Sherpa, o protótipo que deu a vitória na categoria para Riamburgo
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Riamburgo fez o quinto melhor tempo entre os brasileiros
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Riamburgo e Stanger: 1º lugar na categoria e 8º na geral
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O Rally dos Sertões 2008 terminou nesta sexta-feira (27), em Natal (RN), após passar por Goiás, de onde largou, Tocantins, Piauí, Maranhão, Ceará e terminar nas dunas potiguares. E quem resistiu bravamente aos quase cinco mil quilômetros de percurso, subidas, descidas, serras, travessias, mata-burros e diversos outros obstáculos não foram as duas Touaregs da Volkswagen, que teminaram ilesas o rali, e sim sua “prima tupiniquim”, a Tuajegue, de Riamburgo Ximenes e Stanger Eler.
“Sabe que só tem apelido quem é gente boa, porque os caras que são ‘trancados’ não ganham apelido porque senão vira ofensa. Então todos conceberam bem essa brincadeira, que começou porque o nosso carro é azul com prata, como as Touareg”, disse o piloto com seu agradável sotaque cearense sobre a comparação de seu protótipo, o Sherpa, com os potentes da Volks.
Campeão em sua categoria e oitavo colocado na geral, Riamburgo disse que a grande diferença entre seu protótipo e os outros grandes carros que correram os Sertões são as cifras. “São diferenças no investimento e no desenvolvimento. Fazemos as coisas de acordo com nosso bolso, somos limitados. E tenho certeza que os gringos estão indo embora daqui se perguntando como com nossos equipamentos, nós andamos tanto”, comentou.
A dupla da equipe Workmem começou o Rally dos Sertões com o 21º tempo na categoria geral. Até a décima etapa, fizeram os seguintes tempos: 16º, 4º, 3º, 10º, 32º, 8º, 7º, 7º e 7º. “Eles (estrangeiros) devem ter ficado apavorados porque muitas vezes a nossa diferença de tempo era pequena. Eu cheguei a ficar atrás somente das duas Touaregs em uma etapa. Nós mostramos a nossa qualidade de pilotagem, e obviamente, com a resistência da Tuajegue, mostramos um carro muito robusto. Meu carro nem parece que fez o Sertões. Está absolutamente inteiro”, disse.
Dando trabalho - A única quebra que o Sherpa de Riamburgo sofreu foi, de acordo com ele, como um raio cair em sua cabeça: o esticador da polia. “É uma peça que não tem histórico de quebra. Que não aconteceu por fadiga nem por nada. Foi defeito de fábrica”, relembrou ele sobre o incidente na sexta e maior etapa da história do Sertões.
Riamburgo Ximenes afirma ainda que ele e seu navegador saíram para a prova visando somente a vitória, mas sempre com consciência de que a concorrência seria brava, principalmente com os carros que corriam pelo mundial da FIA – Federação Internacional de Automobilismo.
“Para vencer a equipe da Volks, o Jean Azevedo e o Krzysztof Holowczyc só se eles quebrassem. Sabíamos disso desde a largada. Mas tivemos um grande prejuízo quando paramos 3 horas na sexta etapa. Levamos o carro por 360 quilômetros sem direção hidráulica, sem freio, sem refrigerar e ainda chegamos sem forfete. Nos superamos”, avaliou o piloto.