


Sigo em Roraima na Press Trip do Sebrae e hoje foi dia de conhecer a cidade de Boa Vista, que fica às margens do Rio Branco. Um fato curioso chamou a atenção de todos na Diocese da cidade, que foi restaurada recentemente e ganhou novos quadros que retratam a Via Sacra, caminho percorrido por Jesus Cristo durante sua crucificação.
O padre local contratou o artista Augusto Cardoso para pintar as telas, mas pediu que ele misturasse o clássico com o moderno e acrescentasse alguns elementos diferenciados. Ao acompanhar a obra, que tem influência do surrealismo, encontramos as mais diversas simbologias, mas uma que chamou a atenção foi a de Jesus Cristo em nu frontal, com Maria à sua frente um tanto quanto fascinada com o que via.
O quadro ficava no salão de entrada da ingreja, mas há alguns meses foi danificado por um vândalo, que fez um rasgo na pintura. Talvez obra de algum purista, já que a novidade divide a comunidade e alguns chegaram a pedir que o pintor cobrisse com um pano o membro de Jesus.
Toda a Via Sacra pintada por Cardoso possui algo diferente e uma delas inclusive possui a caricatura do Presidente Lula no canto inferior esquerdo.
Bom pessoal, fico por aqui, pois o sol castiga com seus 35 graus e tem uma piscina me esperando no andar de baixo do hotel....Até a próxima!

Reprodução da tela em que Jesus aparece nu

Em uma das pinturas da Via Sacra, o Presidente Lula faz uma aparição especial
As imagens doram reproduzidas do catálogo do autor, que autorizou a publicação.
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Bom, eu pensei nisso depois da caminhada de 14 horas da
Cachoeira da Fumacinha, última da Travessia na Chapada. Ledo engano! A
Fumacinha fica no extremo sul do Parque Nacional da Chapada Diamantina e precisaríamos
voltar para o extremo norte no mesmo dia, de carro.
(esse era o estado na IDA caminhada)
Aos 45 min do segundo tempo Julio Pieroni conseguiu uma aeronave para a cobertura oficial e tb eventuais resgastes. Para nossa surpresa o helicóptero é decorado com motivos da famosa marca italiana de F1, a Ferrari. Estamos fazendo o maior sucesso. Cada pouso e decolagem mil flashes!!!! O Jalapão visto de cima é incrível. Nas fotos abaixo estou com meu companheiro de cobertura Marcos Romani do programa Gravidade Zero no Aeroporto do Jalapão, município de Ponte Alta do Tocantins e uma vista da Serra do Espírito Santo por onde passou o primeiro trekking. Só por curiosidade: algumas semanas atrás estive aqui neste mesmo lugar com o Du Sachs fazendo o levantameno do Rally dos Sertões.

