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Brasil Soul termina entre os Top 10


Publicado por Mario Roma em 30/03/09 às 19:14 na(s) categoria(s) Cape Epic

Inúmeros motivos para comemorar! Terminar uma prova técnica de 8 dias com 685km e 14.663m de ascensão sem um único problema de equipamento (nada tive que fazer em minha bike além de colocar óleo e duas vezes calibrei os pneus), nenhum tombo feio, em ótima companhia com um parceiro que conheci poucas horas antes da largada e sem um único atrito. Com certeza foi uma prova perfeita.

A compensação foi passar a fazer parte do seleto grupo dos Amabubesi (pilotos que já concluíram mais de 3 Cape Epic). Mais uma Ultramaratona de MTB concluída, minha nona e finalizar em nono lugar na categoria máster quando, duas semanas antes nem pensava em vir para Cape Epic. Foi uma participação totalmente improvisada!

Usando a minha experiência e de meu parceiro Russ, com a base de treino que a Adriana me providencia durante todo o ano, me levou até resultado final. Agora, já passou aquela emoção de cruzar a linha de chegada e mais uma vez, com minha velha antiga bandeira meia Brasileira meia Portuguesa e hoje, enquanto caminhava pelas ruas de Cape Town, vou lembrando alguns momentos de uma semana inesquecível.

Mas... segunda-feira já esta aí. A caixa de e-mail bem lotada e antes mesmo de escrever esta última nota, já dei uma filtrada em meus e-mails. Amanhã a vida de mais um "Comum em um lugar incomum" continua e a rotina me espera. Trabalho, escola, estudo com minhas filhas e por aí vai... nada mais ou menos diferente que grande parte de todos vocês fazem! Espero que ano que vem a comitiva brasileira seja ainda maior e até possamos ver os nossos atletas de elite vir lutar por uma camiseta de leader e somar pontos na UCI.

Não posso deixar de agradecer a todos que me apoiaram. Amigos, patrocinadores, família e minha esposa Andrea e minha filhas Giulia, e Sophia. Todos os Brasileiros e Portugueses que estiveram presentes, mídia, pilotos, apoio, Day Tripers, cada um fez sua parte de uma forma muito digna e buscando vencer seus desafios pessoais da melhor forma possível. Meus PARABÉNS a todos.

Participantes na Cape Epic 2009:
Junior Francisco Costa Fernando Cesar Brandao Paulo Petrelli Mario Polakiewicz Gregory Samara Cristiano Garcia Ricardo Cruz Vinícius Montenegro Alfredo Carvalho E Silva Paulo Luciana Cox - Adriana Dalman Boccia Fabiano Nyenhuis - Felipe Miranda Pais Rafael Niro Alves - Filipe Xavier Flavio dos Santos Meireles - Pablo Rodriguez Jair Pinheiro - Abitante Marcos Aurélio Juliano Simoes - Donga Rodrigues Eduardo Rocha - Michel Bögli Marcelo Sampaio - Jayme Alves Filho Eduardo Soares - Daniel Aliperti

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A penúltima etapa foi o sonho de qualquer Mountain ...


Publicado por Mario Roma em 27/03/09 às 13:50 na(s) categoria(s) Cape Epic

Após a festa da comitiva do Brasil ontem a noite, o dia amanheceu fresco e largamos em direção a um verdadeiro parque de diversões! Foram 86km e 1.546m de ascensão que deixou todos encantados. A única palavra para descrever o dia de hoje é: PERFEITO. Puro mountain bike! Foram dois single track perfeitos e ainda o último com mais de 5km de extensão com curvas perfeitas pontes e tudo o que qualquer mountain biker sonha em fazer um dia de bike.

 

Hoje, tive uma nova experiência após 3 Cape Epic. Parei com meu parceiro antes do ultimo single track e fomos recebidos por um grupo com uma garrafa de champanhe e taças de vidro e fizemos um brinde em pleno percurso! Mais uma vez comprovei o real espírito da Cape Epic. A interação entre os pilotos, o público, o staff, os apoios, os repórteres é incrível.

 

Como não consigo descrever mais o quão perfeito o dia de hoje foi, deixo que as diversas fotos mostrem o que esta rolando deste lado do oceano Atlântico na Cape Epic.

 

No meio dos 1.200 atletas tem um atleta realmente especial: Dane Wilson. Sem dúvida, é uma pessoa comum mas, seu resultado é o mais incomum. Desde de nascença Dane Wilson não tem a parte inferior do braço, era ciclista de velódromo e aos 6 anos de idade resolveu fazer provas de endurance. Essa é sua primeira Cape Epic e me comentou que o mais difícil é a prova em si. O braço para ele, não é nenhum problema! Isso mesmo. Imaginem fazer em 8 dias, 685km e subir 14.603m com um braço só? Eu não consigo imaginar... A força e a determinação de uma pessoa dessas está acima de qualquer campeão. Másters que andam mais que os jovens, mulheres mais rápidas que homens, máquinas de destruição como campeões mundiais. Esses são inúmeros...

 

Hoje, para fechar entre os feras, o campeão da etapa foi Bart Brent Jeans com os seus 47 anos de idade. Incrível como um homem ainda nesta idade pode vencer de feras como Hermida, Sauser, Platt entre outros tantos campeões.

