O Rally dos Sertões 2008 promete grandes desafios aos pilotos, navegadores e também aos veículos. A prova é disputada na modalidade cross-country e competem carros, caminhões, motos e quadriciclos. Quem completar o trecho especial (cronometrado) em menor tempo vence o rali. Nenhum competidor conhece o trajeto da prova antes do início. A organização somente entrega a planilha - mapa que contém coordenadas e referências físicas no caminho para orientação - aos navegadores de cada equipe na véspera da largada das especiais. Ou seja, os competidores ficam na expectativa das novidades preparadas para a competição. Para este ano, a organização retirou o limite de velocidade de 150 km/h. A velocidade de todos os competidores é fiscalizada pelo sistema SPY, mecanismo capaz de registrar, via satélite, informações precisas de monitoramento. Para a segurança de todos os participantes, a organização do Rally dos Sertões exige quatro equipamentos obrigatórios para a competição: GPS, para a orientação e informações aos navegadores; e-track, dispositivo para rastreamento de objetos em movimento; Sentinel, uma espécie de buzina eletrônica que colabora para ultrapassagens e rádio VHF.
Para os carros, a modalidade cross-country é dividida nas categorias Protótipos (veículos construídos especialmente para participar de provas off-road, que não compõem a produção de série das montadoras); Super Production (veículos de série das montadoras, com produção mínima de 100 unidades, e preparação ilimitada); Production (veículos de série das montadoras, com produção mínima de 100 unidades, e preparação limitada) e Production Light, criada em 2007, (especial para pilotos de carros e caminhões que nunca venceram ou obtiveram um segundo lugar, em competições automobilísticas reconhecidas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ou pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), destinada aos iniciantes. Todas as categorias são divididas em Diesel e Gasolina.
Este ano foram incluídas duas novas categorias para os carros: a T1 FIA, dividida em sub-categorias que variam de acordo com as cilindradas do veículo; e a T2 FIA para veículos de Séries Production Cross-Country (peso bruto máximo até 3.500kg), dividida em seis sub-categorias de acordo com as cilindradas.
Os caminhões serão divididos pelo peso, pela regra brasileira. Os gigantes de até 4.800 quilos irão competir pela categoria T4.1, com mínimo de três caminhões para ser válida. Já os mais pesados que 4.800 quilos, até 8.500, irão competir pela categoria T4.2, com limite máximo de 20 caminhões. Também foram adicionadas mais duas categorias para os caminhões: a T4.1 FIA, para veículos com as cilindradas superiores ou iguais a 10.000cc e a T4.2 FIA, para caminhões com as cilindradas inferiores a 10.000cc.
As motos seguem a divisão da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), já que o Rally dos Sertões faz parte do Campeonato Mundial de Cross-country para as motos e quadriciclos desde 2005. As categorias na divisão da FIM levam em conta as cilindradas de cada moto.
As categorias são: Marathon, Production, Super Production, Brasil (particular do Sertões) e Mulheres. Todas ainda têm a subdivisão de até 450 cilindradas e aberta. E nesta edição de 2008 do Rally dos Sertões, motos entre 250 a 1.300 cilindradas serão colocadas na categoria Extreme.
Os quadriciclos também são divididos pelas cilindradas: até 250, até 500, até 750 e acima disso, na categoria Força Livre, que não pontua no Mundial.