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Guarulhos, SP

Blog da Thais Makino

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PERFIL

Sou escaladora há cerca de 13 anos. Tenho patrocínio da FIVE TEN BRASIL e LOJA CRUX (veja lista de links recomendados) e portanto este ano posso até me considerar uma atleta profissional... Apesar de ter me formado em Artes Visuais!

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Este é um blog pessoal e não reflete, necessariamente, as opiniões do Portal Webventure


Entrevista: 10 Anos de Ubatuboulder


Publicado por THAIS MAKINO SHIRAIWA em 24/04/12 às 12:32 na(s) categoria(s) dor de cotovelo
Muitos acontecimentos fazem aniversários históricos este ano, como o Montanhismo no Brasil, que já contabiliza 100 anos de existência.
Mas também acontecimentos menos importantes tem de ser comemorados, como é o caso dos 10 anos do surgimento da marca e evento Ubatuboulder.
Para celebrar a UBT saindo da pré-adolescência, segue abaixo uma entrevista exclusiva e de alto nível com os irmãos Paranhos, fundadores e diretores dessa organização séria e loucamente lucrativa.

Mas antes, algumas fotos incríveis utilizadas nas campanhas de Marketing da UBT Corp:


Tentativa de atrair clientes em potencial entre os ouvintes de sertanejo universitário.


Campanha da não-consciência alimentar esportiva, travada há muitos anos pelo Rodras.


Linha no boulder Dreamtime, 8b+ , Suíça. Na campanha sobre ética na Escalada.

E enfim, a entrevista:


1- Como a UBT Corporation foi fundada? Foi de cagada, assim como quem encontrou os boulders no Pontão da Praia da Fortaleza em Ubatuba?

Rodras: A UBT CORP é um tipo de empresa que aparece pro mundo muito raramente. Somos, sem falsa modéstia, uma empresa que reúne dois fantásticos escaladores, que ainda são irmãos entre si, um mais bonito que o outro, que descobriram o melhor lugar pra prática de boulder em Ubatuba e ainda produzem as mais belas camisetas com a temática escalada. Quando o planeta Terra viu essa conjuminação de fatores antes?

Linha: Eu senti uma ponta de inveja na pergunta, porque até onde eu sei (e não é pouco), as irmãs Makakino NUNCA descobriram uma área de boulder tão batuta quanto Ubatuba.

2- Como vocês fazem a seleção das pessoas que freqüentam o evento todos os anos? Por que não barram os escaladores sem camisa ou peludos demais e cobram mais caro a entrada dos que não tem perfil no 8a.nu?

Rodras: Nossa assessoria de imprensa é que faz uma minuciosa busca dos convidados. Além de escaladores carimbados, buscamos sempre mesclar com pessoas que possam agregar notícias relevantes pro nosso blog (quando eu digo notícia relevante estou me referindo à bullying).

Linha: Falando em off, nossa vontade era só permitir a entrada de brasileiros genuínos, da gema. Queríamos barrar principalmente o pessoal da comunidade oriental, eles sempre lambuzam as agarras de Shoyu, um saco. Nossos advogados acabaram condenando a ideia e depois, quando descobrimos que essa gentalha tinha bufunfa para gastar, abrimos a exceção!
Hoje em dia vendemos muitas camisetas em pastelarias e até no Japão:


http://everest.cocolog-nifty.com/gassan/2009/12/post-43ed.html


3- Vocês acham que deveria haver uma multa a ser aplicada toda vez que alguém quebra ou arranca uma agarra da parede tanto na academia como na rocha? A que se deve esse fenômeno, ao aumento exponencial de escaladores peso-pesados?

Rodras: Não vejo relevância nessa pergunta. Não tenho culpa que minha força não seja compatível com algumas agarras.

Linha: Meu irmão não é gordo, é apenas fofinho.

4- O que vocês acham mais importante:
a- sair bonito na foto
b- escalar bem
c- contar para seus amigos que não escalam como você é radical
d- ter uma namorada que não escala para impressioná-la com qualquer coisa que você fizer
e- ser feliz


Rodras: Pra UBT o mais importante é o povo continuar comprando nossos produtos. As outras alternativas a gente ja desencanou faz tempo.

Linha: Ser feliz é não ter que ouvir de um cretino qualquer que ele já escalou uma vez: EM UM RAPEL!

5- O que vocês seriam se não fossem empresários de sucesso que colecionam polêmicas e cadenas no 8a.nu?

Rodras: Eu gostaria ser feio, pobre e péssimo escalador, só pra sentir na pele as dificuldades das pessoas normais e ficar tentando barganhar uma camiseta de alguma marca ligada a escalada.

Linha: Nas noites mais frias, eu gostaria de ser peludo igual o meu irmão.

6- Vocês gostam de moda? Acham que os escaladores se vestem bem?

Rodras e Linha: Estamos sempre bem antenados com a moda. Mas a grande diferença entre moda e o que a UBT produz é que nossos produtos são clássicos. Você pode usar nossas camisetas por anos e anos e ela sempre vai continuar atual. Só recomendamos aos nossos clientes que lavem a camiseta com mais frequência com que tomam banho.