 

Amanhã temos a sétima etapa. Estou a caminho da bandeirada final, da famosa camiseta de Finisher e de se tornar um Amabubesi (atletas que completaram mais de 3 Cape Epic). Conheceremos os 15 campeões, três de cada categoria.

 

O percurso amanhã tem 60km e 1.760m de ascensão até Lourensford.

 

Mas a minha admiração e respeito na Cape Epic 2009 vai para Dane Wilson. (foto)

 

 

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A mais bela etapa da Cape Epic 2009


Publicado por Mario Roma em 26/03/09 às 13:20 na(s) categoria(s) Cape Epic

Durante o percurso de 86km e 1.546m de ascensão até Oak Valley, pudemos observar diversos cenários impressionantes. No ponto mais alto da prova, podíamos ver o Oceano Índico. Um cenário deslumbrante. Mais a frente um pouco, presenciamos a África selvagem com Búfalos e como não existe dois sem três, terminamos fazendo um single track de 5 km até a cidade conhecido como o melhor single da África do Sul.

Foi mais um duro dia de Cape Epic. Acidentes vão acontecendo. Hoje sofri uma queda quando um outro piloto caiu na minha frente e não deu tempo para frear. Meu parceiro Russ a cada dia se mostra como um verdadeiro veterano da Cape Epic - é a sua quarta participação. Sempre puxando e incentivado, hoje mesmo chegou a empurrar a esposa de um atleta brasileiro que esta participando do Day Tripers. É esse o espírito das Ultramaratonas! Meus últimos km vim empurrando um piloto com o braço quebrado. A cada dia, a prova vai fazendo suas vítimas.

Felizmente ainda não tivemos um único problema mecânico. No meu equipamento, além de um desengraxante, um lava rápido e um óleo na corrente nada mais foi feito. Tudo funcionando como um relógio Suíço na mina Scott Spark RC.

Amanhã já e o penúltimo dia da Cape Epic. Iniciamos a contagem regressiva! Mais dois dias e estaremos todos finalizando o desafio pessoal de cada um.

A sexta etapa tem 86km e 1.546m de ascensão com diversas subidas e uma longa escalada de 20km, além de duas descidas técnicas onde o cansaço, junto com a falta de reflexo, pode causar algumas vitimas.

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A quarta etapa me castigou!


Publicado por Mario Roma em 25/03/09 às 18:37 na(s) categoria(s) Cape Epic

Largamos com tempo fechado às 7h da manhã e foi um inicio rápido. Minhas pernas logo no início sentiram o cansaço e ainda tinha pela frente 114km e 2.202m de ascensão. Agora são 9h da noite aqui e 16h no Brasil. Todos já dormem, e eu estou fazendo esta matéria. No Brasil se diz "Querer assobiar a chupar cana" - definitivamente não é fácil conseguir conciliar a rotina de informações com uma prova desta intensidade e com quarenta e muitos no esqueleto e ainda, com falta de treino pois quando soube que minha parceira de equipe Adriana Nascimento iria sofrer uma cirurgia, abandonamos o foco da Cape Epic.

Mas, não estou reclamando. Nem posso! Com estas missões todas e ainda estar entre os Top 10 da Master, uma categoria só de experientes e com 126 equipes. Mas que eu senti na pele, eu senti. Espero amanhã me sentir melhor...

O percurso de hoje foi rápido com muitas estradas de terra batida, o que dificultou. No início meu parceiro caiu em um acidente mas foi só um pequeno aranhão no joelho.

Amanhã sairemos de Greyton para Oak Valey. Etapa com 11km e 2.233m de ascensão com três grandes morros pela frente.

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Terceira etapa com 73 km Épicos!


Publicado por Mario Roma em 24/03/09 às 15:05 na(s) categoria(s) Cape Epic

Depois de já ter pedalado duas Cape Epic e uma Cyderberg o que resulta em mais de 2.000km de trilhas neste país, hoje foi uma das, senão a mais bonita etapa que pedalei.
A largada já foi logo uma subida, o que castiga bastante as pernas. Uma das maiores dificuldades do dia foi um "puxa bike" de 45 minutos com inclinações de 18%. Já com as pernas cansadas e o piso de pedra solta, todos empurraram e no fim foi obrigatório carregar a bike. Mas a compensação foi algo surreal. Um visual inesquecível, descidas com velocidades alucinantes e um single track maravilhoso até cruzarmos a linha de chegada em Gryton.

 

Hoje meu parceiro sofreu uma queda e um furo, mas nada de grave. Estamos conseguindo cruzar a chegada todos os dias com um bom sorriso no rosto em função do trabalho de equipe e a experiência acumulada dos dois, totalizando 7 Cape Epic. Com certeza é um aliado extra.

 

Amanhã iniciaremos a contagem decrescente. Saindo de Greyton e voltando para mesmo lugar. Todos estão apreciando dois dias em cada cidade. Todos acabam por ter mais tempo para descansar e até conhecer as cidades.

 

A quarta etapa terá 114km e 2.002m de ascensão. Imaginem que, para a organização, esse é o dia mais fácil! Amanhã conto para vocês o que significa esse padrão de fácil...

 

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A segunda etapa já fez suas vitimas!


