Foto: Pixabay

Chuva e lama na vitória de Alexandre Manzan e Manoela Vilaseca no XTerra de Ilhabela

Arquivo/ Biking, Trekking

Nem o frio, a chuva e a lama que assolaram Ilhabela (SP) neste sábado (24) impediram as ótimas performances de Alexandre Manzan e Manoela Vilaseca em mais uma etapa do XTerra Brazil Tour. Os dois venceram depois de nadarem 1,5 quilômetro, pedalarem 25 e correrem 8.

A largada foi às 9h, na Praia do Perequê, com tempo nublado, mas ainda sem chuva. Felipe Moletta saiu da água na frente, com grande vantagem em cima de Manzan, Rodrigo Altafini e demais adversários.

O trajeto da bike incorporou alguns trechos de calçamento, com uma subida íngreme, estrada de barro e diversas incursões em trilhas fechadas, que exigiram dos participantes o domínio de técnica. Longas subidas e descidas em meio a uma forte neblina exigiram atenção máxima dos atletas, que ainda tiveram de driblar a chuva enviada por São Pedro a partir da metade da prova.

Moletta manteve a liderança por um bom trecho do ciclismo, até que a corrente de sua bike caiu e ele foi ultrapassado por Manzan e Altafini. Após um rápido conserto, Moletta partiu para o ataque, conseguindo alcançar Altafini antes da transição para a corrida.

Já de tênis no lugar das sapatilhas, Manzan mais uma vez mostrou sua força na corrida, acelerando e deixando os adversários cada vez mais distantes. Ele foi o único competidor a subir o primeiro trecho da modalidade correndo, entre os quilômetros um e quatro, fato que lhe garantiu uma boa folga diante de Moletta, que já mostrava sinais de desgaste.

Alexandre Manzan cruzou a linha de chegada em 2h32min17, seguido por Moletta, com 2h37min44, e Altafini, com 2h47min44. Gabriel Pinho e André Dahbar completaram o pódio com 3h1min10 e 3h41min24, respectivamente.

“Não tenho conseguido correr todas as etapas, mas Ilhabela é especial, além de ser o percurso mais difícil do XTerra Brasil”, disse o campeão. “Consegui ultrapassar o Moletta na bike e isso me ajudou a desenvolver bem a corrida, que é minha especialidade. Ele está de parabéns, vem crescendo a cada ano e isso é muito importante para o esporte”, completa o campeão, que esse ano disputou apenas a etapa de Pedra Azul (ES).

Moletta, por sua vez, ficou um pouco desapontado com o problema mecânico, mas se disse satisfeito com o resultado final. “XTerra tem de ser difícil mesmo, com superação total. Além da corrente, tive um pneu furado e uma lesão no calcanhar de Aquiles”, ressalta o triatleta, que venceu a etapa de Mangaratiba (RJ) em agosto. “Esse percurso já é difícil, com chuva fica pior ainda”, completa.

No feminino. As mulheres também não tiveram vida fácil e sofreram muito com a lama, os trechos técnicos e as ladeiras. Luzia Bello liderou durante um bom trecho da bike, mas foi alcançada no meio do percurso por Manuela Vilaseca, que passou a perseguir a líder com muita dedicação.

Na parte final da modalidade Luzia foi ultrapassada por Manuela e por Sabrina Gobbo, que terminaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, com os tempos de 3h25min44 e 3h29min35. Logo depois, chegou Carla Prada com arranhões por todas as partes do corpo, resultado de diversos tombos pelo caminho. Ela marcou 3h57min46.

“Eu sabia que seria muito difícil, mas essa etapa é especial para mim, pois foi meu primeiro XTerra, em 2005”, disse Manoela. “Vim para fazer meu melhor e ganhar aqui é realmente incrível, ainda mais contra as outras meninas que são feras.” Sobre as dificuldades, ela disse que “boa parte do percurso que deveria ser possível pedalar, hoje não foi. Minha bike pesava uma tonelada e eu tive de carregá-la nos braços várias vezes, porque a lama era tanta que ela nem rodava”.

Já Sabrina contou que, apesar de ter feito uma natação ruim, conseguiu melhorar nos demais trechos para garantir a vice-liderança. “Eu caí demais no percurso. E a Manu merece a vitória, pois tem se dedicado bastante ao XTerra. Minha vitória hoje foi ter subido o Morro da Cruz correndo e não andando”, completa.

Luzia concorda sobre a dificuldade da prova, principalmente no ciclismo. “Perdi a liderança no mountain bike, tentei dar meu máximo na corrida, mas a perna não foi”, conta um pouco abatida. “Dessa vez não deu, mas que venha a próxima etapa.”

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda, direto de Ilhabela (SP)

Last modified: setembro 26, 2011

Arquivo