A Paradofobia antes da largada
Foto: Diego Solis
A equipe passa aperto nas ondas
Foto: Fabio Chavarria
O quarteto Paradofobia
Foto: Diego Solís / Divulgação
Entre os dias 27 e 30 de junho, a brasileira Fortitech Paradofobia Kailash participou da Costa Rica Adventure Race, uma corrida de aventura com 19 equipes e 540 quilômetros de trekking, mountain biking, canoagem, técnicas verticais e caminhada costeira. O time terminou a competição em nono lugar, com corte de percurso (eles completaram 464 quilômetros). Perguntamos ao quarteto – formado por João Bandeira, Andréia Henssler, Edu Lima, Telmo Carvalho – o que deu certo e errado para eles na competição.
ALIMENTAÇÃO
Deu certo:
>> Ainda no Brasil, a equipe dividiu a alimentação em sacos separados por atleta, levando em conta o número de horas em cada trecho. Isso economizou o tempo deles antes da largada e deu agilidade durante a corrida.
>> Eles levaram saquinhos de soro para misturar na água, para evitar a desidratação. Edu disse que tomou pelo menos dois litros de agua com soro por dia.
>> Edu e Telmo se alimentaram de 40 em 40 minutos. Já Andréia e João preferiram comer de 1 em 1 hora. E toda a equipe fazia três grandes refeições durante o dia.
>> Para andarem mais leve, eles foram comprando parte da comida ao longo do caminho, em bares e mercadinhos locais.
Não rolou:
>> Um dos integrantes levou em sua bike uma caramanhola com água e Endurox (suplemento alimentar), mas o calor estragou o conteúdo, causando problemas intestinais no atleta.
EQUIPAMENTO
Deu certo:
>> Ainda no Brasil, a equipe checou todos os equipamentos, evitando surpresas na pré-largada. Apenas um estrobo de iluminação náutica falhou na hora, e eles tiveram de emprestar outro da equipe Buff Thermocool.
ESTRATÉGIA
Deu certo:
>> Eles dormiram pouco (apenas 4 horas ao longo de toda a prova), mas se hidrataram e comeram muito bem. E fizeram jus ao nome da equipe, um neologismo para “ter medo de ficar parado”, diz Andreia.
VESTUÁRIO
Deu certo:
>> Andréia usou calça e blusa de mangas compridas, mesmo no calor. A roupa protegeu-a de mosquitos, coceiras ocasionadas pela vegetação (urticária) e do sol.
Não rolou:
>> Um dos integrantes decidiu não usar bermuda acolchoada em uma perna de bike de 30 quilômetros. Resultado: teve de pedalar praticamente o tempo todo de pé por causa de assaduras.
CAIXAS DE APOIO (a equipe tinha direito a duas caixas de 50 litros cada – eles próprios escolhiam em qual área de transição poderiam deixá-las – além da caixa para o transporte das bikes)
Deu certo:
>> O grupo dividiu os equipamentos em cada caixa entre as modalidades trekking e canoagem.
Não rolou:
>> A equipe havia planejado acondicionar as bikes em caixas nas quais as magrelas pudessem ser transportadas montadas. Mas as caixas estragaram durante o voo e eles tiveram que comprar outras menores, já na Costa Rica. Por causa disso, perderam muito tempo nas transições para montar e desmontar as bicicletas.