Hoje, o dia no Brasil Wild Extreme foi exaustivo. A saída de Palmas (TO) foi às 9h da manhã e o percurso teve 500 quilômetros em terreno de terra muito acidentado, ou seja, viagem devagar.
No fim do percurso para chegar em Mumbuca, comunidade que abrigará a largada da prova, o ônibus da imprensa atolou a menos de um quilômetro do local e travou a estrada para todos os outros que vinham atrás. Atletas e imprensa fizeram de tudo para desatolar o veículo, mas nada que adiantasse. O jeito foi colocar a mochila nas costas e, a noite, caminhar até Mumbuca. Mas a chegada compensou a lama, o calor e o stress. As crianças gritavam na nossa chegada, dizendo “bem-vindos” e comemoravam a eliminação de sua ansiedade a nossa espera. Foi uma das cenas mais bonitas que todos que ali estavam já viveram, mas típicas de corridas de aventura, quando vamos para locais super carentes de atenção e de infra-estrutura, em que somos recebidos como heróis e trocamos experiências fantásticas com todos aqueles que tem quase nada, mas fazem questão de dividir com todos. Um momento que compensou qualquer desgaste que pudéssemos ter em qualquer dia da nossa vida. E o agradecimento fica não só para os moradores de Mumbuca, como à Prefeitura de Mateiros, cidade com dois mil habitantes, que recebeu a imprensa após a saída de Mumbuca e onde jantamos na casa do prefeito da cidade.Além dele e da primeira-dama, o secretário de educação do município, o Poliano, merece um agradecimento especial por abrir as portas da prefeitura para que eu pudesse usar a internet em plena noite de domingo. Coisas que só a aventura faz por você...
Atletas ajudando a desatolar o ônibus
Recepção em Mumbuca - Foto de David Santos Jr
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O trabalho aqui no Brasil Wild Extreme é enorme e nem começou... mas a fome já é extreme! Se o nosso querido David sofreu com o cachorro quente extreme no avião, compensamos em frente ao hotel em que estamos hospedados em Palmas (TO) – e ainda preciso avisá-lo que na volta da nossa peregrinação pelo Jalapão, estaremos salvos!
Em frente ao hotel em que a imprensa está hospedada há uma pizzaria que tem uma pizza gigante (e é esse nome que está no cardápio) com 12 pedaços e quatro sabores. Só isso para acabar com quem quase nos acaba, o estômago vazio! Na foto, Jeff – o famoso Batman das corridas de aventura – baba em cima de um pedaço gigante desta monstruosidade. Isso sim que é uma pizza extreme!
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É isso mesmo a Brasil Wild já começou Extreme mesmo. No vôo de SP para Palmas compartilhei com meu companheiro de Corrida de Aventura W Togumi este Hot Dog Extreme! Pão duro, frio e sem recheiro! Foi uma prévia das nossas refeições a partir desta segunda feira.
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Já havia andado no Mercedes Atego de André em treinos, mas nada se compara a uma competição de verdade. Eu conhecia bem (na teoria) o trabalho do navegador e do piloto, mas pude acompanhar na prática a confiança que um tem no outro e as explicações precisas dos tipos de curvas e buracos. Além, e claro, do profissionalismo e competência que cambem a cada um.
Se eu já admirava esses profissionais, agora os admiro ainda mais. Além do extremo calor dentro da cabine, a concentração tem que ser total o tempo todo, tanto do piloto, como do navegador.
Mesmo com a competição rolando, o caminhão fazendo curvas fechadas em alta velocidade, buracos e lombas, ainda viravam e me perguntavam se eu estava bem e se estava curtindo. Achei isso o máximo!
Ops! - Em uma das referências, Maykel cantou para André: “Poça com erosão e dá para passar pela esquerda - 200 metros”. Falou novamente aos 100m e nos 50m a referência já estava no visual e André posicionou o caminhão à esquerda da pista. Quando passamos pelo local, o peso-pesado deu um solavanco e nós três chacoalhamos muito dentro da cabine. Passados cerca de 300 metros, já recompostos, André diz rindo: “É, acho que não dava para passar pela esquerda”. Também brincando, Maykel respondeu: “Juro que a planilha dizia que dava”. E sobraram gargalhadas em meio às referências quase contínuas da prova.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o público durante o trajeto. Famílias inteiras fizeram do rali seu programa de domingo. Em cima de carros, árvores, cercas e casas, se espremiam para ver o rali passar. E gritavam... como gritavam! Claro que dentro do caminhão de 10 toneladas não dava para ouvir, mas dava para ver os gestos, acenos e até entender as palavras de apoio.
Mesmo com o trecho travado, cheio de curvas e buracos, André ainda conseguia olhar e acenar para a multidão, retribuindo o carinho e apoio que tentavam transmitir.
Só tenho a agradecer ao André e o Maykel pela gentileza de terem me levado para essa experiência incrível. Eles, como todos os outros pilotos e navegadores, merecem todo o nosso respeito e admiração, pois quem pensa que estão lá à passeio, estão muito enganados. Eles fazem um trabalho sério e comprometido. E são muito bons nisso!