7- Se vocês pudessem ser uma celebridade da Escalada Esportiva Mundial ou um bicho, quem ou o que seriam?

Rodras: Como assim, eu ja sou ambas as duas coisas.

Linha: Eu seria um bicho surdo, para não ter que ouvir perguntas como essa.

8- Qual é a cor e a estampa de camisetas em que vocês apostam para este Outono-Inverno?

Rodras e Linha: Apostamos em todas as estampas que ja fizemos e nas cores disponíveis no site. O importante aqui é o povo gastar e comprar nossas camisetas.

9- Como fazer para comprar as famigeradas camisetas? Minha avó quer comprar, mas não sabe mexer no computador.


Rodras e Linha: Para comprar é muito fácil, basta ter dinheiro e acessar o site www.ubtboulder.com. Mas vamos abrir uma exceção e permitir que sua vó nos pague com cocos.

Qual numeração ela usa?



Linha: Já acabou? Podemos ir?

Rodras: To com fome. Vamos no Mc?

Linha: Não sei por que, mas me deu uma vontade de comer sushi...

O Ubatuboulder, na sua edição comemorativa de 10 anos de praia, boulder e bullying, vai acontecer nos dias 7, 8 e 9 de Julho de 2012, mais informações irrelevantes
aqui.

Boas escaladas e lembrem-se, aquela não é a minha vó!

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Delicadeza em terras australianas


Publicado por THAIS MAKINO SHIRAIWA em 25/09/11 às 20:39 na(s) categoria(s) dor de cotovelo
Como é bom encontrar pessoas incríveis durante as escaladas. Mais legal ainda é encontrar pessoas incríveis em vídeos de escalada como este australiano.
Neste vídeo podemos ver o cara decotando uma via aberta pelo Gullich não apenas em frente às câmeras, mas desmerecendo a escalada da própria namorada (é namorada? coitada) que está se esforçando muito para mandar. Tudo bem que o cara acha a via mais fácil do que dizem, mas ele escolheu um momento mais que adequado para se expressar.
Só faltou a Márcia Goldschimdt mediando a discussão quando a mulher vira e fala que se a via fosse um 8a era para ele ter feito à vista e não ter levado três semanas para mandar.
Hahaha! TOMA!
Nunca tinha visto um vídeo assim, talvez valha a pena pela vergonha alheia.



E no fim, fica o maior climão em terras australianas...
HAHHAHAHA!

Aproveitando o assunto decotagem de via, faço aqui um jabá da camiseta UBT que tem tudo a ver com o post.

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Será? Foi, não foi, ela fez, não fez não... AHH!


Publicado por THAIS MAKINO SHIRAIWA em 06/03/11 às 00:00 na(s) categoria(s) dor de cotovelo

Alex Johnson (The Mandala, v12) Fonte: DPM Climbing (Wills Young)

Na semana passada eu havia escrito sobre esse artigo da Dead Point Magazine que falava de dois casos recentes em que diversas pessoas duvidaram das conquistas de duas grandes escaladoras americanas.
Meu post sumiu depois que o publiquei e não entendi como isso aconteceu...! Então estou eu aqui pacientemente tentando reescrever meu texto...

A Alex Johnson (cujo blog está na lista de links aqui ao lado) divulgou que encadenou o clássico boulder de Bishop (CA, EUA) The Mandala (V12), e então surgiram várias dúvidas sobre sua conquista. No artigo diz que foi porque ela usou agarras e movimentações diferentes, mas que até então, não só ela como muitos outros escaladores fortes, como o Dave Graham, também não fizeram da mesma maneira que Chris Sharma em sua primeira ascensão. Ou seja, se ela não fez o boulder, então muitos outros antes dela também não fizeram.

É ressaltado no artigo como esse tipo de atitude (prejudicar a imagem de alguém de forma gratuita) é ruim para o esporte, para o atleta que está sendo confrontado, para os patrocinadores, para a escalada em geral. Sinceramente, para mim é ridículo duvidar da capacidade de uma escaladora de nível internacional como a Alex Johnson.

Porém, essas dúvidas surgem porque um dos grandes problemas da escalada (não só do boulder) é exatamente a dificuldade em se estabelecer regras, parâmetros ("Isso está certo, isso está errado, essa agarra vale, essa não, o começo é aqui, o começo é lá") e de se controlar o que realmente foi conquistado e muitas vezes se a graduação proposta é correta. Isso é uma pedra do tamanho de um boulder no sapato.
São assuntos delicados para se discutir.

Mas eu não imaginei, a princípio, que esse tipo de problema atingisse os escaladores 'top', mas aparentemente são coisas inexoráveis, que vão aparecer conforme o esporte evolui.

Acredito que em qualquer esporte existam os que gostam mais de falar, apontar erros e culpados, colocar lenha na fogueira e tratar esses assuntos como fundamentalistas islâmicos (!). Mas principalmente nesse caso fiquei surpresa, porque pareceu que os que duvidaram da conquista da Alex Johnson o fizeram por ela ser mulher, escalando uma linha clássica e realmente invejável. Senão teriam apontado Dave Graham também como uma fraude.