Publicado por Mario Roma em 23/03/09 às 15:57 na(s) categoria(s) Cape Epic

Hoje foi um dia marcado por inúmeros acidentes e pilotos sentindo o esforço de dois dias de prova.

A largada foi rápida e o sol de frente misturado com a poeira reduz a visibilidade de todos a quase nada, o que provocou inúmeros acidentes no início da prova. Entre eles, um dos Top Rider da Equipe Absa Cape Epic que fraturou os dedos da mão. O Campeão Mundial Christoph Sauser me comentou ontem que durante a primeira etapa perdeu 8.5kg e para repor tomou 5 litros de líquidos mas, mesmo assim, perdeu 3.5kg. Eu pessoalmente estou consumindo em média 5000 calorias por dia, são muitos hamburgers!

O percurso de hoje foi favorecido pelas nuvens no início segurando o calor intenso. Um percurso rápido entre duas fortes subidas, a primeira no km 65 e a segunda e mais alta no km 95. Não sendo só as subidas o maior problema, as descidas também não foram fáceis. Muito técnicas e com grandes erosões.

O vencedor foi novamente o Campeão Mundial Christoph Sauser com 3h53 não dando chance para seus adversários. A equipe que ficou em segundo ontem - Bulls, quebrou a roda. Passamos por um membro da equipe deles empurrando sua bike e, passado um tempo, seu parceiro retornando na contra mão com uma nova roda na mão e, após alguns minutos os dois estavam ultrapassando todos a uma velocidade impressionante.

Marcelo Sampaio integrante da equipe "Os Mantiqueira - Adriana Nascimento" faz sua primeira participação na Cape Epic e descreve sua impressão:

Evento: Muito organizado, rigoroso com horários e incrivelmente, tudo funciona. Pensam em tudo que o participante precisa e pode querer.  Refeições variadas, saborosas e fartas. Pessoas da organização sempre prestativas e animadas, não deixam a peteca cair. Paramédicos em motos e quadriciclos em todo percurso. Tenda médica super equipada, oficinas, pessoas para lavar as bikes, massagem, banho, etc... Todos os dias, três pontos de abastecimento com isotônicos, refrigerantes, frutas, barras energéticas. O evento dos sonhos de qualquer amante do Mountain Bike.

Percursos: Este ano fui agraciado pois o percurso está mais técnico. Estão presentes os estradões, conectando belas subidas e descidas técnicas em trilhas. Mas como não pode deixar de ser, duro. Em duas etapas além do prólogo, rodamos 214 km, acumulando aproximadamente 3.200m. Vegetação, solo diferente, muito bom.

Ambiente: Diferente para mim interagir com ciclistas do mundo inteiro, jantar e tomar café ao lado dos prós da elite mundial. Clima de camaradagem e união em torno da bike!

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O primeiro dia ferveu!


Publicado por Mario Roma em 23/03/09 às 10:54 na(s) categoria(s) Cape Epic

Hoje foi um dia Épico, além da força da África. Largamos de Gordon's Bay num visual deslumbrante. Tinhamos pela frente uma primeira subida com 600m acima do nível do mar. E ela foi até social pois largamos às 7h da manhã e a temperatura ainda estava dando uma trégua. Depois das 11h, o calor virou insuportável. Tivemos de vencer a famosa Groenlandberg com os seus mil metros de altitude e 8% de inclinação durante 5km. Acharam que subir foi o problema? Imagina depois de tudo isso sair de 1000m de altitude para 200m percorrendo um piso duro e cheio de pedras por 15km... ao chegar na base, nossos braços pareciam ter se separado dos ombros literalmente.
Do Km 80 até a Villiersdorp, enfrentamos muita areia o que acabou de matar o que restava das pernas após 112km e 2.769m de ascensão. A organização já tinha avisado esta seria a mais dura das etapas da Cape Epic. Já é uma tradição do evento iniciar mostrando com o que existe de pior.
Amanhã, sairemos de Villiersdorp mesmo - uma novidade no evento adicionada este ano é não ter que carregar aquele famoso saco com nossos pertences para o caminhão às 5h30 da manhã TODOS os dias!

O desafio de amanhã tem 110 km e 1.527m de ascensão com três fortes paredões. 
Hoje, o vencedor geral foi a dupla de Christoph Sauser e Burry Stander com tempo de 5h31. Achou pouco para um campeão do mundo? Olhem o tempo da equipe mista com Luso Alemão - Nico Pfitzenmaier e Alison Sydor: 5h35! Realmente, esses atletas da ponta não são, definitivamente, pessoas comuns! 
Mas a raça e determinação dos outros 1.176 atletas é fenomenal. Não estão focados em classificações mas sim em atingir uma conquista pessoal.

* As fotos são da Sala de Imprensa de onde sai mensagens para todo o mundo, inclusive essa minha. A da Adidas, que estamos deitados, são umas camas com massagem elétrica para os atletas.

 

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A primeira pedalada foi dada!


Publicado por Mario Roma em 23/03/09 às 10:42 na(s) categoria(s) Cape Epic

Sábado, dia 21 de março foi dado um pequeno exemplo do que serão os próximos sete dias na vida dos 1.180 bikers na Cape Epic.

