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O trabalho médico na Hyundai Adventure


Por Adriano Leonardi | 23/04/2010 - Atualizada às 12:08

Equipe médica: da esquerda para a direita, Dr. Adriano Leonardi, Dr. Thomaz Antonio, Dra. Ana Carolina e o enfermeiro Alessandro
Equipe médica: da esquerda para a direita, Dr. Adriano Leonardi, Dr. Thomaz Antonio, Dra. Ana Carolina e o enfermeiro Alessandro
Foto: Arquivo pessoal/ Adriano Leonardi
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Do ponto de vista médico, a primeira etapa da Hyundai Adventure Race que aconteceu no último sábado, 17 de abril, foi uma das provas mais seguras devido aos cuidados extremos com a segurança dos atletas.

A logística da atuação médica foi montada após a apresentação do percurso da prova pelos diretores da APCA. Calculamos que os maiores riscos de lesões traumáticas estavam no trajeto de mountain bike até Santa Cruz dos Navegantes e no trajeto do trekking da ilha de Sangava até a praia do Goes. A primeira, pelo fato de se tratar de um trajeto urbano e asfaltado. Os atletas estariam no início da prova, com energia total e tenderiam a desenvolver mais velocidade, aumentando a energia cinética em eventuais quedas. O segundo, por se tratar de terreno irregular e por razões que incluiriam o possível cansaço e pelo anoitecer.

Tendo estes pontos em mente, montamos nossa atuação em três etapas:

Etapa 1 - Previamente à prova, solicitei que todos os que tivessem alergia a medicamentos, picada de insetos e a contato com animais silvestres e plantas que entrassem em contato conosco. Estas pessoas estiveram no topo de nossas listas, caso fosse solicitado atendimento médico. A pedidos da APCA, fizemos um briefing médico explicando nossa atuação na prova e sobre o surto de Dengue no Guarujá.

Etapa 2 - Após a largada, partimos em escolta aos atletas em nosso carro de apoio junto aos carros batedores da APCA e montamos uma base de atendimento no PC 4/14 (Santa Cruz dos Navegantes). Dois integrantes da equipe se deslocaram até o barco de apoio para eventuais ocorrências durante a canoagem e mantive-me pronto para entrar na trilha, caso houvesse também ocorrência no trekking.

Etapa 3 - Após 1/3 dos competidores terem passado pelo PC 14 e saírem em direção à praia do Tombo, desloquei-me para a chegada, enquanto a dupla de colegas saía da parte marítima para o PC14. Nesta fase, estávamos aptos a cobrir ocorrências no trekking, canoagem, no trajeto entre os PCs 14 e 16 e na descida de rapel no Morro do Maluf, pois poderíamos abordar eventuais vítimas tanto a favor, quanto contra o percurso da prova.


Adriano Leonardi


Médico ortopedista especialista em artroscopia, cirurgia do joelho e traumatologia do esporte. Membro da Wilderness Medical Society e mestrando em ortopedia e traumatologia pela Faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo. É idealizador da equipe TAKTOS de Medicina esportiva e de aventura além de praticante entusiasta de esportes de aventura.

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