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Minha Aventura: Aksa e as pedras no rim no Brasil Wild Extreme


13/05/2008 - Atualizada às 06:00

Equipe encarou o desafio com nova integrante
Equipe encarou o desafio com nova integrante
Foto: Alexandre Socci
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Como todas as outras 57 equipes, muita expectativa, preparo, ansiedade e curiosidade cercaram os dias que antecederam o Brasil Wild Extreme. Incontáveis noites no Google Earth, muitos telefonemas entre a equipe para discutirmos suspeitas, informações novas e tudo que envolvia uma prova que tinha tudo para ser ímpar no Brasil, ou seja, uma prova longa e expedicionária em local com condições climáticas e ambientais totalmente diferentes das que já havíamos conhecido, e o sofrimento extremo já era conhecido.

Talvez o que tenha entristecido a equipe após ter sido a primeira a se retirar da competição tenha sido a privação de lá estar e viver, sofrer, rir, chorar, ajudar, ser ajudado, xingar e ser retribuído com um abraço...

Talvez o que tenha nos entristecido tenha sido o compromisso com nós mesmos de trilhar com sucesso um novo e diferente caminho chamado “Quarteto Misto longas”.

Nada pior que vc sentir-se forte, confiante, determinado como há muito não se sentia, e ser tirado da prova não por não agüentar o tranco, não por estar mal alimentado ou hidratado, não por não estar tão bem equipado ou com o psicológico 100% forte, mas sim por ter visto aquela paisagem toda que pretendíamos conhecer nos escapar das mãos e da visão por um cólica renal.

A ‘não possibilidade’ da mulher titular da equipe ir a esta prova na data marcada, nos fez buscar alguém, já que não tínhamos uma segunda mulher que fosse forte, e mais, tivesse ‘sangue nos olhos’ e não temesse dor ou roubadas, e foi ai então que surgiu a Carla Lima.

Carlinha foi escolhida não só por pedalar muito há anos e ter escolhido este esporte como seu hobby pessoal nos finais de semana. Não foi escolhida por ter em suas pernas a força já conhecida por um dos atletas AKSA.

Carla foi escolhida quando um dia, em tom de brincadeira, dissemos: “Se precisar vamos ter que comer calangos durante esta prova.” Assim que a frase foi completada, Carla com face séria completou: “Ué...se precisar mesmo nós comemos...” Risos seguiram-se pelo que acabávamos de ouvir e talvez pelo alívio em estar certo que ali estava a mulher certa que completaria tudo que já estava programado, e que sem ela jamais seria colocado em prática. Bem-vinda, Carla!

É certo que no remo já prevíamos uma má colocação, pois a Carla não tinha tanta afinidade com este esporte, porém, vale aqui dizer, que depois que ela estava remando há muitas horas, e eu vendo que ela nada mais ajudava na evolução do duck, por muitas vezes repeti: “Carla, pode parar um pouco, descansa os braços”, e claro, a resposta não poderia ser outra: “NÃO VOU PARAR!”. E mais uma vez, quase que involuntariamente, o sorriso silencioso vinha ao meu rosto.



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