Bonache fará sua estréia no Rally Dakar 2010
Foto: Murilo Mattos/ www.webventure.com.br
Bonache usará mesmo carro do Rally dos Sertões
Foto: André Chaco/ www.webventure.com.br
O rondoniense Julio Bonache fará sua estreia no Rally Dakar, no dia 1º de janeiro, na Argentina e Chile. Para tanto, o piloto escolheu montar uma equipe totalmente nacional, mostrando toda sua confiança no trabalho brasileiro.
“Estamos com um carro nacional, com uma equipe nacional, com um piloto nacional, com um navegador nacional, ou seja, 100% nacional. Eu preferi confiar no time brasileiro a dar valor para as pessoas de fora, que só vem para o Dakar e vão embora”, contou o piloto.
Bonache correrá com uma Mitsubishi L200 EVO Prom, mesmo carro que utilizou no Rally dos Sertões, mas que passou por adaptações para a competição internacional. Entre as alterações estão um sistema de compressor de ar para poder calibrar os pneus, levando-se em consideração que na areia é comum baixar a pressão; um sistema de guincho elétrico; maior número de placas de desencalhe, além pás e um sistema de macaco hidráulico fixo, que facilitará não só na troca de pneus, mas também em situações de encalhe; nova calibração das molas de suspensão, por conta do maior peso; nova calibração do motor, com menor potência para poder suportar o uso extremo; e, por fim, ajustes para menor emissão de fumaça.
Acompanhando o rondoniense na prova estará um dos navegadores brasileiros mais experientes no Dakar: Lourival Roldan. “Pegar um cara como ele transmite segurança em todos os sentidos, na navegação, nas dificuldades, no dia-a-dia da prova. A bagagem e o histórico dele são muito bons e eu acredito que isso irá facilitar nossa vida na competição. A parceria tem tudo para dar certo, porque ele tem experiência e eu tenho coragem”, explicou.
Medo - A pesar de se mostrar muito confiante para a disputa, Bonache explicou que o medo sempre o acompanha, já que esse sentimento é o responsável por dosar o ímpeto e a consciência.
“O medo faz parte da prova. Se não tiver medo, cai em uma duna, afunda no mar, cai em uma pedra... Esse sentimento é bom porque ele dosa um pouco sua vontade, diminuindo os riscos. Eu estou indo para o Dakar para voltar vivo. Não quero deixar nas dunas uma cruz estacada”, brincou.
Outro fator importante destacado pelo piloto é a cabeça. Segundo ele, toda harmonia conseguida para a disputa começa com uma boa mente para se tomar boas decisões.
“A cabeça é a base para que tudo de certo. Não adianta ter pé, ter coração ou ter fôlego. Tem que saber andar bem na hora que for preciso. Na dúvida, temos que parar e analisar o que é certo e o que é errado, temos que administrar aquilo que está acontecendo. Se nós andarmos sem nenhum problema, temos uma grande chance de chegar entre os 20 na geral e, quem sabe, conquistar um troféu da categoria estreante”, disse.