Todos sentiram que a organização optou este ano por uma prova mais exigente, tanto fisicamente quanto técnicamente.

O prólogo teve 19km e 650m de ascensão. Foi aos pés do cartão postal da cidade de Cape Town - a Table Top Mountain. Com largadas de 30 em 30 segundos a partir das 8h da manhã, as equipes foram largando e sentindo o percurso com subidas fortes e single track exigindo a técnica dos pilotos. Conforme o sol foi subindo, o calor foi virando um adversário extra. A média das equipes girou em torno de uma hora. Óbvio que os imortais como por exemplo os vencedores da categoria mista, fizeram os duros 19km em 49 minutos. Os feras como o campeão mundial XC Sauser ou Hermida medalha de prata olímpico, literalmente voaram sobre Cape Town.

A comitiva brasileira está inteira e cada um dos integrantes que cruzei estava animado e deslumbrado com o evento.

Domingo, dia 22 será dada a largada as 7h. A primeira etapa sai de Gordon's Bay e vai para Villiersdorp. Nesta hora, o comboio de ciclistas de todo mundo estará definitivamente rolando e aos poucos, a rotina das ultramaratonas começará a tomar conta de todos. Serão 112 km e 2.729 metros de ascensão considerado por muitos, pra não dizer todos, como uma das mais duras etapas da Cape Epic 2009.

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Russ: meu parceiro de último minuto!


Publicado por Mario Roma em 18/03/09 às 11:18 na(s) categoria(s) Cape Epic

A menos de 48 horas da largada, conheci meu parceiro totalmente virtual. Com certeza uma nova experiência a qual será inédita para ambos.
O que temos em comum? Um amigo, a admiração pela Cape Epic, o resultado de 5 Cape Epic finalizadas entre os dois, o objetivo e no fim da semana que vem, elevar esse número para o total 7 Cape Epic finalizadas entre nós. Será um dupla com peso também na idade: 46 para mim e 40 para meu parceiro.
Esta foi a carta de apresentação que estava em minha caixa de email:
Olá sou Russell de Jager,nascido e criado na África do Sul e residente em Cape Town na ponta do continente Africano. Comecei a pedalar faz 10 anos para me manter saudável e em forma (Mário idem desde 2001). A pulga me mordeu e comecei a participar de provas. Meu espírito competitivo logo foi se revelando e decidi começar a competir. Faz 4 anos que levei a sério as competições e comecei a ter um certo sucesso em minha categoria (a qual é extremamente competitiva). Em 2007, conquistei um 27º lugar na geral da Cape Epic. Devido a dificuldades de patrocínio não estava inscrito para a Cape Epic 2009, prova que eu adoro...ai eu recebi uma "pânico" ligação do diretor da Cape Epic Kevin Vermaak, dizendo que tinha um amigo dele brasileiro que precisava de um parceiro e se eu..... antes que ele terminasse eu respondi SIM! Então, aí vou eu para mais uma! Eu me sinto honrado em ser o parceiro de equipe Mário, uma vez já sabendo o tipo de pessoa que é, sei que nos divertiremos e compartilharemos de inúmeras experiências durante os 8 dias da Epic.

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A caminho da terceira Cape Epic


Publicado por Mario Roma em 18/03/09 às 11:16 na(s) categoria(s) Cape Epic

Aqui estou tomando uma bica (café expresso) em Lisboa, minha terrinha de berço, após ter deixado ontem a noite o Brasil, minha terra por opção.
Fiz um belo vôo pela TAP Portugal e mais uma vez não tive que pagar os famosos US$100 - a TAP não cobra para tansportar bike - por levar a minha parceira Scott Spark RC. 
Falando de parceira, estou aqui a dois dias da Cape Epic, sem parceiro. Espero que ao entrar na Internet, esse "pequeno" detalhe já esteja sido contornado pela sempre eficiente organização do evento.
O motivo de não estar com minha parceira de equipe nesta bica em Lisboa é que a Adriana Nascimento sofreu uma cirurgia após retornarmos da Transandes Challenge e, por conselhos médicos, foi sugerido fazer um repouso mais prolongado. Nesse momento estava descartada minha participação no evento.
Treinos suspensos e foco em outras metas. A menos de uma semana, expliquei minha situação para meu amigo Kevin e o mesmo me respondeu: "Negativo! Você tem que vir! Eu te arrumo um parceiro!" Então, acabei por vir para a Cape Epic como amigo, jornalista e até parceiro de TV a pedido da organização.
Enquanto isso, na semana que vem a Adriana já inicia seus treinos de MTB com foco na Copa Internacional em Araxá.
Ontem, no aeroporto de Guarulhos, o movimento de bikers a caminho da Cape Epic era algo fora do comum. Pessoalmente fiquei muito realizado ao poder ver o resultado de um trabalho que teve início em 2003, que foi quando participei da primeira ultramaratona - a Transalp, com o lema "Pessoas comuns em lugares incomuns".
Essas "pessoas comuns" eram extamente as pessoas que estavam na roda de conversa do saguão de embarque do aeroporto de Guarulhos. Dentistas, empresários, pais, maridos e todos com um objetivo em comum: o de se conhecer pessoalmente em um nova experiência e vencer esse desafio pessoal Pois esse é o espítiro da Cape Epic. Não transportar desafios bairristas e pessoais para dentro de um evento com tanta grandeza. Sem dúvida, os bikers mais admiráveis da Cape Epic são os mais comuns, pessoas que se esforçam das mais diversas formas para conseguir fazer seus treinos e levar para casa a desejada camiseta de "Finisher". Juntos, as duplas cruzarem todas as etapas dentro do tempo limite, além do prêmio pessoal e mais valioso que é a conquista pessoal. Esse é o maior título possível que os 1992 atletas podem conseguir finalizando a prova dentro do regulamento.
A Cape Epic assim como qualquer ultramaratona é feita por pessoas e culturas. Não é difícil ver competidores falarem uns com os outros durante a prova. Equipes que por inúmeros motivos se separaram e os que continuam acabam por fazer amizades com outros pilotos na mesma situação. Esse é o dia a dia em uma prova de etapas.
Sem dúvida, melhor que participar de uma Cape Epic é terminar com seu companheiro do lado e receber aquela suada camiseta de "Finisher", ou sentir um gosto que só 8 pessoas sentem entre duas mil: o de vestir a jersey de Campeão entre as quatro categorias e, o momento mais épico, é o da dupla que veste a camiseta amarela de Campeão Geral da Cape Epic. Esses, com certeza não são pessoas comuns. Até porque, o pódio não é um lugar incomum para esse tipo de atletas de Elite Mundial. Assim como no Tour de France, só existe alguém superior a todos: o homem da camiseta amarela.

