encontramos e fomos remando um hora e parando cinco minutos para descansar ou ainda eu dava uma parada de remar e falava: “Ricardo vou navegar aqui, rema aí...”. Quando a lua começou a nascer eu falei para contemplarmos, somos privilegiados por ver a lua nascer.

Fôlego - Perto de chegar ao PC 03 vimos os meninos da Trotamundo e aquilo me deu uma animada, fizemos uma portagem e logo levei uma surra de espinhos e plantas que coçam: é o sertão mostrando sua cara. No PC estávamos em 3 lugar com os Tapuias e a Trotamundo na nossa frente. Fizemos uma transição para nos alimentar, e sair para um trekking de 6 horas e, respeitando o sertão só correndo nas descidas e hidratando muito bem. Mesmo eu sendo da região, o calor foi muito forte e uma boa hidratação e alimentação nos manteria na prova.

Já em Laginha, no PC 05, fomos recepcionados por todas as crianças da cidade gritando o nome da equipe, culpa do nosso apoio, o Muriçoca, que aonde chegava fazia uma festa com pessoal. Nesse AT fomos um pouco mais lentos, reflexo do trekking puxado, o trecho de bike era grande e tínhamos um horário para cumprir por causa do ponto de corte. A bike foi bem dura, com uma navegação cuidadosa andamos bem, com poucos erros, mais o calor fez nossa guerreira, a Juliana desidratar um pouco e até vomitar, mas ela estava bem focada e o tempo todo perguntava se daria tempo para passarmos no ponto de corte e eu disse “relaxa garota, temos 4 horas para fazer 18 km, são 2 horas para cada 9km”. Nos primeiros nove, com uma navegação e subindo uma pequena serra fizemos em 2horas e 20min. Sabia que poderíamos fazer os outro 9km em 30 min, já que seria a descida para o açude Gargalheiras, mas recebemos a informação do PC 07 que o corte havia sido estendido por 4 horas, então resolvemos poupar energia e dormi por 20 min. Perdemos quase um hora para sair com os 20 min de sono e fomos para do AT da Bike para Canoagem, 1° corte da prova.



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