As 78 equipes se preparam para a largada.
Foto: Luciana de Oliveira / Webventure
Atletas pegam a canoa para primeiro desafio.
Foto: Luciana de Oliveira
Atleta em trecho de costeira.
Foto: Luciana de Oliveira / Webventure
Trekking pelo asfalto no meio da prova.
Foto: Luciana de Oliveira / Webventure
Aventura sai da água após a natação.
Foto: Luciana de Oliveira / Webventure
Nora, capitã da Atenah, escala o forte.
Foto: Luciana de Oliveira / Webventure
Bertioga (SP) - Apenas 35 quilômetros. Mas uma prova "puxada", de explosão, e sob calor intenso. Assim foi a Litoral 2002, terceira etapa do Circuito Brasileiro de Corridas de Aventura (CBCA), realizada hoje, em Bertioga (SP) e região. Quem melhor superou o desafio na categoria Expedição foi a equipe Aventura 2, uma versão improvisada da Aventura, com Luís Antonio Teixeira, Francisco Perez, Betão e Adriana Nascimento.
À tarde, após 7h51 cumprindo trechos de canoagem, trekking e costeira, o time chegou nadando ao Forte São João, o mais antigo do Brasil, que também foi o local de largada. Em segundo ficou a Atenah, equipe onde predominam as mulheres.
A Techocean/Hiking, de Santos (SP), chegou em terceiro, mas foi penalizada por não ter cumprido integralmente a etapa da costeira e terminou a prova na quinta posição. Assim, a terceira colocação ficou com Cariocas na Lama, seguida da NXR. A Lontra Radical, que liderou boa parte da prova, terminou na oitava posição.
Remando contra - Ao todo participaram da prova 78 times, de três ou quatro integrantes. Às 8 horas, eles partiram ao lado do forte para pegar canoas canadenses (no caso das equipes de três integrantes) ou ducks (caiaques infláveis para duas pessoas; foram dois para times de quatro integrantes).
O sol já estava forte e a correnteza, contra os atletas. O trecho no Canal de Bertioga foi longo, o dobro do caminho para quem remava de canoa. Em seguida (PC 2), veio um trecho de trekking, que começava em local com a mata mais fechada. Dele fazia parte um Posto de Controle (PC 4) virtual.
Após o PC 5, as equipes voltaram a remar. Chegando à Marina Tropical (PC 6), alguns fizeram uma pausa para se alimentar - debaixo do calor do meio-dia, quase ninguém resistiu ao refrigerante gelado.
Ali poderiam optar por remar de novo ou seguir em trekking. Com a maré subindo e a correnteza novamente se virando contra, a escolha foi pelo trekking, que inicialmente podia ser feito pelo asfalto. A costeira foi o desafio seguinte apenas para as equipes que conseguiram passar no "corte" do PC 10 (16h).
Fôlego restante - A caminhada pelas pedras só foi encarada pelos primeiros times (categoria Expedição), que se aproximaram do final da prova atravessando o canal a nado. Os demais (categoria Aventura) fizeram a travessia em ducks. Mas o desafio só terminava quando um integrante da equipe escalava por uma corda o forte São João. Um esforço a mais, que exigiu o restante do fôlego dos atletas.
Na Aventura, a vitória foi a estreante em corridas, QTS, de Campinas (SP). A melhor equipe mista de quatro integrantes recebeu R$ 1 mil. Além disso, os dois melhores times mistos de três atletas e os três melhores mistos de quatro conquistaram a vaga gratuita na Mini-EMA, que acontecerá em julho. A próxima etapa do CBCA acontece em junho, em Campos do Jordão, também com duração de um dia.