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Guia da Cape Epic 2009 - TRADUZIDO!


Publicado por Mario Roma em 16/03/09 às 19:10 na(s) categoria(s) Cape Epic

Olá Pessoal!

Como já sabem, este ano tive a oportunidade de ser escolhido entre jornalistas de todo o mundo para falar sobre a Cape Epic no Guia de Competidores (Ride Guide) - uma revista de 56 páginas entregue a todos participantes da Cape Epic e encarte na maior revista de bike na África o Sul a Ride Magazine. 

Agora que já foi publicado, podemos apresentar a todos o texto em português! Confiram abaixo:

Cape Epic...mais que uma prova uma experiência física e espiritual.

Texto: Mário Roma

Meu primeiro contato com a Cape Epic foi em 2003 através da amiga Sonja Güldner-Hamel, quando recebi um email para correr uma prova que atravessava a África,e a primeira coisa que veio em minha mente foi "Leões", como pedalar 900 km, com 16000 m de subidas e 12 micro climas, de bike  em um Pais um tanto misterioso.
Minha primeira participação foi em 2005, quando cheguei em Kysna e fiquei impressionado com a quantidade de atletas  de inúmeras nacionalidades, que circulavam pela cidade e entre eles poderia facilmente cruzar lendas do MTB como Bart Bendgnes e jovens aspirantes a campeões mundiais como Cristoph Sauser entre outros. A cada passo que dava, a organização ia me surpreendendo em vários detalhes, como por exemplo quando me entregaram 4 chipes, sendo um para usar no tornozelo para os tempos de prova, o segundo no formato de um relógio que permitia acesso as áreas   exclusivas, como refeitório entre outros, o  terceiro era no saco  em qual levaria minhas roupas e suplementos para os próximos oito dias e o quarto estava na placa de numeral para uso do bike park.
Finalmente chegou o dia crucial da largada numa manhã  de sol ao   som da voz do Mike, que ninguém nunca mais esquece apos correr a Cape Epic. Largamos em direção a Spier  que seria 900 km de muita adrenalina e emoção. Apos cruzarmos a primeira etapa deparei com uma cidade, de pequenas barracas amarelas, super planejada, com toda a infra-estrutura necessária, bike wash, chuveiros, banheiros, um Cyber Café, enfermaria, uma operação digna de uma logística militar, um verdadeiro acampamento da época das cruzadas onde os cavaleiros tinham trocado seus cavalos pelas mais diversas maquinas de duas rodas.
Um dos momentos mais incríveis que vivi em uma bike foi na Cape Epic 2005 quando apos vencermos um temível Monster Climing chegamos ao topo onde as nuvens estavam abaixo de nós e o céu azul refletia no mar de nuvens ao nosso redor, um momento que sem duvida dá o credito ao nome Epic...

