Hoje, o dia no Brasil Wild Extreme foi exaustivo. A saída de Palmas (TO) foi às 9h da manhã e o percurso teve 500 quilômetros em terreno de terra muito acidentado, ou seja, viagem devagar.
No fim do percurso para chegar em Mumbuca, comunidade que abrigará a largada da prova, o ônibus da imprensa atolou a menos de um quilômetro do local e travou a estrada para todos os outros que vinham atrás. Atletas e imprensa fizeram de tudo para desatolar o veículo, mas nada que adiantasse. O jeito foi colocar a mochila nas costas e, a noite, caminhar até Mumbuca. Mas a chegada compensou a lama, o calor e o stress. As crianças gritavam na nossa chegada, dizendo “bem-vindos” e comemoravam a eliminação de sua ansiedade a nossa espera. Foi uma das cenas mais bonitas que todos que ali estavam já viveram, mas típicas de corridas de aventura, quando vamos para locais super carentes de atenção e de infra-estrutura, em que somos recebidos como heróis e trocamos experiências fantásticas com todos aqueles que tem quase nada, mas fazem questão de dividir com todos. Um momento que compensou qualquer desgaste que pudéssemos ter em qualquer dia da nossa vida. E o agradecimento fica não só para os moradores de Mumbuca, como à Prefeitura de Mateiros, cidade com dois mil habitantes, que recebeu a imprensa após a saída de Mumbuca e onde jantamos na casa do prefeito da cidade.Além dele e da primeira-dama, o secretário de educação do município, o Poliano, merece um agradecimento especial por abrir as portas da prefeitura para que eu pudesse usar a internet em plena noite de domingo. Coisas que só a aventura faz por você...
Atletas ajudando a desatolar o ônibus
Recepção em Mumbuca - Foto de David Santos Jr
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