Por que essas pessoas de mente estreita não quebram as agarras do Mandala, então? Aí ninguém mais escala.

Brincadeira!

Por favor não façam isso. Nem lá, nem aqui no Brasil.
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Tô na chuva é pra me molhar...


Publicado por THAIS MAKINO SHIRAIWA em 18/12/10 às 02:18 na(s) categoria(s) dor de cotovelo

(foto: Anna Shaw)


O post vai ser breve por um único motivo: Estou digitando com apenas uma mão pois a outra está imobilizada juntamente com o antebraço e o cotovelo...!

Fim de semana passado fui para São Bento e aproveitamos (eu, Babaleia, Anna e Alex, sempre os mesmos...!) para conhecer uns boulders no Aranha que nunca tínhamos escalado, depois da gruta e o do bloco do Alice.
Entramos no bloco do Derretidos, v10 e achei curiosa a formação rochosa e o difícil movimento de se esquivar de uma pedra para continuar valendo o boulder! haha Ainda bem que o fiscal da escalada ética, o panda escalador, o piadista da Ubt corp. não estava lá para nos acusar de cometer os terríveis "dabs"!
Enfim, tivemos bons momentos neste boulder e desconfio que faltou apenas alguns crashes a mais para encorajar o Marcelo e o Alex a mandarem. Eu ficava lá pela pedra do dab mesmo...!

Subimos a trilha mais um pouco e entramos num boulder lindo, com movimentos lindos, um v7 cujo nome esqueci!!!!!!! Mais tarde atualizo com o nome certo, pois o boulder é muito bonito mesmo, com uma vista linda.

Quando descemos encontramos o Belê e um pessoal de BH e colocamos todos os nossos crashes na base do Jack Sparrow, v10, já que a queda ali podia ser feia, por causa do dinâmico que dá o grau ao boulder.
Já estávamos bem empolgados pois tínhamos visto o vídeo do Belê fazendo a primeira ascensão (http://www.ubtboulder.com/2010/11/tecnologia-em-videofilmagens.html) e quando entrei (sentindo um sofrimento antecipado, típico de quando você quer tentar algo além do seu alcance) percebi que talvez o boulder se encaixasse muito mais ao meu estilo do que eu pensava.
A hora seguinte passou rápida e meio maluca demais, pois estava caindo exatamente na última agarra do boulder. Fiquei meio pasma com a idéia e tentei diversas vezes, sempre caindo ao pendular na última agarra, e pensando o que de errado acontecia comigo. Mestre Belê ainda me deu dicas importantes, e as pessoas que estavam lá comigo me incentivaram demais!
Infelizmente poderia ter sido, mas não foi o dia desse boulder, um dos mais divertidos que já entrei.
Na minha última tentativa desse 1º dia pendulei, meu corpo virou diferente e na queda caí apoiando a mão esquerda no crash antes do resto do corpo, e senti todo o impacto esmagando meu cotovelo.
A seqüência foi cheia de gritos, choros e palavrões, eu estava deitada, alguém segurou meu braço, doía muito, me acalmaram, chorei, ri, praguejei, de repente eu estava de pé, de tênis, com uma tala perfeita imobilizando meu braço, senti tontura, sentei, tomei água, ganhei um fandango, agradeci a galera de BH e desci a trilha.
Sóóó depois entendi como tudo aconteceu e em qual seqüência, na hora só vi flashes dos acontecimentos!

No hospital de São Bento tomei injeção, fiz raio-x, ganhei uma tala gessada. Aqui em SP fui no consultório do ortopedista e boulderista Gustavo Marchitto, quem melhor pra entender o que aconteceu comigo? E agora eu sou eternamente grata a ele!
Não só a ele como aos amigos que me ajudaram na hora e depois, é bom saber que podemos contar com as pessoas!
Todo esse post foi feito pra isso na verdade, para eu agradecer o Marcelo Babaleia, a Anna e o Alex que ficaram esperando muito tempo comigo no hospital , o Belê que além de me incentivar sempre, tem preocupação equivalente a de pai e mãe, aos meninos de BH que me ajudaram e principalmente ao Pedrinho da Adrena que fez uma tala muito elogiada pelo médico de São Bento, tão boa que ele resolveu passar 3 pacientes à minha frente, hahahaha!
O que importa é que não tenho fratura, mas como lesionou tendão, ligamento e músculo, preciso ficar cerca de 20 dias imobilizada. Até o Natal espero fazer barra com um braço, pois não estou aguentando ficar parada e já quebrei a primeira tala gessada!!!!
Vou aproveitar agora esse finzinho de ano quieta e comendo comidas das festas de fim de ano à vontade, partindo do princípio de que eu mereço o que eu quiser até tirar a tala do braço! E quando eu voltar espero ter que entrar menos vezes no Jack Sparrow pelo bem da minha saúde... mas que boulderzinho filha da mãe! Ele te atrai e então te cospe no chão!


Eu e o cookie gigante. Mimos gastronômicos são idéias ótimas quando seu braço está inutilizado.
(Foto: Marcelo Babaleia)


Um meio abraço, obrigada de novo, boas festas e ceias de fim de ano e até 2011!
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