Em um dos jantares no qual recebemos uma esplêndida carga de carboidratos servido por um resort de cinco estrelas, fomos informados que iríamos cruzar uma reserva, com os Big Five, que significa leões, leopardos, rinocerontes, elefantes e búfalos, isso mesmo, essa era a torcida que nos esperava para nos cumprimentar na beira da estrada, seria a primeira vez que uma prova de mountain bike iria cruzar a Sanbona Wildlife Reserve no coração do Little Karoo.Na entrada do parque fomos cumprimentados pelos Rangers armados, a atenção se redobrou e vários Rangers eram vistos na estrada que estavam monitorando os animais, no ponto de água os Rangers comentaram que os leões estavam a 250 metros, observando a estranha manada humana passando.Foi um dia onde a emoção e o medo se misturava.
A cada dia a organização nos impressionava com o extremo cuidado que tinha com todos pilotos, a equipe Delta de resgate sempre presente com seus pontos de apoio e suas motos quadriciclos que nos cruzavam no máximo de 30 em 30 minutos, áreas de apoio onde os voluntários faziam de tudo para nos servir, o sorriso  de todos os staff que nos cercavam, estava estampado na cara de todos a satisfação de participar em uma prova desse nível, seria isso o Tour de France do MTB?
Em uma outra das muitas aventuras nesse ano foi quando meu parceiro sofreu uma queda e quebrou o blocante traseiro, imaginem-se no meio da África sem um blocante! Resolvi descer a montanha onde estávamos e procurar uma solução enquanto ele caminhou lentamente carregando a bike, ai conheci mais  uma personagem da Cape Epic, Steve Thomas organizador do Epic Trippers, grupo de bikers que percorre o mesmo trajeto a velocidade que quer e a quantidade de quilômetros,e ao contar a minha situação ,Steve logo me respondeu, claro leva o meu, e ai retornei e vencemos mais um desafio.
Terminamos em Spier onde uma festa para mais de mil pessoas nos aguardava ao som de bandas locais e o cheiros das mais diversas culinárias Sul Africanas, todos estavam impressionados com estes 8 dias únicos.
A Cape Epic uma prova em duplas , seu parceiro é uma extensão virtual de você e com a perspectiva vital de terminar este desafio impressionante, você pode também deixar uma de suas próprias partes do corpo para trás na prova. Se seu parceiro sofre, você sofre demasiado. Se um de vocês não faz o 'tempo limite' , então nenhum de você completam.Se uma das duas bicicletas falha, nenhum de vocês estará classificado como Finisher. A prova solda dois companheiros da equipe juntos como um casamento de oito dias com um único objetivo, levar os dois corpos esgotados até a linha de chegada, juntos como se fosse um só!

Tenho como habito não fazer a mesma viagem duas vezes, o mundo é tão grande e com tantas belezas que uso esse método como regra, mesmo tendo em meu passaporte uma volta ao mundo de barco a vela, mas como toda regra existe exceção, voltei a Cape Epic em 2007,pois estava intrigado e com uma saudade doentia daqueles dias na África do Sul. Já fiz  muitas outras ultramaratonas, mas a Cape Epic era como me sussurrasse constantemente no meu ouvido vem...como uma sereia do MTB.
Março 2007 e lá estava eu de novo em Kysna a cidade inteira já estava tomada por 1206 competidores de 43 países se misturando entre a elite mundial de MTB e diversas lendas vivas, como Tom Ritchey, Bart Brentjens, Thomas Frischknecht .Era comum ao se virar ver aqueles que só vimos em revistas e agora na mesma fila ou na mesma roda de conversa as verdadeiras maquinas do MTB como: Christoph Sauser, Karl Platt, Roel Paulissen ,José Hermida, Ralph Naf, uma lista gigante e eclética de personalidades de todas as áreas de ciclismo do mundo, como o campeão mundial de downwill Greg Minnaar, o vencedor do Race Across América Solo 5000km de pedal, campeão europeu de X Terra, campeão Sul Africano de Speed e por ai vai esse cardápio de loucos por bike com um só fim... cruzar a África do Sul em 8 dias escalando 18000 mil metros e pedalando 900km.Estavam presentes, televisões, repórteres um verdadeiro circo do MTB mundial, e me perguntava, só passou um ano? Onde vai parar esta prova?
Fiz a inscrição e recebi meu Start Kit é nesse momento que realmente você se sente na prova e aquela sensação de emoção e receio se fundem em uma só. “Agora não tem retorno”. Terminado o dia em um grande jantar no restaurante Marios de um amigo italiano em uma mesa com 15 pessoas de 4 países, muito macarrão e um bom vinho tinto Sul Africano acompanhado de diversos brindes e desejos de boa sorte.
Desta vez estaria correndo na categoria Máster ao lado de um atleta profissional, era a maneira que eu tinha visto para viver a Cape Epic de uma nova perceptiva.
Primeira mudança com que me deparei foi que as tendas laranja tinham mudado de cor, agora vermelhas, mas os colchões confortáveis estavam lá, só que tinha dobrado a quantidade e uma equipe de mais de sessenta alunos montava e desmontava a Cape Epic City todos dias,imaginem as coisas que anteriormente pareciam perfeitas, tinham melhorado mais ainda, pois entre cada etapa a organização oferecia apoio mecânico, fazendo assim que mais pessoas conseguissem terminar a prova vencendo os problemas mecânicos.
O espírito esportivo permanecia da mesma forma e a qualquer momento você via equipes se ajudando.
Largávamos e poderia se ver Thomas Frisnek batendo fotos do pelotão, Jose Hermida fazendo graças, parecia que aqueles pilotos ídolos de inúmeros bikers que só vemos nas revistas e correndo no circuito mundial XC eram crianças se divertindo em uma prova local de MTB, essa imagem só pode presenciar na Cape Epic. Mais uma novidade nas áreas de apoio, para alem de frutas,coca cola gelada,isotônicos de diversos sabores, as coisas tinham melhorado mais ainda, pufs e ventiladores atendiam os pilotos que vinham nos próximos pelotões.
Era bom a noite repor as calorias podendo comer o maximo que você agüenta e dia seguinte voltar a rotina da Cape Epic, deixar a bike para lavar com as crianças locais no bike wash, repor as energias,retirar a mala do caminhão, marcar uma barraca (em bom local,nem perto das oficinas devido ao barulho dos geradores funcionando toda noite para cuidar das bikes de todos nem perto dos banheiros o qual as batidas das portas com mola se sentiam durante todo a noite), tomar banho, fazer a revisão da bike no bike park e descansar antes do jantar entre as 18:00 as 19:00 hs, no retorno ao acampamento abastecíamos as caramanholas que ficavam gelando do lado de fora da barraca e dormir em torno das  21:00 hs para acordar ao som da buzina de um caminhão às 5:00 hs, essa é rotina de um Cape Epic Rider por 8 dias.
Em 2007 um dos momentos raros foi poder pedalar durante uma etapa junto com o carismático Christoph Sauser, onde em algum lugar do mundo um simples mortal poderia passar uma tarde pedalando junto com um piloto  desse nível, descobrimos algo em comum: a paixão pela Cape Epic e o fascínio pela África do Sul, a cada equipe que cruzávamos a cara dos pilotos era algo inesquecível, como ele poderia estar ali, seria ele mesmo... quando ele cumprimentava as pessoas era como uma injeção de animo e realização penetrasse em cada um deles.
As duas ultimas etapas que fiz na Cape Epic 2007 não esqueço nunca,pela sétima vez a buzina tocou as 5 da manhã e mecanicamente caminhávamos para o café da manha o qual a cada dia era mais difícil de engolir, voltávamos para as tendas para pegar a mala e passar a vaselina cheiro que se fazia sentir no ar,um dos cheiros mais tipos da Cape Epic, a cada dia que passa todas essas tarefas vão ficando mais lentas. O penúltimo dia nos levava até Kleinmond. Chegamos na praia com um mar azul de fundo e a espuma branca das ondas se movimentando em direção a praia, entramos na areia  e atravessamos uma ponte sobre o rio e cruzamos a linha de chegada um final com chave de ouro em um local lindo, sentamos em uma mesa de frente para o mar e  Christoph Sauser se juntou a nós e  resolvemos todos tomar uma cerveja comemorando esse clássico dia de MTB. Vimos a chegada dos nossos amigos em um ambiente descontraído e inesquecível para todos. O jantar já foi em clima de festa e comemoração. Estávamos a poucas horas do ultimo dia e todo mundo foi deitar mais tarde, o Epic Pub estava cheio e brindes eram constantes.
Ultima etapa que fiz foi de 80 km para o fim em Lourensford e “só” mais 1565m desnível acumulado, largamos as 8 da manhã, esperávamos uma etapa rápida e fácil mas o “Dr. Evil” apelido dado a  Leon Evans que desenha todos anos o percurso da Cape Epic não nos deu descanso nem no ultimo dia, entre duas fortes subidas, um carrega bike (obrigatório carregar a bike no ombro caso contrario poderia ser desclassificado) através de uma descida pela histórica trilha de carroças Gamtou Pass, mais um trilha de trem e finalmente uma trilha no meio de um pinhal ate ao enorme campo de Pólo Club onde uma multidão nos esperava e retirei minha bandeira Luso Brasileira companheira de diversos desafios, do meu bolso traseiro a ergui e deixei a emoção nos levar ate a bandeirada final após 900 km e 18000m de subidas duas vezes mais que o Everest.
Cape Epic terminou para mim em 2007 mas ainda viajo pelos lugares que passei, as pessoas que conheci e ainda sinto o gosto bom de “missão cumprida”, registrada para nunca mais sair e servir como base para confirmar que somos capazes de realizar coisas que nos parecem, num primeiro instante, impossível, porem com força de vontade, dedicação e perseverança tudo se torna possível e realizável.
Único erro que vi ser cometido pela organização foi o nome do livro lançado em 2008 sobre a Cape Epic "Guts & Glory" a meu ver deveria ser "Kevin Guts our Glory" sem duvida não podemos esquecer o idealizador de todo este projeto Kevin Vermaak, um personagem calmo e sempre disponível para falar com todos no meio desse Tsunami de adrenalina, Kevin é uma pessoa que mudou não só o MTB na África do Sul mas sim o curso das ultramaratonas no mundo, levando nosso esporte preferido a um outro nível, sendo televisionado em todo mundo, atraindo novos patrocinadores não envolvidos em direto com o MTB como Absa Bank, marca esportivas mundiais como Adiddas, Kevin conta com uma forte equipe que trabalha longas horas, dias e meses para que a nossa satisfação seja realizada no maior nível profissional possível.
Já percorri maior parte das maiores stage races no mundo.
A Cape Epic é uma festa de Mountain Bike na África do Sul. Poder passar uma semana pedalando,falando de bikes,conhecendo outros mountain bikers de todo mundo e uma oportunidade única de poder conhecer e ver um campeão olímpico ou mundial, até mesmo você poder sentir essa sensação por uma semana são pedalando,dormindo e comendo.
Cape Epic  é composta das lendas, os lugares, os povos e das situações. Pessoas que através da barreira da dor terminam com raça mas sempre com um sorriso, lugares que nós nunca nos esqueceremos como Mont Eco, Grootvadersbos e Groetlandberg, e situações, a dinâmica da equipe, a camaradagem, os pelotões em torno de você durante as longas horas no selim sobre oito dias. Estas são as histórias da Cape Epic e podem ser contadas com orgulho a quem tiver um pouco de tempo para escutar... Você tem que experimentar a Cape Epic para acreditar!

Imagem onde estou agora...no meio de todos vocês para minha terceira Cape Epic!


Eu e Christoph Sauser (campeão mundial) brindando na Cape Epic.
Foto: Andrea Faidiga

Para ver o formidável guia, clique aqui.

 

Um abraço e até mais!
Mário Roma

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Check list Brasil Soul para a Cape Epic 2009


Publicado por Adriana Nascimento em 12/03/09 às 21:03 na(s) categoria(s) Cape Epic

Olá pessoal,

Elaboramos um check list para ajudar os atletas que estão arrumando as malas para a Cape Epic 2009, e para quem deseja conhecer detalhes sobre a logística de uma Ultramaratona de Mountain Bike.

- Capacete.
- Luva – pelo menos dois pares.
- Óculos.
- Sapatilha – leve a mais confortável porque ao passar dos dias é comum os pés incharem um pouco.
- No mínimo 4 bermudas de bike para não ter que ficar lavando todo dia.
- No mínimo 4 camisas específicas de bike, e não esquecer que no primeiro e último dia, a organização pede para a dupla usar camisa igual.
- Meias – uma para cada dia de prova.
- Corta vento para o frio da manhã, e um manguito (melhor se for de cor clara) para o frio e que também pode ser útil para proteger do sol.
- Dois jogos de bermuda e camiseta comum para depois da prova.
- Um conjunto pelo menos de blusa e calça quente e confortável para dormir porque costuma fazer bastante frio à noite.
- Mochila de hidratação.
- Duas caramanholas.
- Bisnaga específica para gel energético – ajuda na economia de espaço no bolso da camisa.
- Suplementação alimentar e hidratação. Tudo devidamente testado nos treinos para evitar surpresas desagradáveis.
- Sandália tipo Croc / Havaianas.
- Saco de dormir.
- Travesseiro inflável.
- Toalha de alta absorção e secagem rápida, porque dependendo da etapa não há tempo para secar a toalha normal.
- Protetor auditivo (para quem está acostumado a usar, ou faça o teste antes da prova).
- Produtos de higiene pessoal em frascos reduzidos para o período da prova (escova de dente, fio e creme dental, sabonete, shampo, bucha, etc).
- Creme para prevenção de assaduras (para passar já na largada do primeiro dia, porque se não prevenir vai ser difícil remediar).
- Bloqueador solar labial (levar no bolso e reaplicar durante a prova).
- Bloqueador solar resistente ao suor e de alto fator de proteção. Levar um pouco em um frasco pequeno no bolso para reaplicar ao longo do percurso, porque de nada adianta um FPS 60 se não for reaplicado após 2 horas.
- Pequeno kit com remédios básicos, colírio, pomada cicatrizante, etc.
- Lanterna de cabeça.
- Canivete Suíço (lembre-se de despachar no aeroporto junto com a mala senão ele não passa!).
- Cadeado de segredo (importante para fechar a mala e barraca).
- 2 câmaras de ar, bomba (é proibido transportar cilindros de CO2 no avião), espátula e kit remendo.
- Power Link (elo mestre para consertar a corrente).
- Multi-ferramenta de bolso, que contenha chave de corrente além das ferramentas comuns Allen, Fenda e Philips.
- Óleo para lubrificar a corrente durante a prova.
- Gancheira do câmbio extra (levar durante a prova).
- Pastilha de freio extra.
- Pedaço de fita “silver tape” ou esparadrapo – pode resolver um corte no pneu. Uma dica é enrolar um pouco na espátula de pneu.
- Escova pequena e um pano para limpeza e manutenção diária da bike.
- Saco plástico para depósito de roupa suja que não será mais usada.
- Documentos da prova como o formulário assinado pelo médico, e documentos pessoais (passaporte, carteirinha de vacinação contra febre amarela, etc).
- Câmera fotográfica.
- Bike devidamente revisada e testada.
- Companheirismo, bom humor e espírito esportivo - essenciais!

Um abraço e até mais!

Adriana Nascimento

 

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Guia da Cape Epic 2009


Publicado por Mario Roma em 02/03/09 às 17:58 na(s) categoria(s) Cape Epic

Oi galera!

Estréio o Blog da Brasil Soul MTB Team com uma novidade especial: o Guia da Cape Epic 2009!

Tenho certeza que vocês, amantes de MTB estavam esperando por isso. Ele será disponibilizado aos 1.200 atletas que participarão da prova e é encarte da Ride Magazine de março, a mais tradicional Revista de Ciclismo da África do Sul.  

Confiram a matéria que redigi a convite do Kevin Vermaakm diretor da Cape Epic nas páginas 13, 14 e 15!  

Segue link: http://www.ride.co.za/sites/ride.co.za/files/Absa%20Cape%20Epic%20Ride%20Guide%202009%20-%20Ride%20Website.pdf  

Um abraço e até mais!  

Mário Roma

 

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Antes de iniciar a prática esportiva consulte um médico para realizar exames que qualifiquem o seu estado de saúde para tal.
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